Blast from the Past

Blast from the Past: Super Mario All-Stars (SNES)

em 11/01/2011

Imagine a seguinte manchete: “Nintendo lançará pacote com Super Mario 64, Mario Sunshine, Luigi’s Mansion e Super Mario Galaxy”. Já penso... (por Alveni Lisboa em 11/01/2011, via Nintendo Blast)

Imagine a seguinte manchete: “Nintendo lançará pacote com Super Mario 64, Mario Sunshine, Luigi’s Mansion e Super Mario Galaxy”. Já pensou o tamanho do sucesso e o frenesi causado no mundo inteiro? Quatro excelentes jogos reunidos em um mega pacote pra fã nenhum botar defeito. Foi algo parecido que aconteceu quando a Big N anunciou o lançamento de Super Mario All-Stars, uma coletânea dos jogos do bigodudo mais famoso dos vídeo games. Relembre agora este mega sucesso lançado para Super Nintendo.

Em julho de 1993, no Japão, era lançada uma das melhores - se não a melhor - coletânea de games de todos os tempos: Super Mario All-Stars (conhecido nas terras nipônicas como Super Mario Collection). Idealizado pela grande mente da Nintendo, Shigeru Miyamoto, o jogo foi produzido exclusivamente para o Super Nintendo (SNES). O cartucho trazia quatro games: Super Mario Bros., Super Mario Bros. 2, Super Mario Bros.:The Lost Levels (versão japonesa de Super Mario Bros. 2) e Super Mario Bros. 3. Todos eles haviam sido lançados para o Nintendo Entertainment System (NES), o saudoso Nintendinho. Foram eles que fizeram Mario ser conhecido mundialmente – mais até do que personagens clássicos, como Mickey Mouse - e se tornar o principal mascote da Big N.

Mais do que uma simples coletânea


Coletâneas de jogos sempre soam como caça-níqueis baratos. Pega-se games de sucesso, reúne-se em um só e fatura-se milhões com as vendas. Só que Super Mario All-Stars vai além disso. Os gráficos e os sons de TODOS os jogos foram aperfeiçoados e adaptados ao potencial de 16 bits do SNES. Imagine o quão nostálgico era rever os polígonos de Super Mario Bros. totalmente refeitos.

Além disso, a memória interna do cartucho permitia armazenar o progresso, algo que era impossível nas versões do NES. Cada jogo tem 4 slots de save próprios, o que permitia que o jogador continuasse de onde parou. Por mais que Super Mario Bros. não seja um jogo tão difícil, não há como negar que é bem complicado terminá-lo sem nenhuma pausa para descanso. O resultado desta novidade é uma experiência completamente nova que permitiu que jogadores não-hardcore conseguissem enfrentar Bowser no final de cada game do bigodudo.





Cada um dos "Marios" integrantes do pacote


Super Mario Bros. (1985): Mario e Luigi precisam resgatar a princesa Toadstool e o Reino do Cogumelo das garras do maléfico rei Bowser. É o game da série que possui os gráficos e sons mais simples. Após avançar na fase, não é possível retornar para procurar itens - a "tela" te bloqueia. Não é um jogo tão difícil, mas a ausência dos saves complica a vida dos mais impacientes. Com seus mais de 40 milhões de unidades vendidas ele foi, por muitos anos, o jogo mais vendido de todos os tempos.

Super Mario Bros.: The Lost Levels (1986): Conhecido como Super Mario Bros. 2 no Japão, o game segue o mesmo estilo de jogo proposto pelo primeiro. O jogo nunca foi lançado no Ocidente – não fosse a bela ideia da Nintendo de incluí-lo no pacote, os americanos jamais teriam o prazer de jogá-lo. Os gráficos e todo o resto se parecem com o primeiro título. É considerado o game do Mario mais difícil do NES. A novidade é o cogumelo envenenado que pode encolher ou matar o bigodudo.

Super Mario Bros. 2 (1988): Este foi um jogo totalmente diferente do habitual. Isso porque a Nintendo pegou um jogo já pronto - chamado “Doki Doki Panic” - e apenas substituiu os personagens. Primeiro: é possível jogar também com Luigi, Toad e Toadstool (Peach). Cada um tem uma habilidade especial – a princesa, por exemplo, flutua um tempo no ar graças ao vestido. Além disso, há um medidor de vida e a eliminação do score, ambos inéditos até então. Outra diferença é que, agora, para matar um inimigo, o protagonista precisa arremessar uns vegetais que ficam no chão. A mecânica dos chefes se distingue, pois cada um tem sua forma de ser combatido. A história também é diferente. É um dos pouquíssimos games em que Bowser não é o inimigo. Mario e sua turma precisam salvar uma estranha terra chamada Subcon do terrível Wart. 
 
Super Mario Bros. 3 (1990): Após a queda de qualidade com SMB2, a Nintendo mostrou porque era a maior empresa de games do mundo. A terceira aventura de Mario explora todo o potencial gráfico e sonoro do NES. A jogabilidade tradicional foi retomada e aprimorada, juntamente com a inclusão de vários novos poderes ao bigodudo. Há uma leva de novos inimigos e fases mais complexas, algumas com saídas secretas. Em vez de ir pulando de fase em fase automaticamente, agora é possível andar por um mapa e selecionar as fases na ordem que preferir (ou até ignorar algumas). Tal fórmula fez tanto sucesso que foi repetida em diversas sequências. A história se passa no Mundo dos Cogumelos – em vez do reino tradicional – onde os sete filhos de Bowser tomaram conta de sete reinos transformando os reis em animais. E adivinha quem vai ter que salvar o dia? Isso mesmo, Mario e Luigi. Este é o único game da série principal que possui um multiplayer de batalha. Quem nunca se divertiu por horas tentando coletar moedas, detonando inimigos e dando cabeçadas em blocos POW, não sabe o que está perdendo. Por esses motivos é que SMB3 é considerado o melhor game do bigodudo para o NES.

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