Blast from the Past

Blast from the Past: Resident Evil (GC)

Em julho de 1998, os Membros do Bravo Team da Special Tactics and Rescue Service (S.T.A.R.S.), em uma missão de reconheciment... (por Anônimo em 22/04/2011, via Nintendo Blast)

Em julho de 1998, os Membros do Bravo Team da Special Tactics and Rescue Service (S.T.A.R.S.), em uma missão de reconhecimento e elaboração de relatório são enviados à floresta Raccoon, devido a registros de acontecimentos incomuns na área. O grupo Bravo Team perde o contato com a base de comando. Albert Wesker, o responsável pelo grupo S.T.A.R.S., convoca o Alpha Team com a missão de restabelecerem o contato com o grupo desaparecido. Ao chegarem à floresta, o grupo Alpha Team identifica o helicóptero do Bravo Team em chamas, desce até o local do acidente e não encontra ninguém. Quando, de repente, um agente do grupo é atacado por um “monstro”. Assustados com a situação, o restante do grupo foge em disparada e procuram abrigo dentro de uma mansão, aparentemente abandonada.     
                                                                         
Com este prólogo, a Capcom principiava uma das séries de jogos de terror de sobrevivência mais aclamada e aterrorizadora do universo dos games. A popular série conhecida como Resident Evil foi lançada em 1996 para o Playstation e alguns anos mais tarde, em 2002, o GameCube da Nintendo ganhava um remake mais apavorante que o original.


Tenha medo, tenha muito medo

 
“É muito mais assustador que o original do Playstation. Nossa estratégia básica foi a de manter os conceitos básicos da versão Playstation intactos e refazer todo o resto. Nós mudamos o jogo em termos de volume e qualidade. Isso significa mais salas, mais mistério, mais monstro, além de som e gráficos totalmente novos. Não existe nada da versão antiga que não foi mexido.”  Essas foram às palavras do produtor da Capcom, Hiroyuki Kobayashi, responsável pelo remake de Resident Evil para o GameCube.
 
Todas as mudanças feitas em Resident Evil contribuíram para ressaltar um dos elementos mais importantes do jogo: sua atmosfera assustadora.  Se o fator medo era extremamente alto na versão original, no GameCube, ele se elevou ao máximo. Todos os elementos continuam presentes nesta versão do jogo: os personagens, os zumbis, os quebra-cabeças, os cachorros, os corvos, as portas, as ervas, etc., mas os detalhes presentes em cada um dos elementos do jogo são excepcionalmente dotados de um realismo incrível. Seja a luz florescente que pisca na cozinha empoeirada; a teia de aranha que balança presa no lustre do teto; moscas que sobrevoam as carnes apodrecidas; a cortina que balança com o vento que entra pela janela; a neblina que encobre o cemitério; os reflexos distorcidos na água; as correntes enferrujadas que prendem um caixão em uma caverna; sombras que parecem zumbis refletidos em paredes frente a uma janela... Cada detalhe amplia a interação do jogador com o próprio jogo, aumentando assim a atmosfera sombria de Resident Evil.
 

As mudanças radicais

 
Enquanto a versão do Playstation foi feita com pinturas estáticas e o único movimento era dos personagens e vilões, a versão do GameCube foi feita com backgrounds animados, explorando, além do movimento, os efeitos de luzes e sombras. Além do visual, o som e a música foram alguns dos outros elementos totalmente refeitos no jogo, para aproveitar o máximo do hardware do console da Nintendo.
 
Originalmente a Capcom só tinha planejado fazer alterações estritamente técnicas para a versão GameCube. Contudo, a equipe responsável pela produção acabou preferindo adicionar mais emoção (medo) e com isso decidiram reestruturar completamente o remake, quase que criando um “novo” Resident Evil.
Com essa ideia em mente, os responsáveis pelo jogo fizeram modificações no mapa da grande mansão e nas demais áreas do jogo. Eliminaram quase todos os desafios e os substituíram por outros mais intrigantes, apesar de que algumas tarefas continuam iguais. Os personagens ganharam nova roupagem - e até os vilões e inimigos ganharam seus diferenciais tanto na aparência quanto na mecânica do jogo.  Isso sem contar a presença de novos finais para o enredo, resultando em um total de 10 finalizações distintas.
 

Uma nova experiência

 
É interessante observar que a Capcom teve todo um cuidado com essa reformulação de Resident Evil, com a proposta de oferecer uma nova experiência para os novos adeptos da série e também para os veteranos.
 
O jogador tem a possibilidade de escolher jogar com Chris Redfield ou Jill Valentine, cada um com suas habilidades e grau de dificuldade específica. Dessa vez os personagens encontram itens de defesa (arma de choque, adaga, granada) para ajudá-los na sobrevivência. Essas armas secundárias devem ser utilizadas principalmente quando um dos inimigos se aproxima demais do herói, aumentando as possibilidades dos confrontos. Antes tal situação não tinha escapatória, e os jogadores recebiam o dano ou a morte.

