Blast Log

Blast Log: Meu primeiro mês com o Wii U - Terceira semana: Jogos multiplataforma, Zombi U e Wii U Video Chat

Bem-vindos mais uma vez, galera do Blast! No nosso último encontro , falamos um pouco do eShop Wii U bem como do estranho sistema de ret... (por Gabriel Vlatkovic em 13/01/2013, via Nintendo Blast)


Bem-vindos mais uma vez, galera do Blast! No nosso último encontro, falamos um pouco do eShop Wii U bem como do estranho sistema de retrocompatibilidade do console. É claro que, não resisti e desabafei um pouco mais sobre a grande qualidade encontrada em Nintendo Land e New Super Mario Bros. U. No entanto, mal tinha tocado no assunto dos títulos multiplataforma lançados para o console. No capítulo de hoje de minha jornada, falarei um pouco dos jogos que eu comprei juntamente com o console, da demo de Zombi U (já que o meu, aparentemente, nunca vai chegar) e a funcionalidade de Video Chat do console. Sem mais cerimônias, vamos ao que interessa!


Paraíso multiplataforma?


Uma das maiores dúvidas que se formaram com o anúncio do Wii U era sobre o apoio das third parties ao console. A Nintendo sempre afirmou em seus discursos que o apoio seria massivo e que nós, nintendistas, não ficaríamos mais sem os excelentes games lançados para as plataformas concorrentes. Eu, como proprietário de um PlayStation 3, admito que nesses últimos anos passei mais tempo jogando-o do que qualquer coisa lançada pela Nintendo. É claro que tive meus momentos com o Wii, principalmente com o lançamento do excelente Skyward Sword, mas temos que admitir que desde 2010 o console já não estava mais dando conta de satisfazer meus anseios gamísticos, já que os lançamentos diminuíam cada vez mais. Em contrapartida, o PlayStation 3 e o Xbox 360 recebiam mais e mais jogos  de excelente qualidade, sendo a grande maioria, multiplataformas que, quando lançados para o Wii, eram títulos muito mais simples devido à suas limitações de hardware.

Darksiders finalmente chegou à Nintendo
Para os que dizem que estavam satisfeitos com o Wii sem nunca ter jogado nenhum título dos consoles concorrentes, espero que o lançamento do Wii U consiga fazê-los abrir a cabeça, pois não é só de Nintendo que vive um jogador. Neste ponto, eu concordo plenamente que as franquias da empresa são incríveis e insubstituíveis, mas existem muitas outras, fora do círculo nintendista, que são tão excelentes quanto. Uma das minhas maiores alegrias durante o anuncio da line-up do Wii U foi justamente que várias delas, muito consagradas na concorrência, estavam sendo consideradas para o novo console. De Assassin’s Creed a Mass Effect, parte do que eu joguei de melhor em meu PlayStation ia finalmente dar as caras no Reino dos Cogumelos. Com isso, o Wii U foi lançado já com uma consistente biblioteca de games multiplataforma, o que, para os que tinham certo preconceito com jogos lançados para outras plataformas, foi excelente, dado que todos puderam ver o porquê de várias pessoas criticarem as limitações técnicas do Wii. A verdade é que desde sempre, a Nintendo possuía consoles tecnicamente equiparáveis aos de seus concorrentes, o que permitia o lançamento de mais games multiplataforma, o que não foi possível no Wii. Para os que jogam em consoles da empresa desde sempre, como eu, a falta destes títulos no Wii foi uma das maiores decepções.

