"Eu tinha uma tarefa pendente: queria fazer alguma coisa a respeito do Templo da Água que criei há 28 anos", comentou Aonuma durante o especial Ask the Developer. O desenvolvedor reconheceu que a estrutura complexa da masmorra e a necessidade de acessar constantemente o menu para alternar equipamentos tornavam a exploração confusa.
O diretor HokWai Ng detalhou algumas das mudanças implementadas nesta versão. Uma das principais melhorias envolve a troca de equipamentos, que agora pode ser realizada com mais facilidade pelo direcional digital, seguindo uma solução semelhante à adotada no remake para Nintendo 3DS e utilizada nos títulos mais recentes para Nintendo Switch.
Outra alteração está na arquitetura da masmorra. Algumas paredes que dificultavam a orientação dos jogadores foram substituídas por estruturas vazadas, permitindo enxergar as salas do outro lado e compreender melhor a disposição dos ambientes. A intenção é preservar os mecanismos e desafios do Templo da Água original, mas reduzir os obstáculos que prejudicavam a navegação.
A inspiração por trás do Templo da Água
Apesar das críticas recorrentes, Aonuma explicou que a masmorra foi concebida para proporcionar uma experiência diferente de exploração. Na época do desenvolvimento original, em 1998, poucos jogos em 3D permitiam explorar ambientes subaquáticos.
O produtor contou que sua experiência pessoal com mergulho livre serviu de inspiração para a criação do local. Ele queria transmitir a sensação de estar debaixo d'água, onde os sons mudam e a percepção do ambiente é completamente diferente.
O objetivo, portanto, não era simplesmente criar uma masmorra difícil, mas permitir que os jogadores experimentassem essas particularidades do ambiente submerso. Segundo Aonuma, os ajustes da nova versão procuram resolver os problemas de navegação e gerenciamento de equipamentos sem abandonar essa proposta original.
Vale lembrar que a versão de Nintendo 3DS, lançada em 2011, também trouxe melhorias ao Templo da Água. Naquela ocasião, a troca das Botas de Ferro foi facilitada pela tela sensível ao toque, enquanto indicações visuais ajudavam a localizar os mecanismos de alteração do nível da água.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time remake para Switch 2 representa mais uma tentativa de tornar essa experiência acessível às novas gerações, preservando elementos que marcaram o jogo original. A expectativa é descobrir como essas mudanças serão recebidas tanto pelos jogadores que enfrentaram a masmorra no Nintendo 64 quanto por aqueles que terão seu primeiro contato com a aventura.
Fonte: Nintendo

