Dragon's Dogma: a história explicada - parte 1

Confira a primeira parte da história completa da campanha de um dos RPGs mais peculiares dos videogames.

em 25/09/2026
Dragon’s Dogma acabou chegando mais tarde para jogadores da Nintendo, estreando apenas em 2019 no Switch, sete anos após seu lançamento original. O mesmo está acontecendo com Dragon’s Dogma 2, lançado em 2024, que só em outubro deste ano vai dar as caras no Nintendo Switch 2. Em preparação para o lançamento do próximo título, vamos falar sobre a história deste RPG de ação da Capcom, que é cercado de ideias interessantes e combates frenéticos contra monstros clássicos da fantasia. É importante dizer também que o foco aqui será contar a história da campanha base do jogo, então não terá um guia de missões nem a história da expansão Dark Arisen.

Em outro lugar, em outra vida, outro filho dos homens abre o seu caminho

A jornada começa séculos no passado com o personagem Savan. Acompanhado de seu fiel companheiro Salde, ele atravessa masmorras até encontrar um grande dragão vermelho. Apesar de parecer servir apenas como introdução, esse pedaço da luta de Savan para chegar ao covil do dragão fará sentido lá no final.

Após o prólogo, uma cena mostra o céu da região de Gransys, anos mais tarde, no momento em que o grande dragão Grigori surge e ataca uma vila praiana chamada Cassardis.

Seu personagem, um(a) simples pescador(a), tenta enfrentá-lo com uma espada comum. Após conseguir acertar o dragão, a criatura parece se interessar pela sua força de vontade em enfrentá-la, mesmo em condições tão desfavoráveis. Grigori então arranca e devora o coração do protagonista, criando um elo mágico e transformando um simples humano no novo Arisen (Nascen, na tradução utilizada no segundo título).

Os Arisens são seres escolhidos para desafiar o Dragão. No mundo de Dragon's Dogma, a jornada de um Arisen sempre começa com a perda de seu coração para um grande dragão daquela era, dando início à sua busca para recuperá-lo ao derrotar o monstro.

Pegue sua arma, Arisen

Esse é o momento em que, de fato, o jogo começa. O protagonista ouve a voz de Grigori dizendo para pegar em armas e ir enfrentá-lo, que é quando escolhemos entre as vocações iniciais Fighter, Strider ou Mage.

Independentemente de sua escolha, o primeiro objetivo é o mesmo: saber o que aconteceu após o ataque. O protagonista então ouve uma conversa entre Quina, sua amiga próxima e maga de Cassardis, com o chefe Adaro.

Ela afirma ter conseguido resgatar o protagonista e tratar seus ferimentos após o dragão fugir, mas estranhou o fato de que o coração não está mais batendo. Adaro fica com medo de ser alguma maldição e Quina diz que tentará encontrar uma cura.

Nesse momento, andando por Cassardis e ajudando os sobreviventes, o protagonista passa por uma pedra com marcações estranhas próxima da entrada da vila. Logo à frente dela, surge uma figura desconhecida: um homem chamado Rook, com uma cicatriz brilhante na mão que, de alguma forma, ressoa com a cicatriz deixada pelo dragão.

Adaro explica que Rook é um Peão, um ser que parece humano, mas não exatamente, porque Peões não têm a “Vontade”, a força que dá propósito aos seres vivos do mundo. Por isso, vivem como mercenários, apenas seguindo ordens.

Como há um acampamento de soldados próximo a Cassardis, recrutando voluntários para enfrentar o dragão, a chance de haver vários Peões por lá é grande. Então, Adaro pede ao protagonista para levar Rook e tentar descobrir por que ele apareceu na vila.

O ciclope, a hidra e o exército do Duque

Logo ao chegar no acampamento, uma voz convoca o Arisen para dentro de uma das tendas. Uma outra pedra, como a de Cassardis, está brilhando e é a responsável pela voz, que afirma ser a Legião dos Peões.

A Legião diz que as pedras são chamadas de Riftstones, portais espalhados pelo mundo para acessar o Rift, onde os Peões vivem. Apenas o Arisen pode utilizá-las, pois só alguém com a Vontade forte o bastante consegue conectar o mundo dos Peões e dos humanos ao bel-prazer.

É pela Riftstone que Peões viajam para outras realidades, e é dessa forma que a parte multiplayer opera. Cada Peão viajando com um jogador aprende sobre algo do mundo e depois pode compartilhar esse conhecimento com outros jogadores, seja sobre como resolver missões ou formas de enfrentar monstros, por exemplo.

Porém, para provar que é um Arisen de grande Vontade, a Legião pede que o protagonista mostre sua força imediatamente. Eis que, do lado de fora da tenda, um grupo de soldados alerta sobre a chegada de um ciclope e alguns goblins e convoca todos os guerreiros presentes para ajudar a derrotá-los.

Após a derrota dos monstros, uma figura encapuzada aparece de longe, pelo alto da colina, para ver o resultado da batalha e logo vai embora.

Voltando para a Riftstone, a Legião aprova o ato de coragem do herói e dá o direito de invocar o próprio Peão. É nesse momento que o jogo permite que você crie o NPC que irá te acompanhar durante toda a campanha. O jogador poderá escolher a vocação do Peão e, futuramente, alterá-la em qualquer acampamento ou pousada.

Com o Peão trazido diretamente do Rift, todos os outros Peões que vagavam pelo acampamento acompanham Rook em um juramento de servidão ao Arisen até o fim de sua luta contra o dragão.

Saindo novamente da tenda, o Arisen encontra Mercedes Marten. Ela se apresenta como a líder do Corpo de Alistamento, mas também é uma nobre, filha do comandante do reino de Hearthstone, Grende.

Mercedes diz que já tentou comandar Peões em combate, mas eles não eram organizados (de fato, no primeiro jogo a IA se atrapalha às vezes). Ela já ouviu falar da lenda do Arisen, mas não se importa se o protagonista é um pescador, fazendeiro ou mercenário, pois qualquer um disposto a lutar contra o dragão é bem-vindo. O Arisen aceita ficar no acampamento a convite dela, mas logo uma nova criatura ataca: a hidra.

Não há como vencer a criatura nesse primeiro encontro, mas o Arisen consegue cortar fora uma das cabeças, fazendo o monstro fugir. Essa grande conquista faz com que ele ganhe o respeito de todo o Corpo de Alistamento, incluindo Mercedes, que sugere levar a cabeça da hidra até a capital e avisar o Duque do aumento dos ataques de monstros.

O que o Arisen descobrirá em Gran Soren?

E essa é, basicamente, a introdução da história do primeiro Dragon’s Dogma. Na próxima parte, chegando à capital Gran Soren, é quando o jogo abre de fato. Muitas missões secundárias ficam disponíveis, além de todo o resto do mundo aberto para o jogador explorar à vontade.

O foco na parte dois continuará na história principal, falando de missões que apresentam cenas e diálogos importantes. Um culto perigoso, uma masmorra escondida, traições e escolhas aguardam o herói.

Revisão: Vitor Tibério
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Lucas Henrique
Redator e tradutor, sempre planejando escrever sobre algo (mesmo que seja só um rascunho). Acima disso, apenas a paixão por videogames e as várias formas que essa mídia conta histórias.
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