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Análise: Fire Emblem: Shadow Dragon (DS)

A série Fire Emblem talvez seja uma das menos conhecidas pelo público Nintendista ocidental. Isso se deve principalmente a baixa quantida... (por Gustavo Assumpção em 16/02/2009, via Nintendo Blast)

A série Fire Emblem talvez seja uma das menos conhecidas pelo público Nintendista ocidental. Isso se deve principalmente a baixa quantidade de games que chegaram desse lado do globo e pela complexidade da fórmula, nem sempre muito aceita pelo público daqui. Pensando em popularizar a série, a Nintendo refez o primeiro Fire Emblem, lançado em 1990 para o Famicom. O original tinha o gigantesco nome de Fire Emblem: Ankoku Ryū to Hikari no Ken (algo como Fire Emblem: Shadows Dragon and the Blade of Light) e se tornou apenas Fire Emblem Shadow Dragon em seu lançamento ocidental. E acredite: é um senhor remake!

  • Esse reino é meu e defenderei até o fim

Shadow Dragon conta a história de Marth, o príncipe do reino de Altea, reino esse que há muito tempo atrás foi atacado pelo império de Dolhr liderado pelo Shadow Dragon Medeus. O então jovem guerreiro Anri consegue em uma batalha épica derrotar o inimigo e se tornar uma verdadeira lenda para os habitantes do reino.

100 anos depois, a paz foi restaurada e os reinos convivem em uma aparente calmaria. Mas Medeus foi ressuscitado e com todo o seu poder atacou o reino de Akaneia e dizimou toda a população incluindo a princesa Nyna.

É então que o herdeiro do trono o príncipe Marth tem que assumir a reponsabilidade e tentar destruir o inimigo com ajuda dos outros guerreiros da região. O arqueiro Gordin, Os Cavaleiros Abel e Caim e o paladino Jagen são alguns dos ajudantes da sua jornada.

 

  • Remake refinado

Logo quando você liga o seu DS, é bem claro que o game não lembra muito o original. Quase vinte anos depois o visual do game ganhou efeitos que o Nintendinho nem sonhava. Todos os cenários foram retrabalhados e os personagens redesenhados. Alguns efeitos de luz são realmente brilhantes assim com a movimentação e a qualidade dos sprites durante os diálogos. Confesso que a primeira vista pode parecer um visual aquém do potencial do DS, mas não é: em alguns momentos chega a impressionar pela apresentação refinada.

A trilha sonora também tem o estilo próprio da série (e que me agrada muito por sinal). As canções são tipicamente feitas para embalar os combates e criar o clima, principalmente nos momentos de clímax (e consegue cumprir perfeitamente bem).

Outra parte interessante é que Shadow Dragon oferece algumas novidade bem palpáveis com relação ao original (sem spoilear, há batalhas novas, novos personagens jogáveis e um combate inédito memorável que merece ser jogado por todo fã da série). Isso mostra o capricho da Nintendo absolutamente com cada detalhe.

 

  • Estratégia típica do gênero

Quem já jogou algum game da série, sabe que FE segue a típica fórmula dos RPGs estratégicos. Basicamente o ponto chave para o sucesso é saber se movimentar adequadamente e usar as armas corretas contra cada tipo de inimigo. E tudo continua basicamente igual aos demais games da série sistema até mesmo parecidos com Advance Wars (outro grande sucesso da Nintendo no gênero).

No DS a tela inferior ganhou poucas funcionalidades. É claro que você pode movimentar os personagens e executar as ações exclusivamente com a Stylus, mas nada de muito diferente do usual.  Além de você poder controlar todo o jogo através da stylus, também está disponível o controle através dos botões de ação e do direcional do portátil. Dessa forma, o jogador pode optar pela experiência mais confortável a ele.

 

  • Um game desafiador

FE Shadow Dragon é um game imperdível. Tanto pra quem é fã da série como pra quem curte games de estratégia. A roupagem nova dada pela Nintendo é impressionantemente interessante e artisticamente válido. Confesso que tentei encontrar defeitos ao longo da jornada de Marth mas eles são inexistentes. Talvez o game seja um pouco fácil no início, talvez ele pudesse ser mais longo, talvez ele pudesse usar mais a tela de toque...  Mesmo assim é um remake com R maiúsculo para o DS.

Fire Emblem Shadow Dragon – Nintendo DS – Nota Final: 8.5

Gráficos: 8.0 | Som: 8.5 | Jogabilidade: 8.0 | Diversão: 8.5


Estudante de Jornalismo, apreciador de rock britânico, pouco cuidadoso com as palavras, rico de espírito, triste com as relações nesse mundo e esperançoso com o futuro.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


  1. Muito boa a análise, gostei bastante. Apenas uma dúvida. Você diz que no início a dificuldade é baixa, mas e depois? Ela aumenta para um bom desafio, como nos que saíram para GBA, ou é de descabelar o jogador como na versão para Wii?

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  2. Obrigado pelos elogios!

    Então pra mim o game permanece de certa forma com um desafio no estilo dos dois lançados para o GBA: difícil mas sem ser frustrante.

    Pensei que só eu tinha me descabelado no Wii :D hahahhahha

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  3. Eu tenho muita vontade de jogar Fire Emblem, mas esse gráficos me causam repulsa pelo jogo.

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  4. Na prática eles nem são feios. Esse Shadow Dragon é excelente!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. alguem q tenha terminado o jogo me passa o detonado por favor, to precisando, ou passa um link q tenha o detonado. e-mail: venonhugo@hotmail.com

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  7. Muito boa a analise , tinha jogado ja este game a um tempo atras e adorei , parabens pela analise.

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  8. Marcus Multini26/02/2011 00:56

    Muito tempo depois...experimente jogar no modo Hards, existe 5 modos Hards, eles sao bem dificeis

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