Resident Evil Requiem é o nono título da franquia numerada, desenvolvido pela Capcom com foco no survival horror clássico, aproveitando os 30 anos da série para entregar um capítulo marcante e carregado de significado. O game tem lançamento marcado para 27 de fevereiro de 2026, com estreia mundial em diversas plataformas, incluindo o Nintendo Switch 2, trazendo gráficos e animações de alto realismo graças à consagrada RE Engine.
Importante: Esta Prévia foi elaborada com base nas informações divulgadas oficialmente pela produtora e em conteúdos disponíveis na internet até o momento. Como o jogo ainda está em desenvolvimento, detalhes como mecânicas, conteúdo e desempenho final podem sofrer alterações até o lançamento.
História e ambientação
O título se passa 30 anos após o incidente em Raccoon City — uma escolha que parece tudo menos coincidência —, trazendo novamente esse cenário icônico agora em ruínas e aprofundando ainda mais seu contexto, história e os contos que permeiam a saga.A campanha começa com Grace Ashcroft, uma analista técnica do FBI e filha de Alyssa Ashcroft (vista em Resident Evil Outbreak), que precisa investigar uma série de mortes causadas por doenças misteriosas. Esses eventos podem estar diretamente ligados ao passado da Umbrella Corporation — a megacorporação farmacêutica e tecnológica criada oficialmente para desenvolver medicamentos, mas que, por trás da fachada, conduziu pesquisas biológicas e armamentistas, sendo responsável pela criação do T-Vírus, G-Vírus, entre outros — e ao terror biológico que marcou a série ao longo dessas três décadas.
A Capcom descreve Requiem como um título que busca resgatar o medo e a tensão que definiram o primeiros jogos, equilibrando o horror psicológico com momentos de ação cinematográfica, unindo o melhor dos dois mundos. Com o último showcase no dia 15 de janeiro, ficamos sabendo que poderemos jogar tanto em primeira pessoa como terceira, deixando assim a escolha a nossa escolha.
Elenco até o momento
O game conta, até agora, com dois protagonistas de peso. Existem ainda vazamentos sobre personagens não anunciados que indicam a presença de mais figuras importantes na trama, mas prefiro não me aprofundar nesse ponto enquanto não houver confirmação oficial por parte da Capcom.Grace Ashcroft
Protagonista da história, Grace é interpretada pela modelo Julia Pratt e representa uma nova geração dentro do universo Resident Evil, ainda que diretamente conectada a personagens e eventos do passado. Com um gameplay mais cadenciado, a personagem não possui experiência no combate contra armas biológicas, o que reforça uma abordagem mais tensa e contida — algo que remete diretamente ao estilo de Resident Evil 7: biohazard nesse aspecto.Leon S. Kennedy
Confirmado recentemente no terceiro trailer, Leon retorna como personagem jogável e como coprotagonista, assumindo um papel de destaque em boa parte da narrativa ao lado de Grace e reforçando a ligação entre o passado e o presente da franquia. Com mais de 30 anos de experiência, seu gameplay mescla elementos de Resident Evil 2 Remake e Resident Evil 4 Remake. Aqui, Leon conta com uma machadinha que pode ser usada para aparar golpes, mas que exige manutenção constante, sendo necessário afiar a lâmina para continuar utilizando o recurso.O que esperar
A Capcom finalmente liberou mais trechos de gameplay de Requiem, evidenciando uma proposta que abraça o terror clássico de forma mais cadenciada, com ambientes claustrofóbicos, escuros e a presença constante de um monstro que persegue a protagonista ao menor descuido. Qualquer barulho pode ser fatal, exigindo do jogador estratégia e cautela, além da busca por áreas iluminadas para escapar das garras do inimigo, já que a luz é sua principal fraqueza. Grace também contará com a arma que dá nome ao game; ainda não foi revelado como ela a obterá, mas sua importância é clara, sendo fundamental em momentos de grande perigo, sobretudo diante da menor disponibilidade de munições e recursos.![]() |
| Grace conta com poucos espaços no inventário |
Os zumbis clássicos da série estão de volta, acompanhados de novos inimigos igualmente aterrorizantes. Requiem se dedica a manter o jogador em constante estado de tensão, apostando no terror psicológico, na exploração cuidadosa dos cenários, na administração de recursos, em puzzles e em encontros de alto risco — equilibrando momentos claustrofóbicos com sequências de ação mais intensas quando necessário. Aqui, os zumbis parecem preservar resquícios de suas antigas rotinas, reproduzindo ações do que faziam quando estavam vivos: camareiras limpando banheiros, cozinheiros cortando carne e outras cenas perturbadoras que só reforçam o desconforto e a atmosfera opressiva do jogo.
