Castlevania: Belmont's Curse: dicas para iniciantes

Os Belmont estão de volta e é sempre bom revisar as táticas básicas para caçar vampiros.

em 15/10/2026
A franquia Castlevania está completando 40 anos em 2026, mas um jogo inédito 2D no estilo Metroidvania não é lançado há 13 anos, desde Mirror of Fate para Nintendo 3DS. Então, faz sentido trazermos aqui no Nintendo Blast algumas dicas que servem para iniciantes se prepararem para Castlevania: Belmont's Curse. E, para veteranos, será bom revisar seus conhecimentos da franquia e aprender sobre as novidades que o jogo de Rose Belmont traz.

Cheque as paredes

Um clássico de metroidvanias, mas que tem a sua própria função em jogos da série Castlevania: ao longo do jogo, terão caminhos escondidos por paredes ilusórias ou quebráveis, além de itens, especialmente para curas (sem falar naquele famoso frango da franquia).

Essa atenção especial às paredes é útil principalmente por causa do frango, que pode curar toda a vida da Rose. Geralmente, antes de algum chefe, tem uma parede quebrável por perto com um desses escondido. É um grande alívio poder entrar nas batalhas com a vida cheia, sem a necessidade de gastar os frascos de cura.

Use os marcadores

Algumas portas e passagens bloqueadas são indicadas pelo mapa após passar pelos locais, mas os marcadores ainda são bastante úteis no jogo. São nove ícones diferentes e é possível fazer até 50 marcações no mapa de cada área à vontade.

Marque baús que ainda não pode alcançar, aquele inimigo que está muito difícil de lidar ou algum local que chamou sua atenção, mas que você ainda não conseguiu desvendar o mistério dali. Pode parecer besteira nos primeiros minutos, mas após o primeiro chefe do jogo, a exploração é bem aberta e te deixa livre para visitar vários lugares. É nesse momento que os marcadores irão te auxiliar.

Lembre-se de ler as pistas

Enquanto Rose caça os chefes indicados por seu baralho de tarô, ela pode coletar pistas que dão informações sobre as criaturas. Essas informações são úteis não só na exploração, mas também em combate.

Na parte de exploração, é claro, o objetivo será entender onde o chefe está escondido. Já no caso do combate, as pistas podem indicar fraquezas dos chefes ou formas de se proteger de determinados ataques. Às vezes a pista não é clara na hora em que você a coletar, então lembre-se de abrir o menu e revisar, especialmente quando tiver coletado várias.

Troque arcanos e relíquias conforme a necessidade

Arcanos são as habilidades especiais herdadas dos monstros derrotados que ficam no baralho de tarô de Rose. As relíquias funcionam como os amuletos de Hollow Knight e outros metroidvanias modernos: é possível equipar até três, e cada uma delas dá algum bônus para Rose, podendo ser de defesa, movimentação, dano, etc.

Cada arcano pode servir para lidar com um inimigo diferente. O jogador começa com o arcano da Chama Amaldiçoada, que atira uma bola de fogo, mas logo terá outros, como a Cruz Sagrada, que tem efeito bumerangue e atinge vários inimigos, ou a Pira Infernal, que queima o chão ao redor de Rose.

Como a protagonista só pode ter um arcano equipado, é especialmente indicado pensar em qual você vai utilizar na luta de chefe. Por exemplo, seria um desperdício de mana utilizar a Pira Infernal em um chefe que voa.

No caso das relíquias, é possível criar conjuntos para diferentes situações. Algumas beneficiam a movimentação e exploração, enquanto outras focam em combate, que podem ser contra um ou mais inimigos.

Por exemplo: a relíquia chamada de Rosário do Luto aumenta a velocidade da protagonista por sete segundos quando ela mata um inimigo. Isso não é efetivo contra chefes, já que as lutas são um contra um e o efeito é de curta duração.

No entanto, em seções com vários inimigos pelo caminho, pode ser ótimo para ter um controle melhor da personagem e escapar de ataques. Portanto, fique sempre de olho no que cada relíquia faz e teste todos os arcanos para entender como cada um funciona em combate.

Use inimigos como plataforma

Rose usa um chicote especial para se prender em pontos específicos marcados em dourado ou roxo. Porém, esse chicote pode ser utilizado para se prender a inimigos, o que pode ajudar a passar por certas seções do mapa também.

Especialmente inimigos voadores, como gárgulas, cabeças de medusa e morcegos, que chegam a partes mais altas das áreas, podem servir como apoio para Rose alcançar locais que outrora pareciam impossíveis.

Quando vir algum lugar muito alto que não tenha nenhum ponto dourado ou roxo para prender o chicote, verifique se não tem algum inimigo próximo que possa servir de apoio e atraia-o até lá. Nem sempre essa será a solução, mas muitas áreas apenas estão exigindo que o jogador pense um pouco fora da caixa.

Não se esqueça de quebrar velas e castiçais no caminho

Essa é uma dica muito conhecida da franquia, mas é sempre bom relembrar. Qualquer castiçal, vela ou lamparina pelo caminho pode ser destruído para que Rose recupere mana. Diferente dos jogos antigos, que representavam a energia mágica com um ícone de coração, em Castlevania: Belmont’s Curse ela é uma barra azul.

Derrotar inimigos também gera mana para Rose, mas é um pouco mais arriscado. Os arcanos exigem tal atributo para que Rose possa utilizá-los, e ter essa energia sobrando em combate pode salvar a vida da garota Belmont.

Evite ficar só fugindo de inimigos ao revisitar áreas

Todo inimigo derrotado gera uma certa quantidade de experiência para Rose. Ao subir de nível, o total de vida e a mana não vão mudar, mas o ataque e defesa de Rose irão melhorar.

Subir alguns níveis enquanto explora não será uma má ideia, mesmo que pareça pouco. Poder derrotar um inimigo com apenas dois golpes ao invés de três facilitará muito a exploração, ainda mais considerando que é demorado achar armas que causem mais dano.

Portanto, quando sair do ponto A para o ponto B, salvar o jogo, todos os inimigos ressuscitarem e você tiver que voltar até o ponto A, não fique só fugindo para chegar mais rápido.

Será cada vez mais fácil lidar com cada adversário no caminho. No fim, o principal é jogar com calma, no seu tempo, explorando cada cantinho, já que esse é o charme de jogos desse estilo.

Revisão: Juliana Alvarenga
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Lucas Henrique
Redator e tradutor, sempre planejando escrever sobre algo (mesmo que seja só um rascunho). Acima disso, apenas a paixão por videogames e as várias formas que essa mídia conta histórias.
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