Jogamos

Análise: Sonic Mania Plus (Switch) expande a autêntica experiência retrô do ouriço azul

Versão definitiva complementa o game adicionando personagens e um novo modo de jogo.


Lançado como projeto complementar ao título principal Sonic Forces (Multi)Sonic Mania (Multi) superou-o em recepção de público e crítica, sendo o grande destaque das comemorações do 25º aniversário da franquia e conseguindo um feito raríssimo: não dividiu radicalmente as opiniões dos fãs do ouriço mais veloz do universo. Um ano mais tarde, o game retorna turbinado em Sonic Mania Plus, uma edição especial que combina o jogo base com o novo Encore DLC, marcando seu aguardado lançamento em mídia física, e consegue novamente impressionar, estabelecendo-se de maneira definitiva como um dos grandes acertos da franquia. Qual será a fórmula para esse sucesso?

Em busca daquele “algo especial”

Em uma série da magnitude de Sonic The Hedgehog, verdadeiro titã da era 16-bits, é mais do que esperado que haja uma boa cota de lançamentos que explorem a memória nostálgica de seus títulos clássicos. No caso do mascote da Sega, cujas aventuras tradicionalmente se arriscaram por fórmulas e abordagens bem diferentes ao longo dos anos — frequentemente dividindo a opinião dos fãs — o esforço em resgatar os dias de glória do Mega Drive é revestido de uma pequena polêmica à parte. Seria essa uma necessidade de se buscar a essência perdida da série ou apenas uma desculpa elaborada para o saudosismo?



Se levarmos em conta que o que mais se aproxima de uma unanimidade entre os fãs da franquia é a qualidade de sua trilogia original, pode ser surpreendente constatar o quanto a Sega foi hesitante em relação a revisitar as raízes do ouriço azul. O projeto Sonic 4 (Multi) se propôs timidamente como herdeiro direto do trono, porém traduziu mal as mecânicas dos jogos originais em uma engine 3D, e acabou perdendo o pique com seu desnecessário formato episódico, com sua terceira parte prevista sendo cancelada sem muito alarde. Já na comemoração do 20º aniversário da série, Sonic Generations (Multi) acertou bem mais com seu resgate do Sonic Clássico, que virou um personagem à parte, retornando em visual e jogabilidade como há muito não se via.

Porém, mesmo nesses casos, tratou-se mais de uma releitura e homenagem do que de continuar diretamente de onde Sonic 3 & Knuckles (Mega Drive) parou. No final das contas, foi Sonic Mania (Multi) que, confiantemente, apresentou uma aventura a qual, quase 25 anos depois, continua diretamente de onde S3&K parou — como se tudo desde Sonic Adventure (DC) não tivesse passado de um sonho. Pode até parecer uma tarefa simples, mas não é.





Mais do que um tributo aos títulos clássicos desenvolvidos pela Sonic Team, o jogo se preocupa em atualizar a experiência, guiando-a para o próximo passo natural, caso a transição abrupta para o 3D não houvesse mudado os rumos do gênero e da indústria. Não é à toa que a equipe de produção conte com notórios fãs da série: trata-se de um esforço que requer um conhecimento profundo daquilo que funcionava e caracterizava tais games, sendo que felizmente o resultado mostra que o estudo foi feito com precisão. Da escolha da paleta de cores à fantástica trilha sonora, passando pelo uso dos efeitos sonoros, tudo em Sonic Mania soa autêntico e inspirado do início ao fim.


Sonic vs. Dr. Robotnik, Round 4

Continuando diretamente de onde o final de Sonic & Knuckles nos deixou, a história do jogo é simples e sem grandes rodeios, seguindo os moldes clássicos da época em que o Eggman era conhecido por essas bandas somente como Dr. Robotnik. Após salvarem a Angel Island e resgatarem as 7 Chaos Emeralds e a Master Emerald, Sonic e Tails se veem às voltas com o surgimento de uma nova jóia misteriosa, o Phantom Ruby. Robotnik, junto ao seu novo grupo de elite de Egg-Robos, os Hard Boiled Heavies, conseguem se apossar da gema e utilizam-na para os mais diversos fins — sendo um deles o de enviar Sonic e seus amigos em distorções no tempo e no espaço.



Contando com 12 zonas completas e mais alguns mapas menores para eventos de história, Sonic Mania tem aproximadamente a mesma extensão do ambicioso Sonic 3 & Knuckles. Embora a clássica fusão de cartuchos possa não nos parecer tão gigantesca hoje quanto à época de seu lançamento, o tamanho do jogo se prova uma boa escolha ao balancear uma experiência suficientemente longa e variada, porém plenamente acessível para ser percorrida por completo por diversas vezes, ideal para o modelo de jogo da franquia, que sempre enfatizou o replay.

