Esta não é uma disputa pelo primeiro lugar. A ordem segue a seleção proposta e funciona como uma curadoria de confrontos que marcaram a série por motivos diferentes: impacto narrativo, criatividade mecânica, escala, dificuldade ou uso inteligente das habilidades de Samus.
A lista também revela como o design dos chefes evoluiu ao longo das décadas. De confrontos clássicos como Ridley e Mother Brain a batalhas extremamente móveis, como Z-57 e Raven Beak; Metroid nunca parou de encontrar novas maneiras de colocar Samus em apuros, mas não sem ter um arsenal altura.
Raven Beak — Metroid Dread
Raven Beak não é exatamente o tipo de sujeito que aparece para trocar dois tiros e ir embora. O Chozo que manipula boa parte dos acontecimentos de Metroid Dread transforma o confronto final em um verdadeiro duelo entre guerreiros.
A batalha exige praticamente todo o repertório da protagonista: dos parries, contra-ataques, Flash Shift, A batalha é dividida em várias fases e exige praticamente todo o repertório de Samus. Há golpes corpo a corpo, investidas, projéteis, ataques de energia, movimentos aéreos e momentos em que o jogador precisa usar Flash Shift, Space Jump e contra-ataques para sobreviver. O Melee Counter, que normalmente serve para interromper inimigos e abrir oportunidades, também ganha importância durante o confronto.
E existe um peso narrativo adicional. Pela primeira vez, Samus enfrenta diretamente um Chozo vivo ligado à sua própria história. Raven Beak possui habilidades e treinamento que fazem dele uma espécie de contraponto à caçadora.
SA-X — Metroid Fusion
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| No espaço ninguém pode te ouvir gritar. |
Poucos inimigos da franquia são tão eficientes em provocar paranoia quanto o SA-X em Metroid Fusion.
A ideia é simples e brilhante: Samus encontra uma entidade que possui sua aparência, seu arsenal e praticamente todas as suas habilidades. Durante boa parte de Fusion, a criatura funciona mais como uma ameaça de perseguição do que como um chefe tradicional.
Quando finalmente chega a hora do confronto direto, o jogo transforma a sensação de impotência acumulada em combate. É Samus contra Samus no seu auge. O SA-X, á rápido, possui screw attack e potencialmente todo arsenal da caçadora no final de Super Metroid. A sorte de samus é que o adversário pode ser congelado com Ice Missiles e atingido com o Charge Beam, enquanto sua segunda forma muda completamente o comportamento do encontro.
O mais interessante é que o chefe funciona porque o jogo passou horas ensinando você a temer aquela criatura. Você sabe exatamente do que Samus é capaz. Portanto, quando vê outra coisa usando o mesmo arsenal, a ameaça fica imediatamente clara.
Meta Ridley — Metroid Prime
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| Você não conhece ninguém mais persistente que o Ridley. |
Meta Ridley é a versão turbinada de um dos maiores rivais de Samus. Em Metroid Prime, o vilão retorna equipado com modificações cibernéticas e transforma o final da aventura em um duelo de grandes proporções.
Ridley combina ataques aéreos, investidas, golpes físicos e ataques à distância, obrigando Samus a manter a mobilidade enquanto procura brechas para causar dano. A batalha funciona tanto pela mecânica quanto pelo peso do personagem dentro da série.
Depois de horas explorando Tallon IV e enfrentando os efeitos do Phazon, reencontrar Ridley cria uma conexão direta com a história maior de Metroid. É o velho rival, só que agora com peças de metal suficientes para justificar uma segunda tentativa.
Mother Brain — Super Metroid
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Mother Brain é uma das batalhas mais importantes da história de Metroid porque consegue unir mecânica e narrativa em poucos minutos. O confronto começa com a criatura em sua cápsula e depois escala para uma forma gigantesca.
Enquanto a primeira parte do confronto é quase um remake da primeira luta contra a líder dos piratas espaciais em Metroid (1986), o momento decisivo acontece quando o Metroid, salvo por Samus, aparece para protegê-la, sendo destruído por Mother Brain. A criatura transfere sua energia para Samus, concedendo o Hyper Beam e transformando a última etapa da batalha em uma espécie de acerto de contas sem piedade por parte de Samus e sem chance de salvação para Mother.
É difícil separar a importância desse confronto da própria história de Super Metroid. A luta não apenas encerra o jogo, ela supostamente encerra o capítulo da ameaça dos metroids e dos piratas espaciais na franquia.
Diggernaut — Metroid: Samus Returns
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| Morph Ball protagonista é o protagonista aqui. |
Diggernaut é uma enorme máquina de mineração que transforma as habilidades de Samus em ferramentas fundamentais para o combate. Spider Ball, bombas e movimentação pelas estruturas do chefe são essenciais para encontrar e atingir seus pontos vulneráveis.
O grande mérito está em fazer a arena funcionar como parte da mecânica. Samus não fica simplesmente atirando em um alvo gigante: precisa circular pelo próprio corpo da máquina e entender como suas estruturas podem ser usadas contra ela.
É um ótimo exemplo de como Samus Returns conseguiu modernizar ideias de Metroid II. Essa batalha é um dos momentos de maior brilho da Morph Ball na franquia, usando tanto suas bombas como o upgrade da spider ball para derrubar a máquina.
