Detective Pikachu Returns (Switch) e o que poderia melhorar em uma sequência

O que um terceiro Detective Pikachu poderia melhorar tendo em vista a proposta do jogo de Switch?

Detective Pikachu Returns foi lançado no dia 6 de outubro e trouxe uma boa evolução para a gameplay em relação a seu antecessor de 3DS. A história já apresentou uma conclusão satisfatória para o grande mistério, mas os desenvolvedores mencionaram que gostariam de fazer mais um jogo. Com as melhorias de Returns, decidi pensar em algumas coisas que essa potencial sequência poderia fazer para aproveitar ainda mais a ambientação como spin-off de Pokémon.

Manter o conceito central: aventura para crianças

Primeiramente, vale destacar que o conceito da série é voltado a ser a introdução de um público mais jovem e inexperiente no mundo de jogos de investigação criminal. Essa ideia de um jogo de aventura relativamente leve e acessível é fundamental para a série e deve ser preservada como parte da sua identidade.

Tradução para mais línguas

Como um jogo voltado a públicos mais novos, uma falha notável de Detective Pikachu Returns e seu antecessor é a ausência do português. Quanto mais opções de língua, mais fácil garantir que jogadores de vários países tenham uma boa experiência, já que a leitura e o entendimento dos casos é fundamental.

Um bom exemplo da diferença que isso faz para esse público é o vídeo curto de animação divulgado no canal oficial de Pokémon. Nele, podemos ver Tim e Pikachu resolvendo o caso do roubo de um pudim, e o fato de ele estar totalmente dublado e em português faz com que uma criança o aproveite com muito mais facilidade.

Mais Pokémon auxiliares

Uma das principais adições de Detective Pikachu Returns é o fato de que podemos contar com parceiros Pokémon que nos ajudam nas investigações. Além do grande detetive que dá nome ao jogo, temos o apoio de:
  • Growlithe para farejar rastros de cheiro;
  • Galarian Darmanitan para quebrar pedaços maciços de pedra e gelo;
  • Luxray para ver atrás de parede como um raio-X;
  • Pangoro para empurrar blocos.
A adição desses aliados adiciona uma camada de puzzle ao jogo que é bem-vinda para variar a exploração. Porém, seria interessante se o próximo título trouxesse ainda mais Pokémon cujos poderes são úteis para investigar os casos.

Casos mais exóticos que só poderiam ser feitos por Pokémon

Um ponto que seria muito interessante de explorar melhor em um próximo jogo é a própria constituição dos casos. Geralmente em mistérios, os autores tentam criar casos com soluções rocambolescas que podem parecer impossíveis à primeira vista. Nesse sentido, seria possível apresentar elementos que só poderiam ser feitos com a ajuda de Pokémon específicos.

Há alguns casos que brincam um pouco com essa noção, como o roubo da joia em Detective Pikachu Returns, mas ainda há uma forte sensação de que as coisas são mais simples do que poderiam. Com isso, seria interessante que um futuro jogo explorasse ainda mais a fundo como certos casos só poderiam existir nesse mundo.

Mais extras e recompensas

Um ponto que me surpreendeu em Detective Pikachu Returns foi a presença de missões opcionais durante a resolução dos casos. Sinto que isso ajuda a dar uma noção bem mais ampla do mundo para além da trama principal.

Infelizmente, resolver esses casos só serve para massagear o ego do jogador complecionista. Com isso, acho que seria interessante que um próximo jogo trouxesse não apenas mais tarefas secundárias, como também tivesse algum sistema de recompensas.

Esses elementos poderiam até ser só coisas cosméticas, tipo roupas para o Pikachu e Tim, ou dinheiro para comprar itens, como café, que tivessem funções pequenas. O importante é incentivar o jogador médio a se comprometer um pouco mais com as missões.

Uma miríade de possibilidades

As pequenas adições de Detective Pikachu Returns em relação ao seu antecessor são passos significativos para a evolução da proposta de investigação de mistérios no mundo de Pokémon. Nesta lista, busco discutir algumas coisas que considero que poderiam fazer uma sequência ser ainda melhor sem deixar de lado a essência de ser um jogo de entrada no gênero. E vocês, conseguem pensar em outras coisas que poderiam ser bem-vindas em um terceiro Detective Pikachu?
 
Revisão: Vitor Tibério

é formado em Comunicação Social pela UFMG e costumava trabalhar numa equipe de desenvolvimento de jogos. Obcecado por jogos japoneses, é raro que ele não tenha em mãos um videogame portátil, sua principal paixão desde a infância.
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