Pokémon Blast

Refazendo uma Jornada - Parte 2: A nova fauna de Hoenn

Com o passar das gerações, o ecossistema tende a mudar com novas espécies. Vejamos o que tempo trouxe para Hoenn!

Após o início de nossa jornada no tempo e espaço na semana anterior e a visita às belezas naturais que Hoenn tem a oferecer, é chegada a hora de irmos um pouco além. A cada geração que passa, uma nova leva de Pokémon chega e se mistura aos numerosos anteriores, todos lutando por seus espaços nas muitas regiões do mundo Pokémon. Desde o lançamento de Pokémon Ruby e Sapphire (GBA), três novas levas de monstrinhos surgiram. O que será que isso influenciará nos remakes Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire (3DS)? Vamos pensar nisso na sequência de Refazendo uma Jornada!

Bem mais que 151

Na primeira geração, eram apenas 151. Esse número mágico, idolatrado por alguns fãs até hoje, marcou a vasta a vasta fauna que Pokémon possuía logo de cara. Na época, era incrível imaginar que existiam 151 espécies únicas de criaturas para serem colecionadas e treinadas. É por esse motivo que foi um choque saber que, numa região vizinha, haviam mais 100 deles, prontinhos para entrar na sua coleção.
Parecem muitos, né? Isso é menos de 1/6 do total de hoje em dia.
Com o passar de cada nova era, mais e mais Pokémon foram expandindo essa lista, até chegar aos 721 (inclusos os que ainda não foram liberados ao público) que hoje estão na National Dex. A única questão é que, nos jogos antigos, os personagens assumiam que o número de Pokémon conhecidos até então eram todos, porém, conforme as gerações passam, eles agem como se o novo número tenha sido sempre o correto. Isso é chamado de continuidade retroativa (ou retcon), e faz com que a série não precise perder tempo explicando como eles não sabiam da existência da nova leva de Pokémon: na verdade, sempre foi assim.

Contudo, não é somente o discurso que precisa de adaptação. Com a existência de novos Pokémon revelada, é necessária uma adaptação das regiões que foram abordadas no passado. Cientes de novas evoluções de velhos monstrinhos e de que hábitos migratórios são algo real tanto fora dos games como neles, é necessário que a série se adapte às novidades que ela mesma coloca.

É aí que entram os remakes.

A fauna inconstante

Como já dito, na época em que Pokémon Red e Blue (GB) foram feitos, os criadores não tinham nenhuma ideia de que um dia passariam dos 151 monstrinhos, quiçá chegar a 721. Foi por isso que, quando chegamos na terceira geração, uma atitude foi necessária para atualizar aquele território com os novos conhecimentos. Aí chegaram Pokémon FireRed e LeafGreen (GBA), e o professor Oak aprendeu muito mais sobre sua região. Kanto já não era mais a mesma.

Agora era possível encontrar Pokémon até da segunda geração após a conclusão de sua aventura nos remakes, através das Sevii Islands. Essa foi a maneira que a Game Freak encontrou de incluir Pokémon das gerações posteriores sem bagunçar com a experiência original dos games. De forma semelhante, Golbat não conseguia evoluir para Crobat (que era da segunda geração) até a conclusão da campanha e a liberação da National Dex.

De boa aqui,
passeando com meu deus.
Já em Pokémon HeartGold e SoulSilver (DS), a situação ficou mais tranquila. Os remakes de Pokémon Gold e Silver (GBC) incluíam indiscriminadamente os monstrinhos de gerações posteriores em suas aventuras. Os games estavam em tamanha sintonia com a geração em que chegaram que até uma nova área foi inclusa no mapa: as Sinjoh Ruins, ruínas que ligam a cultura de Johto com Sinnoh, região presente em Pokémon Diamond e Pearl (DS).

Tendo em vista as atualizações que os remakes anteriores tiveram, fica a pergunta no ar: o que será feito em Hoenn ao voltar na sexta geração?

Uma Mega expansão

386 era o número de Pokémon existentes quando Hoenn chegou, embora nem todos estivessem disponíveis logo de cara. Ainda assim, outros 335 foram adicionados desde então, e é impossível que a região tenha continuado a mesma, ainda mais sendo uma região de clima exótico se comparado ao resto da série (como abordamos no capítulo anterior), o que a torna alvo de muitos ciclos migratórios. Então, como será que está o território agora?