Experiment No. Z-57 — Metroid Dread
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| Experimentos bizarros e armas biologias permeiam o universo de Metroid. |
Z-57 é uma das melhores demonstrações da mobilidade de Samus em Metroid Dread. O chefe ocupa boa parte da arena com ataques físicos, projéteis, lasers e rajadas de vento, obrigando o jogador a permanecer em movimento.
Space Jump e Flash Shift ganham um papel importante durante o confronto, e no jogo em que as habilidades de plataforma e movimentação são muito mais apuradas, a batalha recompensa quem consegue reagir rapidamente sem perder o controle da personagem.
O resultado é quase uma coreografia: Samus corre, salta, desliza e ataca enquanto uma criatura gigantesca tenta transformar a arena em zona de desastre. É exatamente o tipo de chefe que só funciona porque Dread fez a protagonista mais ágil do que nunca.
Emperor Ing — Metroid Prime 2: Echoes
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| A série Prime adora criaturas de aparência aracnídea. Só sei que a batalha é ótima. |
O Emperor Ing leva a escala dos chefes de Prime a outro nível. O confronto possui várias etapas e formas, exigindo que Samus alterne armas, habilidades e estratégias conforme a criatura muda de comportamento.
A batalha também aproveita diretamente a lógica de Light Aether e Dark Aether, transformando elementos fundamentais da exploração de Metroid Prime 2 em ferramentas de combate.
O chefe funciona como uma prova final do sistema criado pelo jogo. Depois de passar a campanha aprendendo a lidar com os Ing, finalmente enfrentar seu líder e colocar todo esse conhecimento em prática é maravilhoso.
Metroid Prime — Metroid Prime
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| Metroid Prime que vai reencarnar posteriormente em outro grande vilão de Metroid Prime: Dark Samus. |
O chefe que dá nome ao jogo tinha uma responsabilidade considerável: precisava justificar todo aquele “Prime” no título. E consegue. O confronto começa contra uma criatura gigantesca, altamente agressiva e fortemente ligada ao Phazon. A peculiaridade está na necessidade de alternar entre os diferentes visores e armas para identificar vulnerabilidades e acompanhar seus movimentos.
Depois, a batalha muda de figura novamente, levando Samus a enfrentar uma manifestação ainda mais ameaçadora da criatura.
O mérito está em transformar recursos que normalmente pertencem à exploração — visores, beams e leitura do ambiente — em instrumentos de combate. Metroid Prime não é simplesmente um inimigo grande com muita vida. E o melhor de tudo, as mecânicas e necessidades do combate se tornam naturais ao longo do jogo e enfrentar um inimigo com tantas mudanças não exige nenhuma mecanica arbitraria ou surpresa.
Ridley — Super Metroid
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| Ridley é a somatória de muito dano, ataques variados, agilidade e gritos, pronto para atormentar Samus. |
Ridley já era uma figura central na mitologia de Metroid quando Super Metroid colocou Samus novamente frente a frente com ele. O confronto em Norfair é direto, agressivo e representa uma das rivalidades mais importantes da franquia.
O chefe voa pela arena, investe contra Samus e exige bom posicionamento para evitar seus ataques que causam danos massivos. Pelos padrões atuais, a mecânica pode parecer simples, mas o impacto do personagem compensa qualquer simplicidade.
E narrativamente Ridley assume um papel forte na vida da protagonista. Ele está diretamente ligado ao passado de Samus e retorna como uma ameaça reconhecível imediatamente. É uma batalha que prova que um bom chefe também pode depender de contexto.
Nightmare — Metroid Fusion
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| Nightmare é uma arma biomecânica criada pela Federação Galática. |
Nightmare é memorável porque mexe com uma coisa que normalmente o jogador considera sagrada: o controle de Samus. Seu campo gravitacional altera a movimentação da protagonista enquanto a criatura flutua pela arena.
O combate exige adaptação constante, já que os padrões e vulnerabilidades mudam conforme a luta avança. Limitar a velocidade e agilidade de Samus é agoniante. O jogador precisa reaprender a se movimentar enquanto tenta encontrar oportunidades para atacar.
E o visual completa o pacote. Nightmare é uma entidade biomecânica que não deveria ter saído daquele laboratório. A batalha vai ficando cada vez mais grotesca enquanto a parte organica da criatura começa a se deteriorar no decorrer do combate. É estranho, ameaçador e combina perfeitamente com a atmosfera mais claustrofóbica de Fusion.
Uma série que sabe colocar Samus contra as próprias habilidades
Essas dez batalhas mostram diferentes momentos da evolução de Metroid. Algumas ficaram marcadas pela narrativa, como Mother Brain; outras pela escala, como Emperor Ing; e algumas transformaram a própria movimentação de Samus em parte central do desafio, como Z-57 e Raven Beak.
Os chefes da franquia costumam integrar muito bem as mecânicas, upgrades e armas apresentados durante o jogo. Mesmo muito delas parecendo difíceis à primeira vista, raramente são injustas ou não usam bem as habilidades conquistadas pelo jogador, levando a embates marcantes e satisfatórios. Quais os chefes mais marcantes das série para vocês?
Revisão: Maria Brenda











