#SuperMario35: O que há de especial na franquia?

No dia do aniversário de Super Mario Bros., a equipe do Nintendo Blast reflete sobre os fatores que tornam a série tão marcante e única.




Há 35 anos, a fórmula é praticamente a mesma: Mario deve atravessar dezenas de fases para derrotar Bowser e salvar a princesa Peach. Apesar do roteiro batido, a série continua encantando gerações. No dia em que Super Mario Bros. completa três décadas e meia de vida, a equipe do Nintendo Blast recebeu a missão de tentar desvendar os aspectos que tornam os games do encanador bigodudo tão marcantes.


Para isso, perguntamos para os membros do nosso time: “o que há de especial na franquia?”. As respostas você confere logo abaixo.

Vinícius Veloso

Tenho uma relação bastante especial com a série, afinal, Super Mario World foi o primeiro game que joguei na vida. Porém, para tentar responder a essa pergunta, vou usar mais a razão do que o coração. Acredito que um dos principais motivos que tornam a franquia especial é sua imensa capacidade de se reinventar, além de apresentar novos conceitos que acabam criando tendências em toda a indústria.

Super Mario Bros. revolucionou a maneira como os games eram vistos até o início dos anos 1980; Super Mario Bros. 3 pegou tudo o que havia dado certo no primeiro capítulo da série e expandiu de maneira inacreditável; Super Mario World foi um dos melhores jogos do Super Nintendo (mesmo sendo um dos títulos de lançamento da plataforma); e Super Mario 64 é considerada a melhor conversão do 2D para o 3D.

Todas essas inovações (além de outras) colocam o bigodudo como referência e despertaram o surgimento de diversos “Mario’s killers” ao longo do tempo. Mascotes que buscavam inspiração no personagem máximo da Nintendo e procuravam melhorar determinadas características de gameplay para tentar destronar o encanador. Porém, foram pouquíssimos os que conseguiram sucesso e praticamente nenhum alcançou os 35 anos ainda no auge.



Júnior Santos

O “Bros.” no nome da série principal tem significado especial para mim. Tenho uma irmã alguns anos mais nova e desenvolvemos juntos essa paixão por videogames. Nosso primeiro videogame foi um clone chinês do Nintendinho, um NES-on-a-chip que trazia alguns jogos na memória. O primeiro da lista era Super Mario Bros.. Por tardes e tardes vivemos diversas aventuras acompanhados por outros irmãos, Mario e Luigi.

Depois veio o Super Nintendo com o incrível Super Mario World, que levou essa experiência fraterna a um nível extremo. Quando um dos dois chegava ao Game Over, o outro doava algumas vidas para que os dois prosseguissem juntos até o fim da aventura. Também nos dividíamos entre as rotas alternativas do jogo para conseguir completar todas as saídas.

Mas, o ponto alto da série, para mim, foi com o Wii. O multiplayer caótico para quatro jogadores de jogos como New Super Mario Bros., Mario Kart Wii e Mario Party 8 foram motivos de muitas risadas e momentos cômicos entre meu grupo de amigos.

O que torna a série tão especial é a capacidade de entrega após se reinventar sem perder a essência, e conseguir fazer-me sentir a mesma sensação que senti aos oito anos quando joguei um Super Mario pela primeira vez.



Daniel Morbi

Além de colaborar com o Nintendo Blast, atualmente trabalho em uma escola na cidade de São Paulo. Todo ano, há festas de Carnaval e Halloween para os alunos da Educação Infantil e é inevitável: há sempre crianças fantasiadas de Mario. Isso me deixa pensativo. Como um mascote com 35 anos nas costas consegue cativar uma criança que hoje não tem mais de cinco anos? Não seria ele coisa para pessoas dos anos 1980 e 1990, como eu? Mas, então, eu me recordo de quando eu tinha a idade desses estudantes.

Perto de minha casa, havia uma locadora de vídeos com um estande de Nintendo 64. Quando a visitava, sempre corria para jogar o mesmo game em demonstração: Super Mario 64. Lembro-me que não sabia o que tinha que fazer. Meu prazer era só ficar correndo pelo castelo da Peach e ver o bigodudo fazer suas clássicas interjeições a cada pulo que dava. O que me deixava vidrado na tela era o quão alegre ele parecia estar em sua aventura.

Os anos se passaram, os consoles mudaram, novos jogos da série vieram, mas a sensação de alegria se manteve a mesma. Acho que é isso que faz a franquia ser especial para mim, para as crianças da escola e para muitas pessoas de várias gerações. Seus games, além de serem referência no gênero plataforma, despertam um encantamento necessário no nosso dia a dia. É como se Mario nos mostrasse que é possível encarar desafios com positividade, uma mensagem que tanto quem nasceu na era do NES quanto quem teve o Switch como primeiro console consegue se identificar.



Icaro Sousa

Falar de Mario, para mim, é falar de como videogames marcaram — e marcam até hoje — minha vida. Meu primeiro contato com o encanador foi assistindo o desenho que passava na televisão durante as manhãs. Fiquei encantado em saber que aquele desenho era baseado em um jogo e logo fiquei ansioso para jogar.

Quando joguei Super Mario World pela primeira vez, vibrei a cada fase que eu vencia, e chorei — era criança, ora — ao tentar completar as fases especiais na Star Road. Era fantástico para mim observar como o universo de Mario conseguia se encaixar em qualquer tipo de jogo: Mario Kart conseguia ser mais divertido do que os outros jogos de corrida do SNES e Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars era um RPG à altura das joias presentes na franquia Final Fantasy.