Agora Gallade pode ser
conseguido durante a
aventura!
Seguindo o padrão dos remakes anteriores, é safo assumir que a predominância de Pokémon naturais de Hoenn permanecerá. Afinal, não teríamos uma experiência nostálgica se isso fosse muito alterado. Contudo, acho perfeitamente cabível que algumas das rotas recebam um ou outro Pokémon novos que vieram nas atualizações da série, especialmente depois que a aventura principal tiver se encerrado.

É ainda mais safo assumir que os treinadores terão plena consciência dos Pokémon de outras partes do mundo, especialmente em suas revanches. Se for mantida a brincadeira de se enfrentar a Elite 4 duas vezes, sendo a segunda em maior dificuldade, como já é quase uma tradição, podemos esperar que eles mostrem do que são capazes explorando monstrinhos dos quatro cantos do mundo para um confronto.

Mas de longe o que parece ser o mais interessante é a introdução das Mega Evoluções em Hoenn. Até então, segundo a história dos games, somente Kalos poderia abrigar o novo nível de evolução dos monstrinhos de bolso. O que levou a região tropical a também ter essa particularidade? Indiferente das respostas, temos uma leva enorme de Pokémon dessa área com a capacidade de Mega Evoluir. Agora basta esperar para ver como e quando poderemos fazer isso.
Isso além da Primal Reversion, mas isso é assunto pra outro dia...
E agora só faltam três semanas.

Comentários da Semana

Como prometido na semana anterior, os comentários com as respostas mais curtidas ou criativas às perguntas feitas no último Refazendo uma Jornada iriam aparecer por aqui. Sem mais delongas, aqui vão eles:

"Battle Frontier era o que eu mais gostava, e espero que voltem mais desafiantes que nunca!"
Ricardo Guedes

Parece que todos querem ver
o Battle Frontier!
"Quero muito ver Sootopolis, aquela cidade envolvida por uma redoma de pedras brancas, lutar contra Wallace ou Juan ou ser surpreendido por novas possibilidades (lembro que foi uma das batalhas mais difíceis e emocionantes contra aquele Milotic). Acho que ORAS será muito mais do que Pokémon XY, que assim como em diamond/pearl e bw, serviram de pontapé inicial para novas engines, mesmo decepcionando algumas pessoas que esperavam mais. RSE talvez seja o jogo com mais possibilidades de exploração dentre todos os já criados, e ORAS deve elevar ainda mais isto e com os muitos novos pokémon criados até agora, novos locais, novos megas, e muito mais, só aumenta as expectativas. Espero que o fator dificuldade seja maior dessa vez, e a E4 seja realmente difícil, assim como um pós-game maior que XY. Esse jogo tem tudo pra superar Pokémon Platinum, hg/ss e BW2, pra mim os melhores jogos da franquia até o momento."
Marco Antônio Silvério Ribeiro

"Estou empolgado com a nova forma de explorar hoen pelo ar, mas o que mais gosto é as explorações submarinas, o que combina muito com o estilo tropical do jogo, achar cavernas com novos pokemons, dos quais não se acha na superfície, achar um relicanth ou um wailord nas algas marinhas até mesmo visitar dungeons e navios naufragados. O que mais tem embaixo das águas de Hoenn que não foi descoberto? uma aventura submarina, quem sabe não achamos uma cidade perdida ou pokemon abissais. os mares de Hoenn é um show a parte e... espere acha que estou vendo uma ilha misteriosa na rota 130."
Atlas Raposo
E isso conclui mais essa etapa do nosso Refazendo uma Jornada. Agora restam menos de três semanas para a chegada de Omega Ruby e Alpha Sapphire! Na próxima semana iremos falar um pouco mais sobre as novidades que cada remake trouxe à série, mas, enquanto isso, que tal compartilhar conosco quais Pokémon espera encontrar na nova fauna de Hoenn? Qual Mega Evolução mais deseja usar? Por quê? Os melhores comentários aparecerão no próximo artigo! Até lá!
Revisão: Alan Murilo
Capa: Hugo H. Pereira
Fellipe Camarossi é graduando em Ciências Contábeis e amante de uma boa discussão sobre videogames. Além de escrever para o Nintendo Blast, também é redator nas revistas Nintendo World e EGW. Para elogios e críticas, pode encontrá-lo no Facebook ou Twitter.

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