Blast from the Past

Blast from the Past: GoldenEye 007 (N64)

Da metade da década de 1990 até 2002, o mundo teve o privilégio de ver uma dupla que encantou a to... (por Alex Sandro de Mattos em 11/02/11, via Nintendo Blast)

N64 Da metade da década de 1990 até 2002, o mundo teve o privilégio de ver uma dupla que encantou a todos. Não, nós não estamos falando de Romário e Bebeto e nem de Sandy e Júnior, e sim da Nintendo e de sua subsidiária Rareware, que criou pérolas como a série Donkey Kong Country para Super Nintendo, Banjo-Kazooie, Perfect Dark e o destaque do Blast from the Past de hoje, GoldenEye 007 do Nintendo 64.

Dossiê GoldenEye


RARE A ideia de criar um game de tiro em primeira pessoa não era lá uma grande investida em 1997, uma época em que os jogadores ainda estavam se acostumando com as três dimensões. Anteriormente, o plano da Rare era criar o jogo para o Super Nintendo, que foi transferido para o console de 64 bits e ainda assim enfrentou alguns desafios. A empresa ainda não tinha experiência, mesmo tendo mostrado todo o seu potencial com a série Donkey Kong Country.

GoldenEye era baseado no filme homônimo que havia estreado nos cinemas em 1995 e jogos que retratam obras das telonas sempre tinham futuro incerto. E a Rare deu um tiro certeiro: o game seria em primeira pessoa, seguiria o roteiro do filme e teria fases bônus. Mas o almejo da Rare era maior, já que ela queria utilizar todos os Bonds que haviam passado pelos cinemas antes de Pierce Brosnan (Sean Connery, Roger Moore e Timothy Dalton) no multiplayer, porém teve problemas contratuais e cancelou, juntamente com uma fase inédita para esse modo. Muitos veículos, armas e personagens foram inutilizados no jogo e alguns destes aparecem no modo para quatro jogadores. Outro detalhe interessante está logo na primeira fase do game chamada Dam, e que é possível observar, se o jogador estiver sobre uma das guaritas antes de pular da barragem. Com o uso da sniper, dava para ver uma ilha ao longe que era para ser acessada com um barco que foi retirado antes do game ser lançado. Não se sabe a razão desse cancelamento, mas com todos esses detalhes era possível perceber que o desejo da Rare era fazer um game perfeito.

cartucho


Meu nome é Bond. “Bond” mais!


GoldenEye 007 incorporou diversas mecânicas interessantes. Por exemplo, o botão Z do controle do N64 finalmente recebia o destaque que tanto falavam, já que possuía o formato de gatilho. Além disso, era possível fechar e abrir portas, vidros estilhaçavam quando se atirava neles, marcas de tiros ficavam nas paredes e manchas de sangue apareciam ao se acertar um inimigo. E por falar nos inimigos, a Inteligência Artificial não era lá muito esperta. Os soldados quando viam o jogador por trás de algum vidro, ao invés de atirar direto, eles davam a volta para acertá-lo, e se Bond não estivesse de frente para alguma escada, os guardas desciam ou subiam para atingí-lo. Porém, outras ações deles eram surpreendentes, pois alguns jogavam granadas contra o agente e outros corriam para tocar os alarmes.

Havia três dificuldades iniciais: Agent, com poucas missões, um maior número de munição e inimigos fracos; a Secret Agent, onde o jogador encontrava poucos coletes à prova de balas pela fase, além de ter mais missões; e 00 Agent, no qual o número de balas era menor, não havia coletes para auxiliar o jogador, os inimigos tinham uma vida maior e algumas fases tinham limite de tempo para ser completadas. Após completar as missões no nível 00 Agent, era liberada a dificuldade 007, no qual o jogador podia modificar as opções do jogo como a própria energia e a inteligência dos guardas. Mas até mesmo no nível mais fácil o jogo era desafiante, pois caso o jogador morresse durante a missão, teria que começar a fase do início, já que não havia checkpoints.

