Blast Log

Super Paper Mario (Wii): Parte 1 – A jornada enfim começa

Apesar das críticas, decidi investir neste título do Wii, e felizmente não estou arrependido disso – leia sobre o começo da minha aventura para salvar todos os mundos da destruição!

Tomando proveito do fato de que minhas férias estavam para começar, e que o meu Wii estava acumulando poeira no slot de disco, passei a dar uma olhada em jogos que eu queria e ainda não tinha, e me deparo com um que há muito evitava: Super Paper Mario. Como apreciador da série de jogos do bigodudo em formato de papel, provavelmente este deveria ser um dos primeiros itens na minha lista de jogos pendentes, mas por me basear nas críticas de vários jogadores que o consideravam a ovelha negra da série Paper Mario, não achava que valeria a pena.


Apesar disso, resolvi dar-lhe uma chance e, por encontrá-lo num precinho camarada, aproveitei a oportunidade para aumentar minha pequena coleção de jogos. Antecipando o resultado, posso dizer que não me arrependi em nenhum instante durante minha jogatina de ter feito este pequeno (mas altamente prazeroso) investimento. Por isso, decidi trazer de alguma forma a minha experiência com o game, e a melhor maneira foi através desta coluna, o Blast Log. Minha ansiedade não permite que eu demore muito – então, vamos começar logo!
Atenção: Este texto pode conter spoilers sobre o enredo de Super Paper Mario. Se você não o jogou, leia por sua conta e risco.

Prologue: Nova história, “nova” missão

Como nos outros jogos da série, antes da aventura propriamente dita começar, é apresentada uma curta história que margeia os acontecimentos do game. Desta vez, o enredo é sobre um livro formado por histórias envolvendo previsões do futuro. Era muito desejado, mas sabia-se que ele nunca trouxera felicidade aos que o possuíram. Por isso, ele foi escondido e ganhou o nome de Dark Prognosticus. O jogo, então, contaria a história do último dono daquele livro. “É um conto de amor…”
O começo de qualquer Paper Mario.
A tela escurece e muda para alguém que estava, claramente, inconsciente – a Princesa Peach! Os outros personagens também surgem quando ela recupera os sentidos plenamente: um Bowser um tanto empolgado, sendo aclamado por seus súditos, um estranho ser que se denomina (literalmente, falando na terceira pessoa) Count Bleck e sua ajudante, Nastasia. E eles estavam no meio de uma cerimônia: o casamento de Peach e Bowser!
Bowser finalmente está realizando seu sonho. Só falta a Princesa concordar com isso!
Infelizmente, Peach é forçada a aceitar o matrimônio, causando o surgimento do Chaos Heart. Depois de uma pequena confusão envolvendo o heroísmo do recém-despertado Luigi, tudo clareia e os nossos heróis (e Bowser) desaparecem, deixando Count Bleck e Nastasia planejando a destruição de todos os mundos… Eu não poderia estar mais confuso diante destes fatos, especialmente por ainda não conhecer quase nada da história do jogo, mas a introdução acaba e o menu do jogo surge. Crio minha nova save file e finalmente inicio o game.

O primeiro cenário do jogo, como nos seus antecessores, é a casa de Mario e Luigi, este se sentindo um pouco entediado pelo dia estar muito tranquilo (ou seja, os acontecimentos da introdução ainda não ocorreram). Então, os Mario Bros. decidem sair para o Mushroom Castle em busca de uma aventura – porém ela chega antes do esperado, com a súbita aparição de um Toad muito perturbado. Parece que a Princesa foi sequestrada, e quem será nosso primeiro suspeito? Vamos correr para o Castelo de Bowser!


Ao chegar lá, pelo visto, o Rei Koopa ainda estava planejando invadir o Mushroom Castle, ou seja, não foi ele quem levou a Princesa… A discussão é interrompida pela própria, que surge presa em algum tipo de gaiola, e em seguida por Count Bleck, um ser apaixonado pelo próprio nome e que estava presente na introdução. Como um homem de poucas palavras, Mario parte para o ataque dando um habitual salto sobre o Count, mas pelo visto, ele não sofre nenhum dano… Nosso bigodudo do chapéu vermelho é deixado inconsciente por Bleck, que ainda faz todos, exceto Mario, desaparecerem de vista, não antes de comentar sobre seus planos malignos.


Quando Mario está recuperando sua consciência, um novo personagem aparece. Tippi é um Pixl, uma espécie de fada, e chama Mario para acompanhá-la, pois esta seria a única forma de salvar seus amigos (e Bowser). Tippi usa seus poderes e somos transportados até a pacata cidade de Flipside, mais precisamente a Flipside Tower, onde nos encontramos com Merlon. O sábio fala sobre seus estudos do Light Prognosticus e da formação no céu, o Void, fenômeno este que deveria aumentar e assim engolir todas as dimensões, não deixando nada para trás. E aquele vórtice havia sido criado por Count Bleck quando ele evocou o Chaos Heart (portanto, o casamento de Peach e Bowser da introdução aconteceu enquanto Mario esteve desmaiado).
Uma cidade entre dimensões e com uma música-tema muito bonita!
Então, Merlon nos dá aquela tarefa básica e mais comum dos jogos: salvar o mundo – ou melhor, todos os mundos. Seriam necessários oito Pure Hearts para que o herói (no caso, Mario) pudesse destruir o que possui o Chaos Heart e, assim, acabar com o fim dos mundos. Ele nos oferece o primeiro Pure Heart, e é claro que vou aceitá-lo! Bem, antes de partir na busca do segundo, é necessário que encontremos um Heart Pillar. Felizmente, Tippi nos guia até ele e rapidamente podemos encaixar o Pure Heart e abrir o primeiro portal para outro mundo.

