Top 10

Os 10 jogos visualmente mais impressionantes do Wii

Às vezes um hardware limitado se torna o seu principal artifício.


Todo mundo sabe que o Wii é um console de hardware consideravelmente inferior em relação aos seus concorrentes diretos na época: o PlayStation 3 e o Xbox 360. No entanto, isso não o impediu de ser o campeão em vendas de sua geração. Além do gimmick, que é o sensor de movimento, uma novidade na época que chamou muita atenção, é notável que o sucesso só conseguiu se consolidar de fato pela capacidade dos desenvolvedores em contornar o empecilho de ter que trabalhar com um sistema mais precário, especialmente perto dos espetáculos de realismo que os aparelhos de ponta da época conseguiam proporcionar.


Dessa forma, apostou-se em jogos com visuais gráficos rebuscados o suficiente para que, se jogados anos depois, não tenham envelhecido. Ainda, alguns se propõem a trazer novos conceitos inovadores ou cartunescos no intuito de criar uma nova experiência visual que chame a atenção do seu próprio modo. Por conta disso, é notável que alguns jogos acabaram ficando de fora da lista, mas que poderiam facilmente ser inseridos no lugar de outros, como Muramasa: The Demon Blade, Super Mario Galaxy 1 e 2, Conduit 2, Tatsunoko Vs. Capcom, Resident Evil: The Darkside Chronicles, Sonic Colors, Final Fantasy Crystal Chronicles: The Crystal Bearers, Monster Hunter Tri, Silent Hill: Shattered Memories ou The Last Story.

Sem mais delongas, nosso levantamento:

10 . Madworld

Tudo bem. No caso aqui, não é uma questão gráfica, de fato, visto que a modelagem bruta dos personagens não apresenta nada de surpreendente, mas sim um sentido estético ousado ao deixar o jogo todo em visual completamente em preto e branco, dando destaque somente ao vermelho do sangue e, em alguns momentos específicos, um amarelo representando as onomatopeias em tela, feito um gibi como Sin City, que a PlatinumGames provavelmente usou de referência na concepção do game.


9. No More Heroes: Desperate Struggle

Convenhamos, o primeiro jogo é feio. Na época, não parecia, mas ele acabou envelhecendo e seu sombreamento exagerado em cel-shaded torna-se bem desagradável se jogado hoje, além da modelagem quadrada dos personagens. No More Heroes 2, no entanto, consegue oferecer uma experiência completamente diferenciada com uma manipulação de luz bem mais agradável, além de modelos muito bem detalhados e cenários variados marcantes. A iluminação do jogo aqui foi resolvida, se mostrando um jogo muito mais limpo visualmente.



8. Fragile Dreams: Farewell, Ruins of the Moon

Fragile Dreams é um jogo muito mais contemplativo do que desafiante, desses que oferecem desafios a todo momento. Situado num Japão pós-apocalíptico, o grande mérito do título é, além da história contada, o universo construído com ênfase no visual, dando destaque a uma série de cenários variados que contribuem no sentimento de desolação que o título tem como intuito transpassar.



7. Red Steel 2

O primeiro Red Steel não é grande coisa e, apesar de ter chamado a atenção por ser um dos jogos de lançamento do aparelho, acabou se tornando uma decepção por ter controles que simplesmente não funcionavam. Red Steel 2 veio e simplesmente nos fez esquecer a desilusão causada pelo primeiro título ao ser um dos principais jogos a utilizar o Wii Motion Plus, periférico acoplado ao Wii Remote e que aumentava a capacidade da captação de movimento. A questão é que Red Steel 2 nos trouxe uma ambientação completamente diferente da anterior em um velho oeste steampunk com pitadas de um filme de Quentin Tarantino. Com uma concepção visual geral bem colorida e identidade visual cheia de carisma, o título consegue a sexta colocação com todos os méritos.


