Durante a BGS 2026, no estande da SEGA, tivemos a oportunidade de jogar uma pequena demonstração de 30 minutos do novo Crazy Taxi: World Tour. Inclusive, essa demo está disponível para todos os que visitarem a feira.
Para aqueles que não conhecem, Crazy Taxi: World Tour é o quarto jogo da franquia. O jogador assume o papel de um motorista de táxi cujo único objetivo é pegar passageiros na rua e levá-los ao destino o mais rápido possível, antes que o tempo acabe.
Para ganhar mais dinheiro e gorjetas, o motorista faz manobras absurdas, como saltos em rampas, derrapagens extremas (drifts), uso de turbos e manobras em alta velocidade desviando do trânsito por pouco.
A mecânica do caos: manobras, turbos e gorjetas
Durante a demo, pudemos realizar o teste dessas missões pelo mapa. Os passageiros ficam te esperando em um local indicado onde você precisa parar o carro para eles entrarem e assim começar a corrida — e é nesse momento que o tempo e os pontos começam a contar.
Você pode ganhar mais pontos fazendo manobras e chegando ao local antes de o tempo acabar; se você conseguir chegar na metade do tempo, ganha mais pontos. Ao final das corridas você até mesmo recebe avaliações: quanto mais louca for a corrida, mais pontos você ganha, transformando-os em gorjetas.
Uma coisa que notei é que, conforme você finaliza essas corridas, você sube de nível, porém, durante a demo, não consegui entender a finalidade desse sistema. Pois, assim que se passava um certo tempo, o nível zerava e eu precisava pegar mais passageiros para aumentá-lo de novo.
Talvez a finalidade desse sistema fique mais clara na versão final do jogo quando for lançado no ano que vem, já que nessa pequena demonstração pegamos uma parte do jogo que não é bem a inicial.
Também não pude saber se o dinheiro ganho pode ser gasto com melhorias ou com a compra de skins dentro de lojas do próprio jogo.
Outro tipo de missão que pudemos experimentar são as missões principais — ou assim me pareceu. Por exemplo: ao seguir a seta que se encontra no topo da tela, ela direciona você para uma dessas missões. Uma das que joguei foi a de um cara que te desafia para um racha para saber qual carro é melhor, o seu táxi ou o carrão de luxo dele, e assim começa a corrida pela cidade em um caminho pra lá de maluco mesmo, num bom sentido.
Acredito que sejam missões principais, uma pela seta no topo da tela que te direciona até lá e outra porque, para entrar nessa missão, passa uma pequena cutscene com diálogo entre o protagonista e o personagem.
Um mapa sem fronteiras e os gargalos na performance
O mapa do jogo parece ser muito grande. Pude identificar diversos pontos onde podemos pegar passageiros e também podemos pegar vários caminhos para explorar a cidade. Podemos até mesmo subir nas calçadas, só não podemos atropelar pessoas (calma lá, fã de GTA). Pelo que sabemos, teremos mapas inspirados no Brasil, Alemanha, Japão e Estados Unidos. Sim, no Brasil! Inclusive o trailer foi liberado durante a BGS.
Sobre a performance do jogo, eu achei bem mais ou menos. Talvez seja por conta da máquina em que estava rodando, mas tinha muitas quedas de FPS no jogo, ainda mais quando você realizava manobras como o drift, onde aparecem muitos efeitos na tela. Caía bastante também em lugares com muitos pedestres — o jogo não parecia renderizar muito bem. Mas, lembrando sempre: o jogo é uma demonstração e não a versão final. A SEGA terá seu tempo para melhorá-lo.
Em resumo, Crazy Taxi: World Tour entrega exatamente o caos que consagra a série. Embora a demonstração apresente ressalvas na performance e deixe algumas dúvidas sobre a progressão de níveis, é importante lembrar que se trata de uma versão de testes. Se a SEGA polir o desempenho e otimizar a renderização até o lançamento no ano que vem, especialmente com os mapas internacionais, incluindo o do Brasil, o título tem tudo para ser um prato cheio tanto para os fãs antigos quanto para uma nova geração de jogadores.





