Pokémon Blast

Refazendo uma Jornada - Parte 1: As belezas naturais de Hoenn

Iniciemos nossa contagem regressiva para o lançamento dos remakes de Pokémon Ruby e Sapphire vendo as belezas que Hoenn tem a oferecer.

No ano passado, quando faltavam dois meses para o lançamento de Pokémon X e Y (3DS), fizemos um especial de oito partes recapitulando toda a franquia Pokémon como uma forma de se preparar para as novidades da nova iteração da franquia. Com isso em mente, agora que falta apenas um mês para a chegada de Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire (3DS), é chegada a hora de fazer algo parecido. Vamos relembrar os remakes que a franquia já fez e assim tentar traçar o rumo da série daqui em diante, começando pelas incríveis belezas que Hoenn tem a oferecer.

Uma questão de gráficos

Muito realista, não?
Quando Pokémon foi lançado na década de 90, existiam limitações técnicas para o quão realistas os jogos poderiam ser, bem como ocorre até hoje. Quando Satoshi Tajiri imaginou os monstrinhos de bolso, obviamente ele não os visualizava como seres quadrados e em preto e branco, bem como o seu mundo deveria ter muito mais cores. Basta ver os desenhos de Ken Sugimori para ver que, mesmo hoje, não conseguimos atingir o grau de realidade que a imaginação de Satoshi chegara.

Por isso que os jogos sempre acabam limitados ao potencial gráfico que cada geração de consoles possui, por isso que levamos seis gerações para conseguir andar em oito direções. Os cenários vibrantes, coloridos e vivos de Satoshi tiveram de ser comprimidos em telas minúsculas e com um traçado quase sem vida. Demoramos anos até poder ver, verdadeiramente, o que a imaginação do criador queria nos transmitir.

A diferença já
era notável.
Mesmo gerações depois, quando já ganhamos cores, ainda era difícil visualizar o mundo de maneira tão viva. Claro que quando vimos o salto de Pokémon Gold e Silver (GBC) para Pokémon Ruby e Saphire (GBA) o choque foi geral, os Pokémon pareciam mais reais, as cores eram mais fortes, a água era mais cristalina, tudo era mais vivo. Contudo, demoramos bastante para começar a vislumbrar o mundo da forma que o protagonista dos games o faz. Felizmente, um artifício foi criado para podermos ver como seriam essas antigas gerações com uma melhoria gráfica: os remakes.

De volta para minha terra

Foi em 2004 que Kanto ganhou uma nova vida com o lançamento de Pokémon FireRed e LeafGreen (GBA), esse foi o momento que a Pokémon Company se aproveitou do salto entre a segunda e terceira geração para repaginar os campos da primeira era de Pokémon com um visual completamente novo. Todos os cenários permaneciam como os originais em questão de design, mas a aparência renovada deu uma nova impressão para aqueles que já tinham visto aquelas terras na telinha do Game Boy.

O sucesso foi tremendo, atingindo nostálgicos e novatos, e é claro que a Pokémon Company notou isso. Era uma chance perfeita de dar mais vida a imaginação de Satoshi e faturar em cima de histórias já pré-moldadas! Não tinha falhas, era uma situação de ganho para ambos os lados. Neste pretexto, nasceu Pokémon HeartGold e SoulSilver (DS), versões refeitas dos clássicos de Game Boy Color.

Dessa vez o negócio foi além do esperado: não somente tínhamos as terras de Johto com um visual totalmente novo como também vimos Kanto ganhar mais uma interpretação, agora com o potencial do Nintendo DS. Ainda assim, embora a beleza fosse incomparável com a dos jogos originais, ainda estava longe de atingir o ápice, chegar no nível das ilustrações de Sugimori e igualar a mente e a arte.
Sabe, existe uma dificuldade para alcançar esse grau de realismo.
Mas enfim esse dia chegou.

Moro num país tropical...

Cidades nos arredores de vulcões,
algo comum em Hoenn.
Após mais de dez anos, a geração que iniciou a febre dos remakes ganhou o seu próprio. Pokémon Ruby e Sapphire foram divisores de águas no passado e novamente estão sendo com as novas versões que estão por vir. O salto que tivemos do Game Boy Color para Game Boy Advance só é equiparada a do DS para o 3DS; compare Pokémon Black 2 e White 2 (DS) com X e Y e vai entender do que estou falando.

Com isso, Hoenn novamente mostra o potencial de um novo console ao dar vida nova para suas terras. O interessante é que a região da terceira era é uma das heterodoxas da franquia, deixando de lado essa questão de colocar uma rota cheia de neve no meio do nada e logo em seguida uma floresta comum. Não, Hoenn possui uma identidade: é uma região tropical.

Ou que tal uma viagem submersa?
As rotas marítimas são equilibradas com as terrestres, vulcões estão presentes e em atividade, mergulhos são algo estimulado. A autenticidade da terceira geração reside não no desejo de abranger todos os climas possíveis e imagináveis numa pequena região, mas sim de ser fiel a um único estilo do começo ao fim do jogo. Até mesmo nas mecânicas introduzidas na geração e nos lendários, Groudon e Kyogre, esse clima é reforçado: uma disputa entre um sol de rachar e uma chuva torrencial. Doa a quem doer, Hoenn sempre foi uma terra equilibrada e consistente.

Agora imaginem isso com o poder do 3DS.

Uma nova era

A wild nostalgia appeared!
Enquanto Pokémon X e Y foram a primeira aposta da Pokémon Company no poderoso portátil da Big N, a segunda tende a ser ainda melhor. Agora que já puderam comprovar do que o aparelho é capaz, do tamanho dos mapas que consegue aguentar e a beleza que podem reproduzir, imaginem como serão os pontos turísticos de Hoenn quando remasterizados.

As rotas, mais amplas, podem ser vistas de um ângulo jamais imaginado. Existem cantos entre essas árvores e moitas que jamais foram vislumbrados por olhos humanos, bem como correntes marítimas que jamais tiveram um humano nadando nos primeiros jogos. A renovada perspectiva dá uma nova visão de dentro das cavernas, mostrando que certos muros são bem maiores do que imaginávamos, e certos desafios são muito mais assustadores do que nossas memórias permitiam lembrar.

Um novo ponto de vista
para detalhes tão belos.
Você já viu as paredes do ginásio de Rustboro City? E que tal o design renovado do ginásio de Dewford Town? Mesmo os treinadores se habituaram ao clima que ganhou vida nova, como é possível ver no design dos protagonistas, mais adaptados ao ambiente tropical, bem como o surfista Brawly, líder do ginásio de Fighting-type.

Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire prometem dar uma visão de Hoenn que nunca tivemos antes, assim como os remakes anteriores mostraram mais e mais de suas respectivas regiões. Que traços da imaginação de Satoshi nós teremos por aí? Que segredos guardam esse território familiar, mas totalmente novo? Em quatro semanas nós saberemos as respostas.

Isso conclui a primeira etapa da nossa contagem regressiva. Estão ansiosos pelas novidades que prometem os novos remakes? Qual sua parte favorita de Hoenn que gostaria de ver renovada? Por quê? O que mais esperam que essa nova geração traga para nós? Os melhores comentários irão para o nosso próximo artigo na semana que vem! Nos vemos lá!
Revisão: Leonardo Nazareth
Capa: Hugo H. Pereira
Fellipe Camarossi é graduando em Ciências Contábeis e amante de uma boa discussão sobre videogames. Além de escrever para o Nintendo Blast, também é redator nas revistas Nintendo World e EGW. Para elogios e críticas, pode encontrá-lo no Facebook ou Twitter.

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