Digimon: as aparições dos monstrinhos em consoles Nintendo

Alguns dos melhores jogos da franquia estão nos portáteis da Nintendo.

Em novembro de 1996, a Bandai lançou no Japão uma linha de brinquedos chamada Tamagotchi. Tratava-se de um minigame portátil, um pouco maior que um relógio, em que o objetivo era cuidar de um animalzinho de estimação digital, como se fosse de verdade. O brinquedo foi uma febre no mundo todo, incluindo aqui no Brasil, onde recebeu o apelido carinhoso de “bichinho virtual”.

Tudo começou como um Tamagotchi com novas funções
Apesar do sucesso, o brinquedo possuía um apelo maior para meninas, afastando uma parcela do público masculino. Sabendo disso, no ano seguinte, a Bandai lançou Digimon Virtual Pet, uma versão de Tamagotchi com bichinhos que podiam evoluir para seres monstruosos e batalhar entre si.

A empreitada deu certo e a marca Digimon se estendeu para outras mídias, como animes e games, atraindo gerações de fãs em ambos os campos. É certo dizer que a febre de Pokémon ajudou para que isso acontecesse, mas foi mérito próprio se manter no mercado até hoje.

A intensidade presente nas séries animadas e a sempre presente busca por novidades e gameplays diferenciados em seus games fazem de Digimon uma franquia independente e única, sendo um tanto quanto injusto rotulá-la como “um genérico de Pokémon para Playstation”.
Digimon World (PlayStation) buscava adaptar o bichinho virtual para o videogame
Digimon ficou marcada como uma série de games para os consoles da Sony, afinal, foram para eles que saíram seus principais títulos. Porém, Agumon e companhia aparecem de vez em quando para dar um “oi” aos Nintendistas com diferentes games. Nesta matéria, você conhece um pouco sobre cada um deles.

Digimon Battle Spirit (GBA)

Com personagens das três primeiras gerações do anime, Digimon Battle Spirit é um game de luta que lembra Smash Bros. Em cenários com várias plataformas, os participantes devem coletar bolinhas de energia que saem dos adversários ao serem golpeados. Em meio à batalha é possível evoluir temporariamente para causar mais danos. O game foi lançado para Game Boy Advance em 2001.

Digimon Battle Spirit 2 (GBA)

Lançado em 2003,a continuação de Digimon Battle Spirit mantém o gameplay do primeiro game e traz personagens da quarta geração. Porém, deixa de lado o elenco anterior. 

Digimon Rumble Arena 2 (Game Cube)

Rumble Arena pode ser considerado uma adaptação de Battle Spirit para consoles de mesa. Assim como a série de GBA, as batalhas em cenários cheios de plataformas são o foco do título, porém, os gráficos são em 3D e a lista de personagens jogáveis é maior. Outra diferença está na condição de vitória: o game possui uma barra de vida, como em outros jogos de luta. 

Digimon Racing (GBA)

Sim. Existe um game de corrida dos monstrinhos digitais no estilo de Mario Kart. Seu nome é Digimon Racing e foi lançado para o Game Boy Advance em 2004. Os cenários são baseados em localizações do anime, dividindo-se em campeonatos, como na franquia de karts do bigodudo. O diferencial é que é possível evoluir seu Digimon em meio às corridas e enfrentar chefões. 

Digimon World DS (NDS)

O primeiro RPG da franquia para um console Nintendo saiu para o DS em 2006. Em Digimon World DS, o jogador é transportado para o mundo digital por um computador de sua escola. Assim, ele se torna um tamer, como são chamados os treinadores de monstrinhos digitais e vive diversas aventuras. O sistema de batalha é por turnos e engloba alguns elementos de jogos de táctica, como movimentar o seu monstrinho pelo cenário. Lembrando um pouco a cidade de Digimon World para Playstation, o jogador tem entre suas missões povoar uma fazenda de monstrinhos. Diferente dos outros games da franquia que saíram para Nintendo até então, este RPG não tem foco em trazer elementos do anime, mas é possível encontrar alguns personagens da quinta geração. 

Digimon World Dawn e Dusk (NDS)

As continuações de Digimon World DS, Dawn e Dusk, foram lançadas ao mesmo tempo, em 2007. São dois games diferentes que compartilham o mesmo plot e gameplay, porém, possuem Digimons e áreas diferentes.

Digimon World Championchip (NDS)

Em Digimon World Championship, lançado em 2008 para Nintendo DS, o jogador tem de treinar e cuidar dos seus monstrinhos, como no primeiro game para Playstation, e inscrevê-los em batalhas competitivas. O game é controlado com o uso da tela de touch do portátil.

Digimon Story: Lost Evolution (NDS)

Digimon Story: Lost Evolution retorna ao gameplay dos outros RPGs da franquia lançados para NDS. O game foi lançado apenas no Japão, em 2010.

Digimon Story: Super Xros Wars Blue e Red (NDS)

Baseados na sexta geração do anime, Digimon Story: Super Xros Wars Blue e Red, são mais dois RPGs para o Nintendo DS, lançados simultaneamente em 2011. A comparação com os títulos da primeira geração de Pokémon é inevitável e, desta vez, justa. Diferente de Dawn e Dusk, em que os games eram diferentes, Blue e Red são praticamente os mesmos jogos, com algumas leves alterações que permitem a interação entre quem possui uma versão e outra.

Digimon World Re: Digitalize (3DS)

O gameplay do primeiro Digimon World para Playstation é ressuscitado no título de estreia da franquia no 3DS, lançado em 2013. Além de salvar o mundo digital, o jogador tem de treinar seu monstrinho e cuidar de sua saúde para que ele não morra. As batalhas são passivas para o jogador, como no game original, mas com o tempo, novos comandos são liberados. 

Digimon Universe: Appli Monsters (3DS)

Em 2016 foi lançado um spin-off da série chamado Appli Monsters. O projeto incluiu um anime e um game exclusivo para 3DS. Trata-se de um RPG com batalhas por turnos e monstrinhos diferentes. 

Digimon Survive (Switch)

Previsto para 2019, Digimon Survive será um RPG em que as escolhas do jogador o levarão para desfechos diferentes. Pelo que foi apresentado até agora, a câmera será em primeira pessoa nos momentos de exploração e as batalhas serão no estilo tactics.

Revisão: André Luís de Carvalho
Bruno Bonatto escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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