Voltamos a conversar com Merlon e somos direcionados por ele a entrar pela primeira porta dimensional – não antes de receber o Return Pipe, com a promessa de que ele pode nos levar a Flipside (quase) sempre que quisermos. O sábio também dá a primeira referência: devemos encontrar seu amigo Bestovius, para assim conseguir achar o próximo Pure Heart. Entramos pela porta...
Enquanto isso, Count Bleck conversa com seus aliados sobre a destruição que estava a caminho, sendo alertado por Nastasia sobre a interferência entre as dimensões (leia-se: Mario). Então, O’Chunks, um dos servos de Bleck, se oferece para enfrentar o herói da profecia e acabar com nossos planos. Mudamos de cenário mais uma vez, para ver um resumo do que estava acontecendo. Mas vamos partir para ação, que é mais importante!

Chapter 1 – 1: O desenrolar da aventura (Lineland Road)

Como um desenho, linhas formam o cenário, e surgimos através da porta no primeiro mundo: Lineland Road. Tippi explica sobre seu poder, que é o de dar informações sobre quase qualquer coisa – basta apontar o Wii Remote para o que queremos saber mais sobre. Logo, percebo que o design do mundo é baseado no Level 1 – 1 de Super Mario Bros. (NES), e que a música é um remix dos temas deste e Super Mario World. Um belíssimo e nostálgico tributo!
Vejo o primeiro Goomba e me preparo para atacar... Mas então me lembro de que não há batalha em turnos no jogo, ou seja, simplesmente pular sobre o Goomba fez com que ele desaparecesse. Ganho meus primeiros 100 pontos, que servirão para avançar de nível e aumentar meus atributos, como ataque e pontos de vida. Ao contrário do que eu imaginava antes de adquirir o jogo, não haver batalha em turnos foi ainda mais confortável, deixando a jogatina mais rápida.

Passamos por uma porta que por enquanto é inacessível e chegamos a uma casa. Ao entrar nela, surpresa: não há nada dentro. Mas então, Tippi explica sobre outra utilidade de seu poder: apontando o Wii Remote para a tela, ela pode revelar coisas escondidas! Com sua ajuda, revelo uma porta oculta e adentramos a uma nova sala em que nos deparamos com Bestovius.

Após um papo com uma boa dose de humor envolvendo o fato de Mario estar fantasiado de herói da profecia, ele se oferece para ensinar a “técnica dimensional”... Por dez mil moedas! Naquele momento, eu estava com menos de dez moedas, então neguei aquela exploração massiva. Segunda oferta: todas as moedas do meu bolso. Como sou curioso (e não queria abrir mão das míseras moedas que havia coletado), neguei novamente, até que ele se ofereceu para me ensinar de graça!
Eu queria poder concordar, mas minhas cinco moedas dizem o contrário.
Algumas palavras esquisitas e FLIPPOW! Agora eu posso usar a técnica dimensional: o Flip! Bestovius explica que basta pressionar o botão A do Wii Remote para que possamos passar de 2D para 3D. Interessante! Apesar da grande utilidade, ele nos alerta de que não podemos passar muito tempo no 3D: quando o Flip Gauge se esvazia, é recomendável voltar ao normal para que não percamos HP!

Uso a nova habilidade na casa do mago para pegar alguns itens e saio. Vamos atrás daquele Pure Heart! Como não posso avançar além da casa de Bestovius, o único caminho é voltar – que tal entrar naquela porta que estava inacessível? Mudo para 3D e voilà! Agora posso entrar!

Alternando para o 3D quando não consigo mais avançar, ou de vez em quando para checar se descubro algum segredo e novos itens (como as Catch Cards, que podem aumentar meu ataque contra inimigos específicos), avanço para a próxima porta. É interessante perceber que algumas plataformas, quando passamos para 3D, simplesmente não são mais utilizáveis, passam a ser parte do plano de fundo do mundo.

Encontro um interessante item que me cerca de pequenos Marios em 8-bits e me protegem contra inimigos (Pal Pills), e uma incrível horda de Squiglets, novos inimigos do jogo. Depois de fazer vários combos, descubro que os Stylish Moves de Paper Mario: The Thousand-Year Door (GC) estão sim no jogo, mas de maneira mais oculta. Balançando o Wii Remote quando Mario está no ar, ganho pontos extras, e logo passo de nível.
O Mario em 8-bits gigante pelo uso da Mega Star.
Avanço sem muitas dificuldades e descubro o item mais legal do jogo: a Mega Star. Uma animação divertida com Marios em 8-bits que formam um Mario gigantesco, que destrói tudo em seu caminho (como o Mega Mushroom de New Super Mario Bros.). Com isso, avanço mais rápido por esta parte e chego ao Star Block que determina o final do Chapter 1 – 1.
Bem, pessoal, vou ficando por aqui; já falei demais, e embora ainda haja muito pela frente, serei mais conciso nas próximas partes. Já jogou ou quer jogar Super Paper Mario? Deixem suas impressões, sugestões, críticas e elogios nos comentários. Até a segunda parte!
Revisão: Catarine Aurora
Capa: Wellington Aciole
Robson Júnior é graduando em Ciência da Computação pela UFCG. No Blast, atua como diretor de redação e revisor. Reserva algum tempo para jogar, ler e escrever, algumas de suas paixões. Você pode encontrá-lo no Twitter e no Alvanista.

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