Depois de uma quarta temporada agitada, com D.Mon alterando o campo de batalha, novidades no passe de batalha e outras mudanças, era de esperar uma quinta temporada mais tranquila. Mas a Blizzard não deixou ninguém parado e trouxe novas alterações que já estão mexendo com as jogatinas. Como se um novo personagem e um novo cenário não fossem suficientes, dois heróis veteranos também receberam grandes reformulações e já estão dando o que falar. Mas calma, vamos chegar lá!
Uma nova ameaça se aproxima
Se tem uma coisa que Overwatch sabe fazer, é criar novas ameaças para colocar seus heróis em apuros, e, em Uma Doutrina Sinistra, não é diferente. Desta vez, a Talon volta a ganhar destaque com a chegada de Doctrine, o novo personagem da temporada. É preciso dizer que a escolha não poderia combinar mais com a época do ano em que a temporada foi lançada: Doctrine tem uma estética que lembra bastante a de um vampiro, com todo aquele visual sombrio e misterioso que combina perfeitamente com o clima de Halloween.A presença de Doctrine também ajuda a criar uma identidade própria para a temporada. Além de trazer um novo personagem para o elenco, sua ligação com a Talon abre espaço para mais uma história envolvendo o grupo e seus planos. É interessante ver como a Blizzard continua aproveitando os vilões e personagens já conhecidos para expandir o universo de Overwatch, enquanto apresenta novas figuras que podem ganhar mais importância daqui para frente.
Apesar de a história não ser, necessariamente, o principal motivo para entrar em uma nova temporada, fiquei curioso para acompanhar o que Doctrine e a Talon estão preparando. O clima mais sombrio combina muito bem com o período do ano e, pelo menos nesse primeiro momento, Uma Doutrina Sinistra consegue entregar uma identidade que faz sentido tanto para o novo personagem quanto para a própria temporada.
Mas é na sua Ult, a Deliverance, que Doctrine realmente mostra o tamanho do seu poder. Ao ativá-la, uma verdadeira chuva de drones toma conta da área, dando vida extra aos aliados, enquanto reduz a vida máxima dos inimigos. É uma habilidade que pode mudar completamente o rumo de uma batalha, principalmente quando utilizada no momento certo. E os percs também não ficam para trás: Salvação faz os Drones Revigorantes recuperarem 40 de vida imediatamente, enquanto Sifão Sanguíneo permite recuperar vida com o dano causado pelo Cetro Eterno infundido. Já entre os principais, Transfusão reduz o tempo de recarga da Infusão conforme Doctrine causa dano ou cura, enquanto Custo da Vida sacrifica 25 pontos de vida máxima em troca de 20% a mais de cura com o Cetro Eterno. É muita coisa para administrar, mas, justamente, essa variedade faz de Doctrine um suporte extremamente versátil e, pelo menos para mim, um dos personagens mais interessantes adicionados ao jogo nos últimos tempos.
Outro destaque é o evento Loucura de Mistério: Jogos no Cemitério, que transforma as partidas em uma verdadeira bagunça sobrenatural. Nele, começamos com um herói aleatório e, a cada morte, voltamos ao combate com novos poderes, também aleatórios, criando combinações que podem deixar tudo ainda mais imprevisível. A brincadeira fica ainda mais interessante com os desafios que permitem conseguir Oferendas e votar em quais personagens serão trazidos de volta ao modo ao longo do evento. É uma proposta que combina com o Halloween e dá aquela oportunidade de sair um pouco da rotina das partidas tradicionais.
Claro que o Halloween não estaria completo sem uma boa quantidade de visuais temáticos. Além das recompensas do Passe de Batalha, a temporada traz opções como Ashe Donzela Fantasmagórica, Soldado: 76 Jack de Abóbora, Mei Noiva Fantasmagórica e Rainha Junker Imperatriz dos Morcegos.