Mulher Gato empolgada com o novo console
O lançamento destes títulos para o novo console são um grande passo da Nintendo em direção ao seu objetivo: conquistar todos os tipos de jogadores. Contudo, ainda não estou convencido com o que foi apresentado até agora. Dentre os títulos que comprei, três deles são multiplataforma: Epic Mickey 2: The Power of Two, no qual é título de uma franquia que começou no Wii, então não há muito o que se dizer. Entretanto, Darksiders 2 e Batman: Arkham City Armored Edition são jogos parte de franquias que nasceram na concorrência e finalmente deram as caras em um console da Nintendo. Não me entendam mal, os jogos são excelentes e são mais completos que os lançados para outras plataformas, já que incluem DLCs e o uso de algumas funcionalidades interessantes do GamePad. Darksiders 2 está praticamente idêntico às outras versões, o que mostra que o console tem a capacidade de rodar o que os outros consoles são. E isso fundamenta a minha preocupação: enquanto Fifa 13 foi lançado sem uma série de modos importantes – o que já ocorria no Wii, mas não faz sentido acontecer agora – Batman me decepcionou bastante em seus aspectos técnicos. Como dito em minha análise, o game possui texturas piores e apresenta lentidão em vários momentos em que há diversos elementos na tela. Como bem disse um dos leitores em um de seus comentários, isso é claramente um problema ao portar o jogo, e não algo inerente ao poder do console. Contudo, meu ponto é que, já no lançamento do console, estamos sendo premiados com alguns ports não tão bem feitos como poderiam ter sido. Fica a dúvida quanto a lançamentos futuros e o empenho das produtoras em portá-los, já que elas podem carregar consigo a Diretriz dos "Ports Porcos", adotada exaustivamente com o Wii. Claro que não há muita comparação, já que agora estamos em pé de igualdade com a concorrência, mas em breve novos consoles serão lançados, e temo que o ciclo se inicie mais uma vez.

Outra preocupação minha é quanto aos lançamentos multiplataforma nos próximos meses. Ainda não entendo por que o Wii U não está sendo considerado para títulos de peso como DMC, Tomb Raider, Metal Gear Solid Rising e GTA V. Claro que posso estar enganado e estes e outros títulos podem acabar dando as caras no Wii U, mas a situação é um ponto de atenção que a Nintendo deveria trabalhar. É um problema grave não receber títulos multiplataforma diante da situação que seu novo console se encontra. Observando a lista de lançamentos neste ano para todos os consoles, nota-se claramente a carência do Wii U em títulos multiplataforma. Espero que alguns Nintendo Direct e a esperadíssima conferência da empresa na E3 deste ano me ajudem a acreditar que o console não sofrerá dos mesmos problemas do Wii. Acho que fiquei um pouco traumatizado...

Lara Croft está chateada por não ter sido convidada para a festa


ZombiU, o incompreendido

Falando em traumas, nesta semana foi lançada a demo de Zombi U para o console e eu, eterno frustrado devido à demora no envio da minha cópia, baixei correndo para matar um pouco minha vontade. Vários leitores comentaram em meu último texto que eu deveria ter comprado o jogo pelo eShop, no entanto, sempre valorizei muito as caixas e manuais de jogos, de forma que sempre que possível opto pelas versões físicas dos games. Talvez seja uma ideia fixa de uma pessoa que joga há anos, ou talvez seja apenas o gosto por colecionar, mas o fato é que não consigo me imaginar comprando um Mario ou Zelda digitalmente sabendo que é possível adquirir uma versão física.

ZombiU é desesperador
Sem mais delongas, falarei sobre a demo em si. Primeiramente, pelo pouco tempo que joguei, ainda não consegui entender a fria recepção da mídia americana ao título. Falo diretamente dos americanos pois o título recebeu boas avaliações no resto do mundo, sendo completamente contrárias a do resto da mídia. Algo que deve ser dito logo de cara sobre o game é: ele definitivamente não é para qualquer um. Na pele de um sobrevivente de um apocalipse zumbi, você deve realizar uma série de missões pela cidade de Londres a mando de um cientista que busca a cura para o vírus que infectou a todos. A demo, assim como a apresentada na E3 do ano passado, se passa em um jardim de infância completamente destruído pelos mortos vivos, e sua missão é encontrar um medicamento que está perdido por lá. A ambientação é incrível, desde as salas muito escuras e cheias de objetos jogados pelos cantos até a trilha sonora, que mal pode ser chamada assim, já que não há música, apenas o som dos zumbis vindo em sua direção.  A grande sacada é que, caso você morra durante a busca, tudo se inicia novamente com um novo personagem que deve encontrar e matar o que era controlado anteriormente, agora transformado em zumbi, para recuperar todo equipamento perdido. É quase como Demon’s Souls e Dark Souls, títulos excelentes lançados para as plataformas concorrentes, mas com uma temática completamente diferente e interessante. O uso do GamePad é muito inteligente, de forma que você sempre deverá estar atento às duas telas de jogo para sobreviver. A excelente demo do jogo me deixou ainda mais ansioso para a chegada da minha versão completa, que será analisada aqui no Blast nos mínimos detalhes. O que posso dizer desde já é que ZombiU não é um jogo cômico sobre zumbis, e muito menos algo na linha de Call of Duty dos mortos vivos, e sim um survival horror capaz de assustar até os mais destemidos jogadores.

