A expansão Lord of Hatred de Diablo IV tem sete chefes obrigatórios na campanha, enfrentados nesta ordem narrativa: Hateborn Abomination, Writhing Hatred, Memory of Inarius, Horadric Guardian (Keeper of the Cube), Adreona, the Amazon Queen, Guardian of the Pools e, por fim, Mephisto, Lord of Hatred. Abaixo, um resumo de quem é cada um, como enfrentá-los e o que eles rendem, para você não perder tempo revivendo do checkpoint. Os chefes de covil do endgame (Lair Bosses) ficam fora deste guia.
Hateborn Abomination
O primeiro chefe da expansão aparece logo na missão “Hatred's Wake”, durante a viagem de navio rumo às Ilhas de Skovos. Mephisto, disfarçado do profeta Akarat, possui um pregador da Hand of Akarat que se transforma em uma monstruosidade, invade o convés, é capaz de cuspir jatos de água pressurizada e convocar serpentes menores para ajudar na briga.
A barra de vida traz três marcadores que indicam mudanças de fase, e cada checkpoint costuma liberar poções de cura, um alívio bem-vindo numa luta que é mais sobre resistência do que sobre picos de dano. Fique de olho nos ataques principais: Storm Attack (um rugido que faz gotas d'água gigantes caírem do céu, de forma lenta, mas cobrindo boa área, então mantenha-se em movimento), Water Cannon Blast (um jato retilíneo que gira pela arena), uma investida corpo a corpo que termina em golpe em área e um dash que atravessa a tela.
Todo contato com a água causa lentidão, o que é perigoso quando o bicho está agressivo. Por volta da metade da vida, ele entra numa transição: canaliza descargas de raio em área e chama mais serpentes. A dica é manter distância das explosões e sobreviver até ele reaparecer. Derrotá-lo recompensa com o cosmético de montaria Dangerous Catch e libera a chegada a Skovos, com o início de “Crown of the Twin Seas”.
Writhing Hatred
Poucos falam dele, mas o Writhing Hatred é um chefe de verdade e espera no Templo da Vida, na missão “Seed of Hatred”. Depois de limpar a corrupção que bloqueava o caminho em “Hands Stained Red”, Lorath e Tharra ficam para segurar a linha, e você sobe sozinho a escadaria até a arena onde essa criatura corrompida pelo ódio está à espera.
A luta é mais simples do que parece: o chefe se move pela arena e ataca em direções definidas, então os golpes são fáceis de evitar se você não parar de se mexer. O cuidado é com o ritmo, porque ele vai ficando mais agressivo conforme a vida cai. Ataque nos intervalos e não se acomode em nenhum ponto da arena. Ao final, Lorath e Tharra se juntam a você, e a campanha segue com a missão “Those Who Remain”.
Memory of Inarius
Localizado no Pit of Mirrors (Poço dos Espelhos), alcançado nas memórias de Mephisto ao lado de Lilith durante a missão “The Soil, The Seed, The Fruit”, esse chefe é um fragmento aprisionado do que restou de Inarius, o antigo líder da Catedral da Luz. Ele desperta ao se libertar das correntes carmesim que Mephisto havia lançado sobre ele, sendo considerado um dos combates mais longos e traiçoeiros da campanha.
Os golpes básicos, Spear Stab e Spear Smash, são fáceis de neutralizar com um passo lateral, e acertar a esquiva ainda abre brecha para um ataque pelas costas. Mais perigosos são o Divine Impaler, rápido e difícil de prever, e o combo Divine Wings/Mirrors of Penitence, de área generosa, que pune quem joga corpo a corpo.
A grande pegadinha são as correntes: por volta de 75% de vida, Inarius fica invulnerável e inicia um giro de feixes de luz. Corra até o ícone de corrente no mapa e arraste-o até Inarius para prendê-lo de novo; ficar perto dele durante o giro, em vez de se afastar, ajuda a evitar dano.
O mesmo se repete perto de 25%, com correntes do lado norte. Ele também invoca Knights Penitent: não é obrigatório matá-los, mas ignorá-los pode sobrecarregar você na fase final, quando os ataques ficam mais rápidos e se sobrepõem. Vencer libera o troféu cosmético de montaria Father's Visage.