6. The Legend of Zelda: Skyward Sword

Skyward Sword é um dos poucos jogos daqui que acabaram sendo levemente prejudicados pelo hardware, visto que a baixa definição do aparelho não potencializou todo o espetáculo que poderia ter sido, com uma identidade visual simplista focada em tonalidades pastéis e inspirada nas pinceladas do pós-impressionista Paul Cezzane. Talvez, com um hardware potente, os elaborados cenários poderiam contar com mais elementos e detalhes, além de um visual mais suave e menos poligonal.

5. Metroid: Other M

Independentemente da qualidade do título em si e da sua narrativa que não faz jus à personagem da Samus e ao que a franquia é historicamente, é inegável que Other M é um dos jogos que melhor soube lidar com a questão estética e de processamento do Wii — o que, convenhamos, é obrigação, considerando que o jogo foi lançado ao fim do ciclo de vida do aparelho. É uma pena que tanta qualidade técnica tenha se perdido em um game cujo resultado final é medíocre para a série. Mas pelo menos ele é bonito, não é?



4. Super Smash Bros. Brawl

A utilização de texturas é a primeira coisa que salta aos olhos de quem presta atenção no visual de Super Smash Bros. Brawl. Como não lembrar do macacão jeans dos irmãos Mario ou da pelugem de personagens como Donkey Kong ou Fox. Os detalhes dos personagens acabaram fazendo a diferença pela característica do jogo em permitir screenshots dos mais diversos ângulos, o que permitia que os jogadores usassem a criatividade ao observar cada minúcia dos lutadores na arena. Os cenários detalhados também chamam muita atenção, sendo notável que os clássicos, por mais que tenham sido revitalizados para serem introduzidos no jogo, ainda acabam destoando dos novos por conta da discrepância da qualidade entre eles.


3. Kirby: Epic Yarn

Kirby: Epic Yarn impressiona porque, coisa de um ano ou dois antes de seu lançamento, o PlayStation 3 recebia Little Big Planet com um protagonista também feito de lã, mas com uma textura de qualidade similar, se não inferior, às utilizadas em Epic Yarn. Sua apresentação singular acabou inspirando, posteriormente, uma espécie de sucessor espiritual no Wii U: Yoshi’s Wooly World.



2. Wario Land: Shake it

Mais de dois mil quadros foram desenhados à mão para animar os movimentos apenas do Wario, protagonista em tela. Os inimigos, incluídos alguns removidos da versão final do jogo, somam mais seis mil quadros. Agora, atribua um cuidado para que os elementos não se repitam tanto ao ponto de fazer com que o desenrolar do jogo não pareça repetitivo por conta da reutilização de animações e ilustrações que compõem a fase. Wario Land: Shake it! é isso aí. Um maravilhoso pesadelo para qualquer designer de jogos — e todo mundo ainda idolatrando Cuphead (XBO/PC).

1. Metroid Prime 3: Corruption

Aqui sim é um Metroid de respeito e, de quebra, tem um dos visuais mais impressionantes do aparelho, com o bônus de ter saído no início de sua vida útil no mercado, quando o hardware ainda havia sido pouco desbravado. O jogo até hoje é uma aula de como se utilizar texturas e como projetar modelos 3D otimizados para sistemas pouco potentes. Certos jogos em alta definição até hoje não são tão otimizados e bem-trabalhados como Corruption.



Certamente ficaram de fora nomes tanto na lista como nas menções honrosas no começo do texto. Lembrou de algum? Deixe nos comentários!

Revisão: Renata Bottiglia
João Pedro Boaventura é jornalista formado pelo Mackenzie e está quase terminando sua pós-graduação para poder ser chamado de especialista em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa). Aficionado por conceitos teóricos, não vai perder uma oportunidade de usá-los para delimitar se algo é ou não um jogo. Se você realmente gosta das groselhas que ele escreve, pode ler mais um pouco de suas asneiras em seu blog particular, onde utiliza suas presas para destilar seu veneno e não deixar o ódio dentro de si morrer.

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