Quando adquiri meu Nintendo 64, tive a oportunidade de jogar Super Mario 64 e lá estávamos nós correndo atrás das 120 estrelas. Não bastando, também pude ver o bigodudo se aventurar em outras lavouras, em um jogo de tabuleiro virtual (Mario Party) e em um jogo de luta (Super Smash Bros.).

Eu fui crescendo, novos videogames surgiram, e lá estavam sempre jogos nos quais nosso querido encanador marcava presença.  Hoje, aos 34 anos de idade, me encontro com Mario em outra aventura: Paper Mario Sticker Star, e aguardo ansiosamente o lançamento da coletânea Super Mario 3D All-Stars nesta semana.

Há quem diga que Mario é coisa de criança, acredito que todo nintendista já ouviu isso. De minha parte, digo que há em mim até hoje aquela criança que, 30 anos atrás, ligava a TV para ver o desenho Mario Bros..



Patrick Pinheiro

Não seria exagero afirmar que o Mario esteve presente nos melhores momentos da minha vida. O encanador foi o figura chave em diversas tardes de diversão com meus amigos, namorada e, atualmente, até o meu filho de três anos já é fã de carteirinha do bigodudo! Diferente dos outros protagonistas, o herói do Reino do Cogumelo não se limitou apenas em salvar a princesa quando foi necessário, ele trouxe as melhores experiências multiplayer em séries como Mario Kart, Mario Party e Super Smash Bros..

Talvez o maior charme do encanador esteja em sua simplicidade. Mario é gente como a gente: baixinho, barrigudo, não mora em um palácio e ainda aceita qualquer desafio. Junto com isso, o mascote da Nintendo esbanja simpatia, não é à toa que o seu sucesso já dura por gerações.

Colocar a experiência do jogador acima de tudo, de diferentes maneiras, é motivo dessa franquia ser tão especial. Pode ser de férias em uma ilha, ou em uma cruzada entre as galáxias, cada aventura do Mario é única. Dessa forma, não surpreende que todo anuncio de um jogo com o bigodudo seja celebrado pelos fãs, já que, sem dúvidas, será uma experiência inédita e diferente de tudo.

Obrigado por nos proporcionar tantos momentos. Feliz aniversário de 35 anos, Super Mario!



Eduardo Comerlato

Sempre tive curiosidade sobre o meu amor pela franquia Super Mario. Não questionava o óbvio — de fato, ele sempre existiu, de forma perceptível e imensa. Perguntava sobre como sua intensidade foi formada.

Acontece que, em relações que envolvem o tempo e memória, principalmente oriundas da infância, duvidamos dos sentimentos. Super Mario World era, de fato, tão mágico assim? Ou estaria eu sentindo a deslumbrância proporcionada pelos olhos de uma criança diante da amplitude de Super Mario 64?

Pois bem, tive de esperar para descobrir. E percebi que tudo permanece. Joguei Super Mario Galaxy em 2007 da mesma maneira que seus antecessores, assim como me aventurei no mais recente Odyssey com um sorriso bobo.

O olhar era o mesmo. O espírito também.

Ele é a garantia de um sentimento equivalente à nossa melhor memória de infância. A mais jovem alegria personificada em um encanador. E mais, o amor por Mario pode enlaçar qualquer um que o controle, seja pela primeira ou pela milésima vez. Sua grandeza só aumenta.

A franquia do personagem capaz de quebrar qualquer barreira temporal está completando 35 gloriosos anos. Parabéns, Super Mario!



João Gabriel Haddad

Super Mario desempenha um papel crucial na indústria dos videogames mundo afora. O pioneirismo presente em diversos jogos da série, aliado à acessibilidade, permitiu que praticamente qualquer jogador tivesse a oportunidade de ir além de um simples contato com as aventuras do bigodudo. Dessa forma, Super Mario se tornou, para muitos, sinônimo do mundo dos videogames.

Para mim não é diferente. Mario está presente na minha vida desde quando meu primo me apresentou seu Nintendo DS com Mario Kart DS, por volta dos meus seis anos. Ainda que já fosse familiarizado com jogos no computador pessoal, o Nintendo DS, que ganhei alguns meses depois, me mostrou que a franquia Mario conseguia ser muito mais do que mero passatempo. Jogar Mario Kart com oito amigos simultaneamente, disputar a estrela com meu primo no versus mode do New Super Mario Bros. e explorar sozinho o jardim do Peach’s Castle do Super Mario 64 DS são alguns exemplos em que “jogar videogame” desempenhou um papel maior do que a expressão sugere.

Todas as experiências citadas acima possibilitaram que eu me conectasse comigo mesmo ou com quem eu amo, enquanto estava imerso numa atmosfera única, que apenas o Mushroom Kingdom (e, claro, os outros reinos por onde Mario se aventura) pode oferecer. Essa façanha foi possível graças à inovação e acessibilidade que estão presentes nos jogos do bigodudo até hoje. A criação de mecânicas de gameplay únicas e títulos que ditaram tendências por décadas, recorrentes ao longo de seus 35 anos, fizeram com que Super Mario não seja apenas o mascote mais popular dos games, mas, também, permitiram que acumulássemos inúmeras experiências memoráveis ao seu lado do NES ao Switch – e esperamos que por muito mais tempo!




 

E você, caro leitor, quais suas opiniões? Porque Super Mario Bros. é especial?
Revisão: João Gabriel Haddad

É jornalista e obcecado por games (não necessariamente nessa ordem). Seu vício começou com uma primeira dose de Super Mario World e, desde então, não consegue mais ficar muito tempo sem se aventurar em um bom jogo. Diretor de Redação do Nintendo Blast.


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