Wii U Video Chat: Mais uma grande sacada


Nesta semana, recebi aqui em casa um grande amigo e também redator do Nintendo Blast: estou falando do Thomas Schulze, amigo que já escreveu vários textos em parceria comigo e que tenho como um irmão. Para começar, já aviso: todas as publicações rancorosas sobre New Super Mario Bros. U feitas nestes últimos dias pelo meu Nintendo ID são de responsabilidade dele. Eu continuo achando o título um dos melhores do encanador em anos, então nem venham brigar comigo quando virem isso no Miiverse!! Passamos o dia jogando NSMBU e Nintendo Land e, como não poderia deixar de ser, nos divertimos demais com a incrível coletânea de minigames do console. Mas aí tivemos a brilhante ideia de testar o chat por vídeo do console, e a pessoa que convidamos não poderia ser mais adequada. Simplesmente a mais disputada redatora do Blast em todos os tempos, Luciana Anselmo, a qual topou participar da brincadeira, e para a inveja de vocês, tivemos uma conversa divertidíssima!

O Video Chat do console é uma funcionalidade excelente


A interface apresentada pelo aplicativo é muito agradável e intuitiva: basta verificar se o contato que você deseja conversar está online para efetuar uma chamada. Após uma engraçadíssima musica de circo que toca ao chamarmos um contato, a musa do Nintendo Blast atendeu nossa ligação. Para começar, é muito interessante como a televisão e o GamePad se comportam quando o contato é estabelecido. Durante o chamado, a pessoa pode ver a si própria nas duas telas, mas, quando a chamada é atendida, um efeito de distorção é aplicado e, quando ele termina, a pessoa contatada já esta aparecendo nas telas. É apenas uma perfumaria, mas é tão bonito que merecia ser destacado. Logo de cara nos surpreendemos com a qualidade da câmera do GamePad, que é muito superior à do Nintendo 3DS, por exemplo. A imagem era muito nítida, assim como o som, de forma que tivemos uma conversa agradável e sem grandes problemas. Uma boa sacada da Nintendo é a possibilidade de desenhar na tela durante a conversa. Durante nosso teste, que durou cerca de uma hora, jogamos jogo da velha, tiramos sarro um do outro desenhando coisas engraçadas em nossos rostos e fizemos uma leve disputa para ver que possuía mais coisas de Zelda (eu, obviamente, ganhei).

Muitos podem dizer que o aplicativo nada mais é do que um Skype melhorado, o que não deixa de ser verdade. No entanto, tudo funciona tão bem que o elogio deve ser feito. O Wii U Video Chat torna a experiência online do console ainda mais completa, de forma que nunca vi uma rede online tão coesa e cheia de funcionalidades interessantes para o usuário, além é claro, de manter toda a simplicidade e magia que já estamos acostumados quando se trata da Nintendo.

A força das desenvolvedoras indies


Chegamos ao fim de mais um capítulo de minha jornada! Na semana que vem, meu texto final deste Blast Log se tratará de minhas novas compras no eShop, os títulos indies já disponíveis como Chasing Aurora e Nano Assault Neo. Além disso, discutirei de forma mais ampla tudo que senti nessas quatro semanas com o console. Ainda durante a semana, publicarei mais análises dos títulos iniciais do console, tal como fiz nesta com NSMBU e Batman: Arkham City Armored Edition. Como não poderia deixar de dizer, mais uma vez gostaria de agradecer todo o feedback que venho recebendo dos leitores. Este é um dos motivos que me fazem ter paixão por escrever sobre videogames. E novamente, para os que ainda não me adicionaram e receberam o console nesses últimos dias, minha Nintendo ID é gavlatkovic. Até semana que vem!

Revisão: Leonardo Nazareth
Gabriel Vlatkovic é economista formado pela Unicamp. Trabalha como Analista de Finanças e joga videogames há quase vinte anos. Adora ouvir música, assistir a filmes e seriados e discutir a Timeline de Zelda. Quando não está trabalhando, está no Facebook.

Comentários

Google+
Disqus
Facebook