DKMode relógio

O menu de pausa era acessado pelo versátil relógio, onde você podia modificar as configurações do controle, consultar a sua energia – que não aumentava - observar as missões, trocar de armas, e ainda tinha laser e imã para pegar objetos como armas, facas e chaves em fases específicas. Os diversos bugs que existiam, como por exemplo, matar soldados através da parede (se eles estivessem próximos demais de portas fechadas), e as "armas flutuantes" de certas fases, deram um charme especial ao game. Também havia cheats em GoldenEye, onde o jogador podia pressionar diferentes sequências de botões ou completar as missões dentro de um limite de tempo em determinada dificuldade e acessá-los pelo menu. Entre os principais destacavam-se a invencibilidade, invisibilidade, todas as armas, munição máxima e até um DK (Donkey Kong) Mode, onde todos os personagens ficavam cabeçudos e com braços que encostavam no chão.

O single player era ótimo, mas nada se comparava ao multiplayer para até quatro jogadores. Eram doze áreas diferentes para se divertir e era permitido escolher vários personagens do game, dos principais aos inimigos do modo single player. Também tinham vários modos e alguns se destacavam, como por exemplo, o Deathmatch (o mata-mata), o The Man With Golden Gun (onde tem uma pistola dourada no cenário), o Licence to Kill (cada personagem morre com um tiro) e até o curioso The Living Daylights (capture a bandeira).

multiplayer multiplayer2

Passeando pelas missões


As fases impressionavam pelos detalhes e variedades que não enjoavam. Por exemplo, quando câmeras viam o jogador, o alarme disparava e soldados começavam a aparecer, e quando se atirava em objetos como caixas, computadores e mesas, eles explodiam. Com um tiro certeiro era possível tirar as boinas dos guardas e o jogador podia até mesmo se agachar e pular. Como as missões se destacavam, relembre as principais fases de um dos melhores shooters de todos os tempos:
  • Dam
É onde tudo começa, em Arkhangelsk (saúde!) na União Soviética. A MI6 descobriu uma arma química secreta na barragem Byelomorye, e o agente 007 é enviado para se infiltrar. Logo aqui, você recebe a sniper, deve destruir os alarmes e pular da barragem de bungee jumping;

DAM DAm 2
  • Facility
Ah, a inesquecível Facility. Você deveria destruir os experimentos com minas e se bobeasse, poderia ficar preso e morrer. Há algo mais divertido do que ver os cientistas tremendo de medo ao apontar a arma para eles? Sim, há: atirar neles e manchar as roupas com sangue! Ou suco de tomate, para os menores…

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  • Surface
A imensidão de neve. Bond deveria investigar a estação de controle de satélites em Severnaya. Havia duas fases, sendo que a segunda era à noite, dificultando a visualização dos inimigos. Após completar as missões, era preciso entrar no Bunker;

surface surface2
  • Bunker
Era necessário ser cauteloso, pois se as câmeras vissem o agente, o alarme era disparado e seguranças mais complicados apareciam. As missões eram fotografar os planos e copiar a GoldenEye. Havia uma segunda missão no Bunker, já todo construído, onde soldados não param de aparecer e você tem que escapar com Natalya;

Bunker bunker2
  • Frigate
A fase do navio era desafiadora. Tinha que salvar os reféns – que eram idiotas e ficavam no meio do tiroteio –, plantar um localizador no helicóptero e desarmar bombas. Fase clássica e divertida!

Frigate Frigate2
  • Statue Park
A fase do parque de estátuas podia irritar. Era necessário encontrar Valentin, desmascarar Janus – aqui, era preciso estar desarmado para descobrir quem estava por trás de tudo, senão os seguranças atiravam –, voltar até o início da fase antes do final do tempo e salvar a Natalya antes do helicóptero explodir, encontrar a caixa-preta e sair desarmado. E tudo isso, ouvindo uma das melhores músicas do game, que não deixam nada a desejar. UFA!

