Vem aí

Prévia: OMORI (Switch) promete emocionar com o conflito interpessoal de sua narrativa

O indie trata as nuances de viver (e lidar) com o sentimento de culpa e a depressão.

omori switch

E se pudéssemos viver em um mundo em que tudo é colorido e todos (con)vivem em harmonia? Às vezes, é normal procurarmos um refúgio, mesmo que em nossa mente, para quando tudo no mundo parece ir de mal a pior.


Porém, o que acontece quando a realidade e a fantasia trocam de lugar porque tudo à nossa volta parece estar sucumbindo? Essa é a proposta de OMORI, um RPG desenvolvido por OMOCAT e originalmente lançado no Steam em 2020, que finalmente chega ao Switch no próximo dia 16 de junho. Adianto que, para evitar spoilers, esta prévia contará apenas com as informações mais relevantes a respeito do jogo.

omori switch

As aparências enganam

À primeira vista, o projeto de RPG Maker parece mais um jogo colorido que gira em torno dos amigos Omori, Aubrey, Hero e Kel em uma aventura fantástica sobre amizade. Contudo, todas as cores, paisagens e aparências inofensivas escondem um grande conflito interpessoal pautado por depressão, ansiedade e até mesmo suicídio, intercalando o incrível mundo de faz-de-conta de Omori e os acontecimentos no mundo real.

Por mais que as artes sejam cativantes, e por vezes várias das situações deem um “quentinho no coração”, a história aborda transtornos mentais sem pestanejar, a começar pelos dois mundos apresentados por Omori: o ideal e o real. Inclusive, o RPG tem uma jogabilidade mais focada em leitura, algo não muito comum no gênero, com direito, em dados momentos, a escolhas que devem ser feitas durante a campanha, interferindo assim no desfecho da história.

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O sistema de combate, seguindo o padrão de jogos feitos em RPG Maker, usa o sistema de turnos. Embora seja uma mecânica exaustivamente adotada até mesmo em títulos grandes, OMORI consegue explorá-lo de maneira exemplar ao introduzir ataques, buffs e debuffs baseados nas emoções e sensações humanas, como tristeza, alegria e raiva, tudo isso com uma trilha sonora capaz de fazer com que o jogador mergulhe de cabeça no mundo do jovem protagonista.

OMORI, enquanto RPG com combate em turnos, não traz muitas inovações, bem como os temas explorados pela sua narrativa não são inéditos no universo dos videogames. Contudo, a forma como OMOCAT conseguiu abordar todos os temas de maneira abrupta, mas paradoxalmente sutil faz com que este indie nos ajude a repensar certas situações e atitudes que temos no nosso dia a dia, sendo uma ótima pedida para pessoas que têm dificuldades para lidar com seus próprios fantasmas.
OMORI — PC/PS5/PS4/Switch
Data de lançamento: 16 de junho de 2022
Desenvolvedora: OMOCAT
Gênero: RPG em turnos, terror psicológico
Expectativa: 5/5

Revisão: Davi Sousa

Também conhecida como Lilac, é fã de jogos de plataforma no geral, especialmente os da era 16-bits, com gosto adquirido por RPGs e visual novels ao longo dos anos. Fora os games, não dispensa livros e quadrinhos. Prefere ser chamada por Ju e não consegue viver sem música. Sempre de olho nas redes sociais, mas raramente postando nelas. Icon por 0range0ceans
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