Também temos o visual Mítico Wuyang Dragão Shaoxia e a arma Mítica Caos Sonoro, do Lúcio, que conta até com um sapinho dançarino. Sim, um sapinho dançarino! A Blizzard realmente abraçou o espírito da temporada, e é difícil não dar uma risada com uma ideia dessas.
A quinta temporada também ganhou destaque com a colaboração com o anime Solo Leveling, trazendo skins inspiradas em seus personagens para o elenco de Overwatch. A parceria combina bem com o estilo do jogo e oferece visuais interessantes para quem acompanha o anime, funcionando como mais uma atração para movimentar a temporada e o interesse da comunidade.
E, falando em personagens que precisaram reaprender a lutar, Roadhog também recebeu uma reformulação importante. O tanque continua sendo aquele grandalhão que pode puxar um adversário com sua Corrente de Gancho, mas agora tem novas ferramentas para incomodar os inimigos e proteger a equipe. Sua Arma de Sucata passou a disparar duas rajadas por saraivada, com um projétil central mais potente em cada uma, enquanto a nova habilidade Compactador de Lixo absorve projéteis inimigos e, depois, libera um disparo explosivo cujo dano aumenta conforme a quantidade de dano absorvida.
Entre os tanques, D.Mon, Winston e Doomfist estão entre os nomes que merecem atenção quando falamos das escolhas competitivas, enquanto Roadhog ainda precisa mostrar como sua reformulação vai se comportar diante dos demais personagens. Já na função de Dano, o cenário continua dependendo bastante da composição das equipes e das escolhas feitas para cada mapa. É importante lembrar que taxa de vitória, popularidade e força percebida pela comunidade não são exatamente a mesma coisa. Mas uma coisa é certa: Tracer voltou com tudo ao meta! A personagem voltou a ganhar espaço nas partidas competitivas e mostra que continua sendo uma escolha poderosa nas mãos de quem sabe aproveitar sua mobilidade para pressionar os adversários, flanquear a equipe inimiga e escapar de situações complicadas. É muito bom ver essa veterana recuperando seu espaço em meio a tantas mudanças no elenco.
Mas é entre os Suportes que as mudanças da temporada chamam ainda mais atenção. Doctrine já chegou com 56,2% de taxa de vitória, enquanto Sombra vem logo atrás, com os mesmos 55,7%. Zenyatta aparece com 51,7%, Lúcio, com 51,3% e Mizuki, com 49,2%. Ou seja, as duas grandes novidades da função nesta temporada já estão entre os principais nomes do competitivo. Doctrine chegou forte, e Sombra parece ter se adaptado muito bem à sua nova função, o que ajuda a explicar por que as duas estão aparecendo tanto nas partidas.
É claro que esses números não significam que esses cinco personagens sejam, obrigatoriamente, os melhores em qualquer situação. Mapa, composição da equipe, habilidade do jogador e até o ranque podem mudar bastante o resultado. Além disso, o próprio ranking da Blizzard é atualizado constantemente, então os números podem mudar a qualquer momento conforme novas partidas são registradas. Os dados apresentados aqui são um retrato do cenário em 19 de outubro de 2026, considerando Console, região das Américas, Competitivo por Função, todos os ranques e todos os mapas. Para quem quiser acompanhar a evolução do meta, vale conferir diretamente as estatísticas oficiais de Overwatch da Blizzard.
Outro ponto que merece atenção é a maneira como o conteúdo da temporada se distribui entre novidades permanentes e atividades temporárias. O evento de Halloween é uma adição divertida, mas, como acontece com outros modos por tempo limitado, existe o risco de que parte dessa experiência desapareça antes que todos consigam aproveitá-la. O mesmo vale para as recompensas: embora o retorno dos Passes de Batalha antigos seja uma iniciativa interessante para quem perdeu algum visual, ainda é importante que a progressão continue sendo atraente para quem acompanha o jogo temporada após temporada.