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| No mínimo, pertubador! |
O produtor e o diretor do projeto também já comentaram sobre as dificuldades e responsabilidades de revisitar Raccoon City, um dos maiores pilares da identidade de Resident Evil. Requiem esteve em desenvolvimento por vários anos, com a Capcom explorando diferentes ideias até chegar à sua versão final — uma que claramente retorna às raízes da franquia.
Outra decisão foi a inclusão de diferentes níveis de dificuldade, com destaque para uma opção voltada a jogadores inexperientes, que oferece suporte adicional, como assistência de mira.
Direção de arte de tirar o fôlego
Graças à RE Engine, Requiem promete um visual cinematográfico, com detalhes impressionantes em personagens, ambientes e efeitos realistas, como expressões faciais, suor e comportamento corporal, elevando ainda mais a imersão na atmosfera proposta pelo jogo.O retorno a Raccoon City também traz um forte sentimento nostálgico, com áreas urbanas destruídas, corredores sufocantes e uma ambientação que remete diretamente aos títulos que consagraram a franquia nos anos 1990 e 2000. Como mencionei anteriormente, é justamente essa união dos elementos mais marcantes da série que cria um potencial único, capaz de agradar tanto aos fãs antigos quanto aos novos jogadores.
A Capcom já provou sua competência ao longo dos anos, tanto no Switch original quanto no novo hardware da Big N. Já temos jogos de grande escala rodando muito bem no Switch 2, como Cyberpunk 2077: Ultimate Edition, Hogwarts Legacy e o recém-lançado Final Fantasy VII: REMAKE Intergrade. Diante disso, é justo esperar uma experiência sólida e tecnicamente competente de Resident Evil Requiem no Switch 2.
Expectativas e recepção inicial
Desde o anúncio, Resident Evil Requiem já deixou claro o peso que carrega. O jogo rapidamente ultrapassou a marca de 4 milhões de adições às listas de desejos ao redor do mundo, consolidando-se como um dos títulos mais aguardados de 2026. Esse interesse imediato reforça não apenas a força da franquia, mas também a curiosidade do público em relação ao caminho que a Capcom decidiu seguir neste novo capítulo.A recepção inicial ao trailer e às informações divulgadas foi bastante positiva, especialmente entre aqueles que sentiam falta de um Resident Evil mais focado no survival horror clássico. O clima mais sombrio, a tensão constante e a promessa de uma experiência mais voltada à sobrevivência reacenderam aquela sensação de medo e insegurança que marcou os jogos mais emblemáticos da série — e, honestamente, é exatamente isso que muitos de nós estávamos esperando.
Quando o terror revisita suas próprias origens
Resident Evil Requiem estreia em 27 de fevereiro de 2026 e representa um retorno ambicioso ao survival horror clássico, trazendo de volta elementos icônicos como Raccoon City, zumbis e uma tensão sufocante, ao mesmo tempo em que atualiza a série com tecnologia moderna e uma narrativa mais cinematográfica.A presença de protagonistas como Grace Ashcroft ao lado de Leon S. Kennedy combina passado e futuro da franquia, abrindo espaço para novas histórias dentro do universo Resident Evil — tudo sob a promessa de um réquiem não apenas para os mortos, mas também para os antigos medos que nunca deixaram de assombrar os fãs.
Resident Evil Requiem (PC/PS5/XSX/Switch 2)Desenvolvedor CapcomGênero Survival Horror, açãoLançamento 27 de fevereiro de 2026
Revisão: Vitor Tibério