“Se você acha que sabe exatamente onde e quando aquele maldito cachorro pulará pela janela, pode esquecer! Então mudamos isso. Você imagina que algo vai acontecer onde existiam inimigos no original, mas agora pode ser que nada aconteça. Por outro lado, algo pode acontecer, onde não havia nada no jogo anterior.” – Hiroyuki Kobayashi.

Se os heróis ganharam mecanismos de defesa, os inimigos ficaram mais fortes. Os cães estão muito mais ferozes e rápidos e são extremamente perigosos quando andam em bandos. Os clássicos zumbis, realmente podem ser derrubados com apenas um tiro certeiro em suas cabeças, mas isso não quer dizer que eles irão morrer. Eventualmente, após algumas horas, o zumbi irá se levantar, e estará muito mais enfurecido. Essa nova geração de mortos-vivos ficou conhecida como Crimson Heads. Essa espécie é muito mais violenta, de coloração avermelhada, é mais rápida, rasgam com suas garras e expelem ácidos pela boca. E para evitar que os zumbis sofram essa mutação de lerdos e tradicionais para os Crimson Heads, é necessário incendiar os corpos desfalecidos, tornando necessário adicionar o isqueiro e o funil de querosene ao seu arsenal no seu percurso.
 
E não são apenas os zumbis e os cachorros que o jogador encontrará pelo caminho. No remake  de Resident Evil para GameCube o jogador encontrará inimigos muito mais cruéis, como a cobra gigantesca, os Hunters, o tubarão baleia, a planta carnívora e os exclusivos: Zumbi Rei e Lisa Trevor.
 

A versão para o Wii


O Wii também ganhou essa versão da enorme reformulação feita exclusivamente para o Game Cube, que mostra todo o princípio dessa franquia de sucesso da Capcom e que se tornou sinônimo para jogos de terror. No Nintendo Wii, o jogo ficou conhecido como Resident Evil Archives: Resident Evil, sendo o mesmo do GameCube. A única diferença foi nos controles que sofreram reformulação para se adaptarem no Wii Remote.
 

Reviva seu medo


Resident Evil para o GameCube é um game totalmente diferente do original, que oferece um ambiente e uma atmosfera assustadora únicas, colocando o jogador sob um constante sentimento de desconforte e pressão, completando sua imersão no game. Toda a modificação e melhoria técnica que o jogo recebeu contribuem significativamente com o fator replay e o que torna uma experiência bastante diferente comparada ao original. Resumindo, o remake de Resident Evil para o GameCube é uma oportunidade de reviver (ou viver) seus mais profundos medos.


Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


  1. Bela matéria,eu tenho esse jogo e acho simplismente maravilhoso!!

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  2. ótima matéria mesmo!
    RE é uma das minhas séries favoritas, principalmente os primeiros games. ainda nao tive oportunidade de jogar os remakes mas pretendo fazer uma coleçao com todos resident de GC/Wii.

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  3. joguei pouquisima vezes no gc so joguei super smash bros melee e don mas com wii agora posso jogalo os games de cube D

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  4. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! risível a matéria! esse blast from the past é hilário!!!!! mas, já que não se tem jogo novo para falar, não é mesmo?

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  5. Lucas Freire22/04/2011 21:02

    não tem nada de hilário aí ou anônimo... é ótimo analisar um remake maravilhoso como esse .

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  6. Meu esse Jogo ja zerei umas 20 vezes,é um dos jogos mais perfeitos ja criados,simplesmente nota 10,a matéria ficou muito boa,levei muitos sustos,show de bola.

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  7. Caraca. Tenho que comprar esse jogo, só que a versão pro wii, porque eu não tenho o classic coltrol - aliás o versão pro wii não perde graficos do que do GC né? -
    Joguei o RE no Play Station 1 só não zerei, eu jogava com meu primo porque eu não tinha coragem de jogar sozinho, dai ele mudou de cidade e não tive o prazer de jogar(ver e opinar haha)novamente.
    Passado um tempo(e quanto tempo)joguei e esse sim eu zerei, a versão pro DS. Foi fantastico relembrar cenários, personagens, zumbis e até frases do tipo "Is the monster"...
    Adoro os primeiros jogos da série, tinham aquele gostinho de quero mais de um susto... mais a série saiu uma pouco da linhagem original como todos sabem...mesmo assim não deixo de gostar da série de maior louvor.
    Ufa! Que dissabafo.
    Depois disso tenho que implorar pro meu pai comprar o remak hsuhsushsush. Ah! E boa matéria.

    Boa pascoa pessoal

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  8. na versao wii nao foi so os controles que forão adaptados ,
    mas sim a resolução.
    O game também traz resolução 480p, para televisores de alta definição. .
    Ele faz parte de um relançamento junto com resident evil 0 intitulado resident evil archives!contendo os 2 jogos! exclusivos ate hoje da nintendo!

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  9. Muito boa a matéria Felipe. Nunca joguei as versões para Game Cube e Wii, mas lembro muito bem da versão para Playstation. Lendo a matéria me deu saudades da época em que se fazia jogos de survivor horror que prestassem.

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  10. O mais divertido era o filminho tosco no começo do RE1....hhehehe

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  11. Amo esse e o Zero. Simplesmente duas obras primas.

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