Discussão

Será que teríamos uma boa leva de filmes e séries da Nintendo?

Imagina um F-Zero ao estilo Velozes e Furiosos, ou um seriado adolescente estrelando Link e Zelda estudando na Hirule High?



Shigeru Miyamoto, “pai” de franquias como Zelda, Mario e Pikmin, está interessado em transformar algumas franquias da Nintendo em filmes e séries. Isso foi dito durante uma entrevista feita pela Fortune na época da E3, mas que só foi publicada nesta semana.


Claro, lançar longas dos jogos mais populares não é uma ideia recente. Já tivemos experiências bem horríveis quando se fala de adaptações e uso de personagens do mundo dos games, e Pixels é o caso mais recente. Ordenhar o interesse dos gamers colocando um Pac-Man gigante no poster foi um golpe baixo para se ter alguma garantia de bilheteria, mas vamos deixar a fraca (e já esperada) atuação de Adam Sandler de lado. Vamos falar de coisa boa.

Do outro lado do universo dos filmes voltados para a comunidade gamer, temos Detona Ralph, uma brilhante história que não se aproveita apenas nos sucessos dos jogos referenciados, mas que conseguiu prender a atenção do público pela emocionante história dos personagens originais, e pelo uso bem medido de franquias famosas. Apenas achei o uso do Zangief como vilão um exagero desnecessário, mas isso é uma visão pessoal.


Mas e quanto a longas dedicados especialmente a uma franquia? Já tivemos ótimas adaptações, como Final Fantasy VII — Advent Child e Sonic the Hedgehog, filmes “medianos” — Max Payne, Silent Hill e Hitman —, e a grande maioria dos filmes horríveis, horrorosos, horrorendos, que insistem em lançar com frequência: Street Fighter (acima), Doom e o já citado e recente Pixels, para não citar tantos outros.

Será que a Nintendo possui o que precisa para não decepcionar os milhões de fãs que possui? Bom, levando em consideração que muitos fãs possuem um relacionamento de amor e ódio com as desenvolvedoras, e no caso específico da Nintendo, há os incodicionais — e chatos! — adoradores, que amam tudo que a Nintendo arremessa em sua direção, a intenção da Big N em lançar longas de suas obras-primas pode (e será!) sucesso de bilheterias, sendo bons ou não.

Vamos pensar um pouco sobre isso?

Imagine um adolescente vindo de uma família nobre, guerreira e virtualmente heróica. Claro, um garoto como ele precisa de uma educação que faça jus à seu nome. E é por isso que o governador de Hyrule o colocou prontamente na melhor instituição de ensino da região. Estamos falando de Hyrule High, uma escola criada especialmente para os grandes homens e mulheres do mundo, e seus filhos.

Claro, uma escola como essa não poderia ser o lugar mais sossegado. Estão colocando todos os bam-bam-bans em um lugar que ensina as artes da Física, Química e História. Com quadras de basquete, tênis e que possui até um grêmio estudantil. Imagine o capitão do time de futebol americano (que, ironicamente, também é filho de um dos maiores vilões da franquia), fazendo bullying com o moleque loiro de olhos azuis que acabou de entrar na escola, e que já está flertando com a cheerleader, que possui ótimas notas e está apenas esperando alguém convidá-la para o baile de formatura. Por ironia do destino, ela também é uma princesa.


Este é apenas algumas das loucas confusões com uma turmina do barulho em Hyrule High, logo mais nas telinhas!

Deuses. Também espero nunca ver essa ideia ridícula sair desta matéria.

Mas vamos à mais uma ideia “fascinante”:

É verão em Johto. Uma adolescente tresloucada resolve fugir de casa com seu único amigo, uma criatura que cospe chamas do traseiro. Ela não faz ideia dos perigos que a aguardam enquanto se aventura pelas maiores cidades da região, enfrentando outros adolescentes com suas criaturas, e eventualmente acabando com organizações criminosas que possuem conexões com empresas, indústrias e até mesmo líderes de ginásio corruptos.