No fim das contas, o maior desafio da Blizzard continua sendo manter Overwatch interessante sem depender apenas de novos personagens, reformulações e eventos sazonais. Uma Doutrina Sinistra tem boas ideias e mostra disposição para experimentar, mas o sucesso dessas mudanças depende de como elas serão ajustadas ao longo das próximas semanas. Afinal, não adianta trazer um banquete cheio de novidades se o equilíbrio das partidas não acompanhar o ritmo.
Outro ponto que merece atenção é o preço dos conteúdos cosméticos. A temporada traz skins bastante interessantes, mas conseguir alguns dos melhores itens exige um investimento considerável, especialmente no caso do Passe Supremo. Acredito que os valores deveriam ser regionalizados, de acordo com a realidade econômica de cada país, tornando essas compras mais acessíveis para os jogadores brasileiros. Afinal, mesmo sendo um jogo gratuito, Overwatch oferece diversos itens pagos, e nem todo mundo está disposto, ou consegue, gastar tanto em conteúdos puramente cosméticos. Uma Doutrina Sinistra mostra que Overwatch ainda tem espaço para se renovar, mas espero que os próximos passos também tragam melhorias nessas questões, para que mais jogadores possam aproveitar tudo o que o jogo oferece sem que o custo se torne uma barreira.
O Sinistro
E, por falar no dito cujo, Doctrine já chegou ganhando muito espaço. O personagem é um suporte completo, e seu repertório de habilidades fala por si só. Dotado de entregar uma boa cura, dano, mobilidade e uma Ult bem quebrada, ainda conta com um repertório de percs tão bons quanto o restante. Seu Cetro Eterno é capaz de curar os aliados e causar dano nos inimigos, enquanto os Drones Revigorantes podem ser usados para curar um companheiro e ainda aumentar sua velocidade de ataque. Já a Infusão é o grande diferencial do personagem, permitindo potencializar a próxima habilidade utilizada e abrindo diversas possibilidades durante as batalhas. Ela pode melhorar os drones, aumentar a mobilidade de Doctrine com o Impulso Oculto ou deixar seu ataque ainda mais poderoso. Para completar, sua passiva de Sobrevivente faz com que o uso de uma habilidade de movimento inicie a regeneração de vida, dando um pouco mais de segurança para o suporte.Mas é na sua Ult, a Deliverance, que Doctrine realmente mostra o tamanho do seu poder. Ao ativá-la, uma verdadeira chuva de drones toma conta da área, dando vida extra aos aliados, enquanto reduz a vida máxima dos inimigos. É uma habilidade que pode mudar completamente o rumo de uma batalha, principalmente quando utilizada no momento certo. E os percs também não ficam para trás: Salvação faz os Drones Revigorantes recuperarem 40 de vida imediatamente, enquanto Sifão Sanguíneo permite recuperar vida com o dano causado pelo Cetro Eterno infundido. Já entre os principais, Transfusão reduz o tempo de recarga da Infusão conforme Doctrine causa dano ou cura, enquanto Custo da Vida sacrifica 25 pontos de vida máxima em troca de 20% a mais de cura com o Cetro Eterno. É muita coisa para administrar, mas, justamente, essa variedade faz de Doctrine um suporte extremamente versátil e, pelo menos para mim, um dos personagens mais interessantes adicionados ao jogo nos últimos tempos.