Horadric Guardian (Keeper of the Cube)
Guardião do Cubo Horádrico, ele desperta na Chamber of Gates, dentro do First Vault, na missão “Horadrim”, depois que os quatro Sigils são colocados em seus Vessels. O caminho até ali já dá trabalho: é preciso reunir os selos espalhados pela área, atravessando lava e pequenos desafios.
Na primeira parte, o moveset é direto: ataques corpo a corpo com o Chakram e a Flurry of Darkness, que se evitam circulando pela arena sem parar. A complicação real chega quando o Guardião ergue uma barreira que o deixa imune, e a barra de vida literalmente para de descer. Observe o sigilo que aparece dentro dela, corra até o Vessel correspondente espalhado pela arena e interaja.
O ícone surge sobre o seu personagem; volte para dentro da barreira e fique ali até ela se romper, deixando o Guardião atordoado. Essa é a sua janela para descarregar dano, e o processo se repete a cada nova barreira. Em grupo, tudo fica mais rápido: basta dividir os jogadores entre os sigilos. Vencê-lo abre o caminho para o First Vault e para o Horadric Cube, que Tyrael usa para forjar a lâmina de Lilith.
Adreona, the Amazon Queen
Amiga de Lorath e antiga rainha das Amazonas de Skovos, Adreona foi corrompida por Mephisto. Na missão “The Fools”, depois que Tyrael sela o First Vault, vocês vão atrás de Lorath no leste e, ao examinar a lança dele, uma cutscene revela que foi ela quem o matou. Dali nasce um combate dividido em duas fases bem distintas, e ambas exigem respeito.
Na primeira fase, ainda em forma humana, Adreona luta com a lança em um ritmo extremamente rápido e agressivo, encadeando combos que acertam forte se você não estiver bem posicionado. A recomendação é jogar defensivamente: a etapa costuma ser curta, então o objetivo é sobreviver aos combos e aplicar dano nas brechas.
Ao cair, ela ativa a Akarat's Blessing e se transforma numa versão demoníaca, e é aqui que a luta esquenta, com ataques em área ainda maiores e golpes de curto alcance capazes de arrasar quem não está preparado. Durante parte do confronto, caem rochas de magma, então posicione-se atrás de Tyrael, que protege dos impactos enquanto você foca no chefe. Vencer Adreona completa o desafio “A Friend Avenged”, concede os títulos Unburied e Monarch e abre a missão “Smothered Flame”.
Guardian of the Pools
Na missão “Delivering a Promise”, você e Tyrael abrem caminho pelas amazonas corrompidas até a Ritual Chamber. Lá, os Hands of Akarat se sacrificam diante de você, e do sacrifício nasce o Guardian of the Pools, a última barreira antes das Pools of Creation.
É uma passagem obrigatória que vem pouco antes do confronto final, então chegue com poções cheias e cooldowns prontos: a luta contra Mephisto começa logo na sequência e não perdoa quem entra no limite. Com o guardião no chão, Tyrael fica para trás, segurando a corrupção de Mephisto, e abre o seu caminho para as Pools of Creation.
Mephisto, Lord of Hatred
O confronto final acontece no Birthplace, nas Pools of Creation, na missão “Lord of Hatred”. Ao encontrar Akarat, ele revela sua verdadeira forma: Mephisto, o Mal Primevo do Ódio. Vale a pena ter concluído Vessel of Hatred antes, ou boa parte do contexto (quem é Neyrelle, o motivo de Mephisto estar em um corpo humano, o que é a Soulstone) passa batido.
A luta se divide em fases e esquenta depois da revelação. Espere AOEs pesados de veneno, teleportes que reposicionam o boss de repente e mecânicas de ground-soak, em que é preciso ficar sobre marcações no chão para não ser punido. Em certo momento, uma cutscene remove suas habilidades ativas: não entre em pânico, pois há interativos em formato de espada espalhados pela arena, e é preciso usá-los para recuperar o kit completo antes de voltar a perseguir o boss.
Na fase final, Mephisto aparentemente “morre”, mas retorna com lobos e ondas de reforços. É o momento de gastar os cooldowns mais pesados. O chefe derrubado deixa o troféu de montaria Hatred's Spin, além de XP e ouro. No desfecho, a lâmina de Lilith é cravada em Mephisto e o lança ao vazio.
Revisão: Cristiane Amarante