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  • Streets
Andar pelas ruas atrás de Ouromov e Natalya. Como? De bicicleta ou carona em um táxi? É óbvio que não. Com Bond é no tanque de guerra mesmo. Tinha que ficar atento para desviar das minas do chão e dos pedestres e torcer para não se perder nas ruas da cidade, que mais pareciam labirintos. O legal é ouvir o “CRACK” ao atropelar um soldado e ouvir os gritos dele;

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  • Train
Essa missão podia irritar qualquer um, principalmente na dificuldade 00 Agent. Era preciso destruir as unidades de freio, resgatar Natalya (na última porta da fase, tinha que entrar desarmado e após encontrar toda a trupe de inimigos, se armar e disparar contra Ouromov), torcer para a bond girl descobrir a senha de Boris, usar o laser do relógio para abrir um buraco no alçapão e escapar antes do trem explodir. Se utilizasse os cheats de munição infinita e todas as armas, era divertidíssimo utilizar a Grenade Launcher nos inimigos e vê-los voando pelo teto do trem. CABUM!!

Train Train2
  • Jungle
Confusa. Na selva era fácil se perder e os soldados se ocultavam entre as folhagens. Era legal contar com a ajuda de Natalya, que estava armada com uma Magnum e matava os inimigos com um tiro e ficava se gabando para Bond. Enfrentar Xenia era fácil, só precisava começar a atirar antes dela se aproximar e você ganhava uma Grenade Launcher e uma RC-P90 na hora;

image jungle
  • Control Center
Uma das fases mais complicadas de GoldenEye 007. Natalya, que está com uma Magnum, fica esperando você liberar a passagem para ela neutralizar o satélite. Aliás, essa parte ficou na memória de muita gente, pois era preciso protegê-la dos inimigos que vinham atirando de todos os lados enquanto ela mexia no computador. GRRRR!

Control controlcenter
  • Aztec Complex
Uma das fases bônus do jogo, era preciso reprogramar a trajetória do ônibus espacial. O problema? Todos os inimigos do estágio estão armados com uma AR33 e é cheio de passagens secretas. Aqui você enfrentava Jaws e podia ganhar a arma de Laser;

Aztec aztec2
  • Egyptian Temple
Ah Egyptian! A última fase e uma das mais memoráveis. O templo era confuso, e cheio de passagens secretas. Pegar a Golden Gun era um desafio só: movimentar-se devagar, olhando para os quadrados no chão. Se chegasse até a arma, sem ativar as Machine Guns, a arma dourada era sua. E a missão final? Matar três vezes Baron Samedi.

egyptian egyptian2

Missão Completa


GoldenEye 007 vendeu mais de oito milhões de cópias sendo um dos maiores sucessos do Nintendo 64. É uma pena que não é possível jogá-lo no Wii, já que a Rare não liberou o game para a Big N disponibilizar no Virtual Console. Atualmente o estúdio pertence à Microsoft, que o comprou da gigante japonesa por aproximadamente 375 milhões de dólares em 2002, e por isso, o máximo que se pode fazer é arranjar o cartucho e jogá-lo no antigo console ou aproveitar a nova versão exclusiva do Wii, lançada no final de 2010. Então, o que todos podem fazer é fechar os olhos e sonhar com os bons tempos do game... Pensando bem, essa não é uma boa ideia. O melhor a fazer é ficar atento e atirar em qualquer inimigo que passar por aí.

GoldenEye surpresa! bang-bang cientistas
Alex Sandro de Mattos é formado em Gestão de TI. Entre se aventurar por Hyrule e se perder em Silent Hill, gosta de publicar fatos interessantes e bobagens no Nintendo Blast. Pode ser encontrado jogando games 2D e também no Facebook.

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