Um banquete de novidades para o Halloween
Como já deu para perceber, a quinta temporada não chegou para brincar, e a Blizzard aproveitou o clima de Halloween para trazer novidades que vão além de Doctrine. Uma das principais é o mapa Grímsvötn, uma antiga instalação de Overwatch localizada na Islândia que agora está sob o controle da Talon. O cenário é o primeiro novo mapa de Escolta em anos e combina muito bem com a proposta da temporada, colocando os jogadores em uma prisão cercada por gelo, fogo e segredos que deveriam continuar escondidos. É aquele tipo de novidade que ajuda a renovar as partidas e ainda se conecta diretamente com a história apresentada pela Blizzard.Outro destaque é o evento Loucura de Mistério: Jogos no Cemitério, que transforma as partidas em uma verdadeira bagunça sobrenatural. Nele, começamos com um herói aleatório e, a cada morte, voltamos ao combate com novos poderes, também aleatórios, criando combinações que podem deixar tudo ainda mais imprevisível. A brincadeira fica ainda mais interessante com os desafios que permitem conseguir Oferendas e votar em quais personagens serão trazidos de volta ao modo ao longo do evento. É uma proposta que combina com o Halloween e dá aquela oportunidade de sair um pouco da rotina das partidas tradicionais.
E, falando em novidades, a Blizzard também resolveu mexer em um dos sistemas mais importantes para quem gosta de colecionar visuais: o Passe de Batalha. Agora, os passes das temporadas 1 a 15 podem retornar, permitindo que os jogadores recuperem recompensas elegíveis que ficaram para trás. O melhor é que podemos avançar no passe atual e em um Passe Retornante ao mesmo tempo, sem precisar escolher entre as novidades da temporada e aquele visual antigo que ficou faltando. É uma mudança interessante, principalmente para quem joga há bastante tempo e perdeu algum conteúdo pelo caminho.
Claro que o Halloween não estaria completo sem uma boa quantidade de visuais temáticos. Além das recompensas do Passe de Batalha, a temporada traz opções como Ashe Donzela Fantasmagórica, Soldado: 76 Jack de Abóbora, Mei Noiva Fantasmagórica e Rainha Junker Imperatriz dos Morcegos.
Também temos o visual Mítico Wuyang Dragão Shaoxia e a arma Mítica Caos Sonoro, do Lúcio, que conta até com um sapinho dançarino. Sim, um sapinho dançarino! A Blizzard realmente abraçou o espírito da temporada, e é difícil não dar uma risada com uma ideia dessas.
A quinta temporada também ganhou destaque com a colaboração com o anime Solo Leveling, trazendo skins inspiradas em seus personagens para o elenco de Overwatch. A parceria combina bem com o estilo do jogo e oferece visuais interessantes para quem acompanha o anime, funcionando como mais uma atração para movimentar a temporada e o interesse da comunidade.
Velhos conhecidos, novas maneiras de jogar
E, se Doctrine já chegou chamando a atenção, ele não foi o único a passar por grandes mudanças nesta temporada. Sombra deixou a função de Dano e agora faz parte dos Suportes, em uma das reformulações mais significativas que a Blizzard já fez em um personagem. A hacker continua usando sua capacidade de atrapalhar os adversários, mas agora também pode ajudar diretamente a equipe. Sua habilidade de cura permite escolher um aliado para recuperar vida, inclusive enquanto está invisível, sem perder a furtividade imediatamente. Já o Ciberespaço cria uma área que cura os companheiros e aplica enfraquecimento nos inimigos, reduzindo o dano causado e a eficácia da cura recebida. É uma mudança interessante, pois mantém parte da identidade da personagem, mas exige uma maneira diferente de jogar. Em vez de se concentrar apenas em invadir a retaguarda adversária, Sombra agora precisa pensar também em como ajudar seus companheiros e escolher o momento certo para atrapalhar os inimigos. Porém, parece que a Blizzard precisou pisar no freio logo de cara: na atualização de 13 de outubro, o dano da Pistola-Metralhadora caiu de 7 para 6,5, enquanto o dano da explosão do Ciberespaço foi reduzido de 40 para 20, e seu tempo de recarga aumentou de 12 para 13 segundos. Foram mudanças consideráveis em tão pouco tempo, e fica a impressão de que a personagem ainda precisa encontrar seu espaço nessa nova função.E, falando em personagens que precisaram reaprender a lutar, Roadhog também recebeu uma reformulação importante. O tanque continua sendo aquele grandalhão que pode puxar um adversário com sua Corrente de Gancho, mas agora tem novas ferramentas para incomodar os inimigos e proteger a equipe. Sua Arma de Sucata passou a disparar duas rajadas por saraivada, com um projétil central mais potente em cada uma, enquanto a nova habilidade Compactador de Lixo absorve projéteis inimigos e, depois, libera um disparo explosivo cujo dano aumenta conforme a quantidade de dano absorvida.