O elenco do jogo base trazia de volta Sonic, Tails e Knuckles, com a tradicional opção do team-up entre os dois primeiros. A versão Plus adiciona Mighty e Ray, personagens antigos da franquia que aparecem pela primeira vez em um jogo que segue as mecânicas clássicas. Desenhados em um belíssimo trabalho de sprites, que recria com detalhismo e expressividade os designs clássicos, os personagens contam com animações diversas e movimentação muito fluída, um show à parte em 60 fps.



A jogabilidade dos heróis retornantes permanece largamente a mesma vista em S3&K, com pouquíssimas alterações. Todos contam com o tradicional spin dash, e a velocidade e altura do pulo de cada um permanecem praticamente os mesmos. Sonic recebeu um novo movimento chamado drop dash, um spin automático que se ativa assim que o jogador aterrissa no chão, caso aperte novamente e segure o botão de pulo no ar — habilidade que ajuda em alguns chefes e deve ser uma opção a mais para ajudar a cortar tempo nos time trials

Os escudos elementais de Sonic 3 estão de volta e, assim como em sua aparição original, conferem habilidades exclusivas para Sonic: o dash flamejante do escudo de fogo, o pulo duplo magnético do escudo elétrico e ricochete da bolha do escudo de água.  Além dessas habilidades, é possível habilitar para o protagonista o super peel out de Sonic CD (Multi) e o insta-shield de Sonic 3, mediante a coleção de moedas em um dos bonus stages.


Além de atuar como fiel escudeiro imortal do ouriço azul, Tails permanece sendo o melhor personagem para exploração das fases, com sua habilidade de vôo vertical sendo uma mão na roda para se alcançar rapidamente alguns dos pontos mais distantes das fases. Knuckles apresenta sua versátil habilidade de planar, que pode ser utilizada tanto para movimentação quanto para ataque, bem como a de escalar paredes e quebrar certos obstáculos específicos — embora esta última não seja usada tanto quanto em S3&K.

Se na versão original o trio já garantia a possibilidade de se percorrer as fases sob perspectivas diferentes, a adição de Mighty e Ray vem diversificar ainda mais as coisas com suas habilidades inéditas, que se encaixam perfeitamente na jogabilidade bem estabelecida da série, e ajudam a distinguir Mania ainda mais em relação a um simples resgate do passado.

Mighty apresenta uma resistência natural a espinhos (ponto forte instantâneo, no meu entedimento!) e o hammer drop, golpe vertical acelerado que, além de destroçar badniks, pode revelar ítens, quebrar monitores e cavar buracos. Por sua vez, Ray traz uma habilidade de planagem controlada que é melhor descrita como sendo um paralelo à capa de Super Mario World (SNES), o que, combinado com sua alta velocidade, possibilita um estilo versátil e muito divertido de se jogar, já que o movimento é eficiente tanto para regular pulos curtos quanto para percorrer longas distâncias.


A volta ao mundo em 80 loops

Mesclando revisitações de zonas clássicas com localidades totalmente novas, a aventura traz grande diversidade tanto em termos visuais quanto na jogabilidade. Renderizadas na Retro Engine — cuja arquitetura visa intencionalmente reproduzir o funcionamento dos consoles antigos, porém se beneficiando do grande poderio técnico das máquinas atuais — as revisitações às fases já conhecidas são construídas em alta resolução e com um grande nível de detalhamento, porém sem perder os ares inconfundíveis de suas aparições originais.



Já as localidades novas, Studiopolis, Press Garden, Mirage Saloon e Titanic Monarch, inspiram-se com tamanha exatidão nas características essenciais dos jogos clássicos de Sonic que parecem ter saído diretamente de uma realidade paralela onde a Sonic Team ignorou o frisson em torno do 3D e entregou um sucesso histórico do ouriço em 2D ainda para o Sega Saturn. No conjunto, um espetáculo gráfico e jogabilístico retrô que faz figurar no Switch o Sonic clássico em toda glória que nossa memória imaginativa registra (ou seja, sem as limitações SD com a qual os clássicos acabam sofrendo com a passagem do tempo).



Se é verdade que apenas ver stages clássicos redesenhados com o primor gráfico retro-HD de Mania já seria recompensador o suficiente para os fregueses mais antigos da franquia, por sorte a produção do jogo visou uma experiência mais completa do que apenas um “Greatest Hits” do ouriço azul.

O fato é que não há nenhum simples remake ao longo do jogo, mas sim revisitações: embora alguns níveis contem com grandes trechos que replicam exatamente uma fase já existente, é sempre intercalando-os com elementos totalmente novos. As surpresas se intensificam nos segundos atos de cada zona, que frequentemente trazem mecânicas e elementos totalmente novos (ou emprestados de outros lugares conhecidos da série) aos cenários já conhecidos.