Do outro lado do mapa, uma trama romântica entre uma apaixonada garota mestre em monstrinhos do tipo água e um obstinado rapaz que sonha em ser o melhor dos melhores está prestes a desmoronar, quando uma tradicional princesa da região envia seus asseclas armados com monstros verdes, cuspidores de venenos e folhas para destruir este relacionamento. Tudo isso enquanto uma misteriosa criação foge dos laboratórios de uma ilha remota e começa a atacar os visitantes desavisados de uma caverna.

Será que nossa heroína possui o que precisa para se safar dos perigos de Johto e Kanto, e ainda alcançar seus objetivos pessoais? Tudo isso e mais, numa série especial do Netflix!

São tantas opções!

Claro, a Nintendo encontraria um roteirista bem melhor do que este redator para adaptar seus jogos para outras mídias. Além disso, já existem planos não confirmados para colocar o universo Zelda numa série em live-action no Netflix, para o deleite (e terror) de muitos, incluindo uma negativa irada do nosso amado Satoru Iwata (que Deus o tenha). Caso se concretize, a série tende a ser qualquer coisa, menos um fiasco de acesso. O hype inicial por si só criará muito burburinho na internet, e apenas o tempo dirá se a empreitada da Nintendo no universo místico das adaptações vingará. Pessoalmente torço para que seja bom, assim teremos mais e mais adaptações.

As possibilidades são enormes: um filme do F-Zero estrelando Vin Diesel como Captain Falcon, uma série espacial onde Fox e Samus lutam lado a lado contra as forças combinadas dos Metroids e Andross, ou o drama de Peach durante uma das muitas tentativas de sequestro de seu amor platônico, Bowser. Um encanador que vive na sombra de seu irmão heróico tem sua oportunidade de ouro, quando um caçador de talentos o coloca em uma série de filmes de ação baratos e comédias românticas, mudando para sempre o seu destino (um abraço, Pedro Rosenfeld!).


Já tivemos algumas tentativas em se utilizar os personagens da fábrica de ideias baseada em Kyoto no mundo das animações e filmes. As lembranças do longa Super Mario Bros., de 1993, assombram os fãs de meia-idade até hoje. As séries de animações de Zelda para o CD-i ainda gera ódio, memes e risadas pelo mundo, e estamos falando de algo criado há vinte anos!

Mas onde há sucessos, há esperança: aqui no Brasil, poucos conhecem a série animada do Kirby lançada em 2013:


A versão acima está em inglês, que fez uma adaptação muito porca do original em japonês, da qual recomendo que assistam. Vi alguns episódios e reconheço que adorei: é leve, infantil e não escapa tanto da realidade de seus jogos. É um bom anime!

Também temos os curtas de Pikmin dirigidos por Miyamoto, lançados no final de 2014:


Uma pena não termos estes vídeos disponíveis com maior abrangência. Os que possuem 3DS e Wii U podem assistí-los por um preço, e não irão se arrepender!

Um terceiro exemplo, mas que não aposto todas as minhas fichas, são os animes e filmes já feitos do universo Pokémon:


Só de ver esta abertura me faz cair uma lágriminha no canto do olho. Lembro de chegar o mais cedo possível da escola para poder assistir isso na TV, por dois anos seguidos. A paixão pela série só esvaiu-se quando começaram a perder-se as ideias originais e partiram para o “quanto mais, melhor”, ordenhando a franquia pelos próximos vinte anos. Dezenas de filmes (cada um deles com menor audiência a cada novo lançamento) e temporadas depois, não vemos mais o mesmo poder criativo. Foi preciso uma nova série para renovar a paixão (e a fé!) dos fãs por readaptações:


O fato de termos tão poucos episódios de Pokémon Origins o torna condensado e corrido, mas a qualidade da animação e a referência quase fiel aos jogos foi o suficiente para termos boas lembranças, mais uma vez, do anime.

Sua vez, leitor!

E vocês, quais plots, histórias e fatos gostariam de ver sendo encenados pelos nossos personagens favoritos da Nintendo? As ideias selvagens que tive foram apenas algumas pirações rápidas, mas acredito que entre vocês há ideias digeridas por anos, mas que jamais tiveram a chance de sair de vossas mentes.

A hora é agora! Quem sabe não teremos um futuro roteirista dirigindo grandes atores vivendo Link, Luigi ou Samus?
Diego Gomez escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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