A ideia é dar ao personagem mais recursos para atuar como um tanque tradicional, em vez de depender tanto da capacidade de eliminar rapidamente alguém com o gancho. Só que, assim como aconteceu com Sombra, ele também recebeu ajustes poucos dias depois de sua reformulação. No patch de 13 de outubro, o dano do projétil central da Arma de Sucata aumentou de 34 para 40, e Pegando Fôlego passou a ter um tempo de recarga menor, de 2 para 1,25 segundo, além de oferecer mais redução de dano e durar até 2,5 segundos. Ou seja, enquanto Sombra recebeu cortes para conter seu poder, Roadhog ganhou reforços para melhorar seu desempenho. Agora, resta saber se essas mudanças serão suficientes para colocar os dois em um lugar mais equilibrado no elenco, sem fazer com que um deles se torne uma escolha obrigatória nas partidas.
Um novo meta começa a se formar
Todas essas mudanças também tiveram impacto no competitivo. Para entender melhor como a quinta temporada está mexendo com as partidas, consultei as estatísticas oficiais da Blizzard, considerando os consoles, a região das Américas, todos os ranques, todos os mapas e o Competitivo por Função. Os dados ajudam a entender quais personagens estão se destacando neste início de temporada, principalmente depois das reformulações de Sombra e Roadhog e da chegada de Doctrine.Entre os tanques, D.Mon, Winston e Doomfist estão entre os nomes que merecem atenção quando falamos das escolhas competitivas, enquanto Roadhog ainda precisa mostrar como sua reformulação vai se comportar diante dos demais personagens. Já na função de Dano, o cenário continua dependendo bastante da composição das equipes e das escolhas feitas para cada mapa. É importante lembrar que taxa de vitória, popularidade e força percebida pela comunidade não são exatamente a mesma coisa. Mas uma coisa é certa: Tracer voltou com tudo ao meta! A personagem voltou a ganhar espaço nas partidas competitivas e mostra que continua sendo uma escolha poderosa nas mãos de quem sabe aproveitar sua mobilidade para pressionar os adversários, flanquear a equipe inimiga e escapar de situações complicadas. É muito bom ver essa veterana recuperando seu espaço em meio a tantas mudanças no elenco.
Mas é entre os Suportes que as mudanças da temporada chamam ainda mais atenção. Doctrine já chegou com 56,2% de taxa de vitória, enquanto Sombra vem logo atrás, com os mesmos 55,7%. Zenyatta aparece com 51,7%, Lúcio, com 51,3% e Mizuki, com 49,2%. Ou seja, as duas grandes novidades da função nesta temporada já estão entre os principais nomes do competitivo. Doctrine chegou forte, e Sombra parece ter se adaptado muito bem à sua nova função, o que ajuda a explicar por que as duas estão aparecendo tanto nas partidas.
É claro que esses números não significam que esses cinco personagens sejam, obrigatoriamente, os melhores em qualquer situação. Mapa, composição da equipe, habilidade do jogador e até o ranque podem mudar bastante o resultado. Além disso, o próprio ranking da Blizzard é atualizado constantemente, então os números podem mudar a qualquer momento conforme novas partidas são registradas. Os dados apresentados aqui são um retrato do cenário em 19 de outubro de 2026, considerando Console, região das Américas, Competitivo por Função, todos os ranques e todos os mapas. Para quem quiser acompanhar a evolução do meta, vale conferir diretamente as estatísticas oficiais de Overwatch da Blizzard.