No conjunto, o jogo conta com o level design mais sólido da série desde S3&K. Compreendendo muito bem o segredo por trás do imenso fator replay dos games clássicos do ouriço, Mania traz cenários expansivos e detalhados, que contam com diferentes rotas de dificuldade e jogabilidade variável, sendo que as bifurcações que as conectam são constantes e bem distribuídas, possibilitando a exploração livre e repetida da mesma fase sob rotas diferentes, incentivada pelas habilidades diversificadas dos personagens.

Seguindo o modelo de S3&K, cada ato traz um boss ao final, o qual varia entre os carismáticos Hard Boiled Eggs e o próprio Dr. Robotnik, equipado como sempre com suas invenções estapafúrdias. Os chefes trazem um conjunto misto de desafios que saem do que é comum e já esperado para a franquia, com vários momentos divertidos.

Sua curva de aprendizagem é bem pensada, fazendo deles desafiadores o suficiente nos primeiros combates, porém plenamente masterizáveis em pouco tempo, para ajudar na fluência das jogatinas adicionais. Para os fãs de longa data, vários dos bosses trazem referências a elementos históricos da franquia, o que pode compensar o fato de que alguns deles trazem um nível de desafio um pouco abaixo das pelejas 16-bits.



Aos completistas e apreciadores de um bom desafio, a coleta das sete Chaos Emeralds continua a se provar uma grande provação, através de divertidos Special Stages que se encontram em anéis gigantes escondidos à la Sonic 3. A mecânica de “capturar o UFO” e a jogabilidade truncada, que simula um 3D dos primórdios da era 32-bits, remetem aos estágios bônus de Sonic CD (Multi) e do obscuro Knuckles’ Chaotix (32X), trazendo um elemento interessante de balanceamento estratégico entre ganhar velocidade (pegando as esferas azuis) e tempo (coletando os anéis).


Por fim, aos corajosos de plantão, o retorno do famigerado mini-game Blue Sphere em cada checkpoint marcado no modo regular com 25 anéis ou mais garante um belo desafio capaz de recompensar o jogador com moedas colecionáveis de prata (coletando todas as esferas azuis) e de ouro (coletando todos os anéis), que habilitam várias funções, as quais eram exclusivas do modo No Save no lançamento original, porém felizmente são utilizáveis também nos saves em Plus.

Do casual ao speedrunner, o jogador de Sonic Mania tem a garantia de horas e mais horas de um bom desafio retrô na exploração completa de todas as fases, que se inspiram nos maiores acertos de design da Sonic Team nos anos 1990 tanto para recombinar elementos antigos quanto para atualizá-los sob um formato novo e empolgante.


Expandindo os horizontes: Team Sonic em ação!

Se Sonic Mania iniciou sua existência como um projeto paralelo e complementar a Sonic Forces e acabou roubando a cena (e o coração dos jogadores), deixando sua marca como a parte mais positiva da comemoração dos 25 anos do ouriço mais veloz que há, qual seria o próximo passo da empreitada? O tão pedido e aguardado lançamento físico? A adição de novos personagens? Novos modos de jogo? Todas as anteriores?

Sim, todas as anteriores. Sonic Mania Plus pega o trabalho sólido e bem acertado de Mania e adiciona elementos que vão desde detalhes de balanceamento e performance até a adição de dois personagens, além da implementação de um modo de jogo que renova o fôlego da aventura, garantindo ainda mais fator replay para um jogo que já possuía de sobra. 



Mighty e Ray voltam com tudo após um tempo alongado de sumiço desde sua estreia no obscuro arcade de 1993, SegaSonic the Hedgehog. E que retorno! As adições trazidas pelos personagens novos propiciam novos jeitos de se ultrapassar os obstáculos familiares.  Enquanto que o casca-grossa Mighty é um prato cheio para os jogadores que gostam de adotar uma abordagem mais agressiva, Ray acaba sendo a adição mais interessante aos que gostam de experimentar com as plataformagens, com sua habilidade de vôo propiciando um jeito diferente e muito gostoso de se jogar. Ambos possuem sprites criados com a mesma atenção minuciosa destinada ao trio anterior, com animações e movimentação únicas que informam de maneira expressiva e carismática ao jogador a respeito da personalidade de cada um.



Porém somente a adição dos personagens, por melhor que fosse, dificilmente justificaria o upgrade do jogo para a nova versão. É aí que entra a segunda grande estrela de Plus: o novíssimo Encore Mode. Trazendo uma maneira inédita de se jogar, o modo se inspira novamente em jogos anteriores da franquia e, com muita simplicidade, tem sucesso em estabelecer uma mecânica de duplas superior à de Chaotix, e uma dinâmica de equipe mais funcional e divertida do que a vista em Sonic Heroes (Multi) e Sonic Boom (Multi).

