Super Mario Odyssey (Switch): um ano em nossas vidas

A mais recente aventura de Mario completou um ano para lá especial, se tornando um clássico instantâneo de público e crítica. Venha relembrar essa odisseia.



Há pouco mais de um ano nós nos aventuramos novamente com Mario em sua primeira odisseia. Sem dúvida foi um dos jogos determinantes para aqueles que não se convenceram em comprar o Switch com o The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Switch/Wii U).


Pois bem, depois de muitos mundos, luas e a destruição de um casamento, nós pudemos entrar em contato com uma aventura do Mario nos melhores moldes possíveis, trazendo a maravilhosa mecânica de exploração que fez tanta falta desde Super Mario Sunshine (NGC).

E nesses trezentos e sessenta e tantos dias que se passaram, a Big N trouxe algumas novidades que prolongavam mais um pouco a vida para aqueles aventureiros assíduos que, mesmo conquistando as 999 luas disponíveis no jogo, não estavam satisfeitos e queriam ainda mais.

A volta daquele que não foi

Sim, todos, sem exceção, ficamos com saudade do Luigi. O esguio irmão mais novo não deu nenhuma pista de sua participação ao longo de toda a aventura. Muitos de nós, os jogadores, aguardamos que algum contato acontecesse ao longo da odisseia. Porém, demos com os burros n’água. 

Mesmo em momentos em que imaginávamos que teria um gancho para uma participação especial do medroso esverdeado, não fomos contemplados. Mas, a Nintendo não é burra e deu a Luigi o mesmo veículo que um famoso padre...

E assim o minigame Balloon World [Mundo dos Balões] foi adicionado ao game. Foi uma adição que dividiu um pouco os jogadores, alguns estavam satisfeitos com um novo minigame competitivo, um novo desafio para conseguir alcançar altas pontuações mundiais, além de transformar Mario em um exímio praticante de parkour


Enquanto alguns esperavam que Luigi traria consigo um novo mundo, ou, assim como na duologia Super Mario Galaxy (Wii), assumiria a aventura como o novo aventureiro na missão de inflar completamente a nave Odyssey, não foi o que aconteceu.

O minigame em si é bastante divertido e possui uma proposta interessante, encontrar e estourar um balão escondido em um respectivo reino, em apenas 10 segundos. Jogadores do mundo inteiro mostraram suas habilidades e conhecimentos aprofundados das mecânicas e dos cenários para tornar a aventura realmente desafiante.

Mas, nem todos se satisfizeram com o jogo, mesmo com a infinidade de possibilidades de desafios. O jogo acabava bastante repetitivo, e em pouco tempo, sem propósito real, exceto melhorar os balões que carregam Luigi. Mesmo assim, pudemos matar a saudade do caçula dos irmãos, é alguma coisa, não?

Vestido a caráter!

Uma das coisas que fizeram vários jogadores, eu inclusive, pularem em suas cadeiras ao assistirem aos primeiros trailers de Odyssey foi a possibilidade de trocar as vestimentas de Mario. Uma adição bastante cosmética, e francamente, pouco significante em termos de jogatina. 

Mas o guarda-roupa vasto do encanador mostra empenho da Nintendo em fazer um jogo de qualidade, principalmente na caracterização e aprofundamento dos vários reinos do jogo. E claro, acionar os doidos por colecionar itens extras disponíveis no jogo.

Mesmo assim várias outras roupas foram adicionadas ao jogo, como as roupas da família de vilões Broodals, roupa de astronauta e de maestro. E, se nos basearmos nas descobertas dos empenhados data miners da internet, ainda há mais roupas, estas são liberadas em datas específicas, como a roupa de zumbi que já foi liberada no Halloween e a de Papai Noel, provavelmente no Natal deste ano.

Arte importa!

As Hint Arts [Artes Dicas] eram pistas que punham o lado Sherlock Holmes de todos os aventureiros da odisseia para pensar, pois as ilustrações davam pistas, dicas de onde uma estrela estava escondida. A questão é: essas luas específicas estão sempre escondidas em outros reinos que não aquele onde sua respectiva arte se localiza.

E os supracitados data miners acabaram encontrando na versão inicial do game diversas Hint Arts que não foram utilizadas no game em si, isso pois muitos conteúdos não utilizados nas versões finais dos jogos podem ser encontrados nos dados do software (quem quiser procurar na internet, saiba que há vídeos e mais vídeos sobre o assunto no YouTube).

E já que a Nintendo andava bastante truqueira e atenta às atividades dos jogadores na internet, as Hint Arts que foram liberadas aos poucos na última atualização não eram novas, na realidade eram as mesmas encontradas na pilha de conteúdo não utilizado. Porém essas obras de arte não levam a novas luas, apenas a duzentas moedas douradas dadas por um Luigi pixelizado, já é alguma coisa, né?

Um game que permanece


Passamos acima sobre algumas coisas que foram adicionadas à obra prima que Super Mario Odyssey é, nenhuma destas adições seria necessária peça-chave para a importância e qualidade que este game marcou para a história da Nintendo e da franquia Super Mario. Mas também não podemos esquecer que a Big N não faz muita questão que esqueçamos completamente deste título maravilhoso.

Além das adições acima, outras coisas menores vieram, como: melhorias em bugs e problemas encontrados pelos jogadores até a última atualização feita até o momento, aumento da velocidade no desafio de pular corda em New Donk City, mais filtros no modo de fotografias e por aí vai.

A melhor parte de entrar nesse assunto, além de uma chance de poder rasgar mais seda para o jogo, é que tudo isso pode ser apenas o início, já que o atual presidente da Nintendo disse que a empresa tem interesse em trazer novas DLCs para grandes títulos já publicados. Muitos, assim como eu, esperam que Super Mario Odyssey seja contemplado nessa soma.

Vida longa à Odisseia!

Revisão: João Paulo Benevides
Victor Carozzi escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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