Nem tudo são flores neste banquete
Apesar de a quinta temporada trazer bastante conteúdo e mudanças interessantes, nem tudo saiu como esperado. As reformulações de Sombra e Roadhog mostram que a Blizzard está disposta a mexer em personagens veteranos para renovar a experiência, mas os ajustes feitos poucos dias depois do lançamento também levantam algumas questões. Sombra, por exemplo, teve parte do seu dano reduzido e o tempo de recarga do Ciberespaço aumentado, enquanto Roadhog recebeu melhorias importantes em sua capacidade de causar dano e sobreviver. São mudanças que fazem parte do processo de balanceamento de Overwatch, mas que mostram como é difícil encontrar o ponto ideal para personagens que passaram por alterações tão profundas.Outro ponto que merece atenção é a maneira como o conteúdo da temporada se distribui entre novidades permanentes e atividades temporárias. O evento de Halloween é uma adição divertida, mas, como acontece com outros modos por tempo limitado, existe o risco de que parte dessa experiência desapareça antes que todos consigam aproveitá-la. O mesmo vale para as recompensas: embora o retorno dos Passes de Batalha antigos seja uma iniciativa interessante para quem perdeu algum visual, ainda é importante que a progressão continue sendo atraente para quem acompanha o jogo temporada após temporada.
No fim das contas, o maior desafio da Blizzard continua sendo manter Overwatch interessante sem depender apenas de novos personagens, reformulações e eventos sazonais. Uma Doutrina Sinistra tem boas ideias e mostra disposição para experimentar, mas o sucesso dessas mudanças depende de como elas serão ajustadas ao longo das próximas semanas. Afinal, não adianta trazer um banquete cheio de novidades se o equilíbrio das partidas não acompanhar o ritmo.
Fechando o caixão
No fim das contas, Uma Doutrina Sinistra é uma temporada que mostra como Overwatch ainda tem espaço para se reinventar. Doctrine chegou com um conjunto de habilidades interessante e bastante versátil, enquanto as reformulações de Sombra e Roadhog trouxeram novas possibilidades para personagens que já conhecemos há anos. O mapa Grímsvötn, o evento de Halloween e o retorno de antigos Passes de Batalha também ajudam a manter o jogo movimentado, com novidades para diferentes tipos de jogadores.Outro ponto que merece atenção é o preço dos conteúdos cosméticos. A temporada traz skins bastante interessantes, mas conseguir alguns dos melhores itens exige um investimento considerável, especialmente no caso do Passe Supremo. Acredito que os valores deveriam ser regionalizados, de acordo com a realidade econômica de cada país, tornando essas compras mais acessíveis para os jogadores brasileiros. Afinal, mesmo sendo um jogo gratuito, Overwatch oferece diversos itens pagos, e nem todo mundo está disposto, ou consegue, gastar tanto em conteúdos puramente cosméticos. Uma Doutrina Sinistra mostra que Overwatch ainda tem espaço para se renovar, mas espero que os próximos passos também tragam melhorias nessas questões, para que mais jogadores possam aproveitar tudo o que o jogo oferece sem que o custo se torne uma barreira.
Prós
- Doctrine é um suporte versátil e interessante;
- As reformulações de Sombra e Roadhog renovam a jogabilidade;
- Novidades de Halloween e o mapa Grímsvötn;
- Passes de Batalha, permitindo recuperar recompensas de temporadas anteriores.
Contras
- Personagens muito fortes e desequilíbrio no meta, exigindo ajustes frequentes.
- Alguns dos melhores itens estão limitados a compras relativamente caras, incluindo skins e o Passe Supremo.
Overwatch – Temporada 5: Uma Doutrina Sinistra — Switch/Switch 2/PC/PS5/PS4/XBO/XSX — Nota: 8.5Versão utilizada para análise: Switch 2
Revisão: Mariana Marçal
Análise produzida com cópias digitais cedidas pela Activision Blizzard