Trata-se de um “remix” do tradicional Mania Mode que traz uma nova maneira de se jogar o modo história. Todas as fases receberam mudanças no design visando aumentar o desafio e deixar as coisas frescas para os jogadores que já reviraram cada canto dos stages desde o lançamento da versão inicial do game. Sinalizando a repaginada, os níveis ganharam também uma mudança na paleta de cores. Por exemplo, a nova versão de Green Hill Zone se passa no pôr do sol, enquanto que Press Garden Zone ganha uma iluminação mais escurecida, com transformações diversas na matiz de sua coloração.



Ao invés de selecionar um personagem fixo para todo o save, o jogador começa apenas com Sonic, e deve localizar os outros quatro personagens, que podem ser encontrados em monitores escondidos pelas fases ou obtidos no novo bonus stage, um divertido minigame de pinball que pode ser acessado marcando um checkpoint na posse de 50 anéis. Ao invés de qualquer tipo de contagem de vidas, cada personagem tem apenas uma chance de contribuir com o Team Sonic — uma vez nocauteado, ele só voltará para a equipe quando encontrado novamente.

A mecânica insere assim um elemento de estratégia e sorte no jogo, o qual diverte bastante e ajuda a intensificar o valor de novidade do modo. Selecionar qual personagem é mais adequado para determinado obstáculo, torcer para conseguir obtê-lo e até mesmo assistir ao massacre de sua equipe inteira frente a um incidente infeliz em um boss ganham um contorno inusitado devido à mecânica de “permadeath” simulada. 



Sem limite de tempo, o foco do jogo muda da coleta de anéis e vidas para a exploração completa do cenário e pelo esforço em manter o quinteto sempre completo. Os special stages para a obtenção das esmeraldas também foram remixados para versões mais desafiadoras, apresentando um desafio extra para os completistas que já haviam obtido as formas Super de todos os personagens na versão original. 

Os aumentos na dificuldade são compensados pelo fato de que o jogador sempre conta com uma dupla de personagens na tela, seguindo o modelo Sonic & Tails, o que facilita na coleta de anéis perdidos, no lidar com telas cheias de inimigos e na hora de enfrentar os chefes. Os personagens da dupla são trocáveis com o botão X — deixando-nos pensando a respeito do potencial do modelo para uma continuação, em termos de modos multiplayer cooperativos e de expandir a franquia na direção deste funcionamento em equipe, já tentado anteriormente mas nunca de forma tão acertada e divertida.




A versão definitiva de um clássico instantâneo

Revisitando as raízes da série e compreendendo muito bem o essencial daquilo que fez dela o que foi em sua era clássica, Sonic Mania Plus expande a experiência da versão base do jogo, trazendo uma experiência renovada para os que já jogaram e mais valor agregado aos que ainda não o fizeram e pretendem experienciar o pacote todo pela primeira vez. Os novos personagens e o Encore Mode mais do que justificam o upgrade, garantindo ainda ainda mais fator replay ao título.

Bebendo da fonte dos clássicos com inventividade, o game cutuca descaradamente a veia nostálgica dos jogadores que viveram a era 16-bit e presta uma bela homenagem ao passado — sem no entanto se esquecer de, em primeiro lugar, ser uma experiência primorosa de plataforma 2D em alta velocidade. Em sua versão mais polida e repleta de conteúdo, o jogo consegue se provar como um verdadeiro clássico instantâneo, o primeiro título obrigatório a figurar na biblioteca do ouriço em muito, muito tempo. Que não demore tanto para a próxima vez!

Prós

  • Gráficos primorosos resgatam o charme dos títulos 16-bit, com um acabamento em alta definição que não faz perder seus ares autênticos;
  • Trilha sonora fenomenal, contando com belos remixes de algumas das melhores faixas da franquia, além de músicas originais que soam vindas diretamente de 1995;
  • Jogabilidade excelente reproduz com fidelidade a experiência dos clássicos da franquia;
  • Desempenho da versão Plus otimizado no Switch, rodando a 60 fps mesmo no modo portátil;
  • Level design bem acertado, trazendo um bom equilíbrio entre exploração e velocidade;
  • Novos personagens encaixam perfeitamente no jogo, trazendo novas formas de se jogar com as mecânicas já conhecidas;
  • Alto fator replay, com fases diversificadas, boa variedade de colecionáveis e desafios de tempo;
  • Encore Mode traz uma nova maneira, divertida e desafiadora, de se jogar Sonic, aumentando o fator replay.

Contras

  • Presença de alguns glitches.
Sonic Mania Plus (Switch/PS4/XBO/PC) — Nota: 10
Versão utilizada para análise: Switch
Revisão: João Paulo Benevides
Análise produzida com cópia digital cedida pela Sega
Giba Hoffmann escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

Comentários

Google+
Disqus
Facebook