Análise: Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel refina a aventura em uma expansão modesta

A nova versão da última aventura 2D do bigodudo aposta no multiplayer em uma experiência morna.

em 25/03/2026

Super Mario Bros. Wonder marcou o retorno do encanador ao estilo 2D com uma aventura criativa, repleta de situações inesperadas provocadas pelas flores especiais espalhadas pelas fases, que transformam completamente o que vemos em tela. Agora, Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel surge como uma versão ampliada para o novo híbrido, trazendo melhorias técnicas e uma leva de conteúdos inéditos. Ainda assim, apesar dos acréscimos, trata-se de uma atualização limitada, já que boa parte do que há aqui reaproveita elementos do título original.

Esta crítica foca somente no conteúdo da nova versão, afinal as adições pouco influenciam a campanha original. Para conferir o que o jogo principal tem a oferecer, confira a nossa análise. Assim como outras edições para Switch 2, a nova versão de Mario Wonder utiliza o progresso do título original, sem necessidade de recomeçar a aventura do início.

Um florido parque sob ameaça

A expansão tem como foco uma história paralela em que Mario e seus amigos visitam o Parque Belabel, um espaço de diversão e relaxamento dentro do Reino Flor. O passeio, no entanto, é interrompido quando os Koopalings invadem o local e roubam as Flores Belabel, essenciais para manter o parque em atividade. Sendo assim, os heróis decidem enfrentar os vilões para restaurar o brilho da região — uma tarefa complicada, afinal os larápios estão espalhados por todo o Reino Flor.


Apesar da crise, o Parque Belabel continua aberto, funcionando como um grande centro de atividades. Dentre os destaques está a Brigada Toad, que propõe desafios variados com condições específicas que transformam estágios da campanha principal, como concluir fases sem coletar moedas, dentro de um tempo limite ou sob efeitos que alteram drasticamente a movimentação, como invisibilidade ou saltos automáticos. Essas provas incentivam novas abordagens e trazem um ritmo diferente à progressão.

Além disso, o parque concentra as novas opções multiplayer e alguns colecionáveis. Há modos locais com minigames cooperativos e competitivos para até quatro pessoas, enquanto o modo online amplia isso para até 12 participantes em diferentes atividades. Ao completar tarefas, é possível obter Água Belabel, utilizada para cultivar plantas e desbloquear recompensas, como elementos decorativos, insígnias com efeitos combinados, reações visuais para interações online e até instrumentos para montar uma pequena banda.



Explorando conteúdo reaproveitado

A adição dos Koopalings é uma das grandes novidades dessa versão. O confronto contra eles se dá em fases inéditas, que incluem a nova transformação flor, que permite flutuar e atacar inimigos posicionados no alto. Em um dos encontros iniciais, por exemplo, enfrentamos Wendy em uma forma aquática, enquanto ela lança pequenos peixes durante o percurso até o confronto final. Apesar dessas adições, a sensação recorrente é de repetição, já que esses desafios reutilizam trechos de fases conhecidas com ajustes pontuais, o que reduz a sensação de novidade.


Já os desafios da Brigada Toad apresentam boas ideias e uma variedade considerável de propostas, especialmente quando exigem precisão ou adaptação a condições incomuns. Alguns momentos realmente se destacam pela criatividade e pelo nível de execução exigido, especialmente as atividades de maior dificuldade. No entanto, grande parte dessas tarefas é curta e simples demais, muitas vezes sendo concluída em poucos segundos, o que enfraquece sua relevância. Mais uma vez, o reaproveitamento de fases da campanha principal contribui para essa sensação de mais do mesmo.


O multiplayer, por sua vez, oferece uma diversidade interessante de minigames. Há atividades cooperativas que exigem coordenação, como sincronizar pulos no ritmo da música para mover plataformas, ou dividir funções entre personagens com habilidades distintas. Também há modos competitivos, como disputas para derrotar mais inimigos, brincadeiras de esconde-esconde com transformações em objetos e corridas em cenários variados. 

Ainda assim, mesmo com essa variedade, a maioria das atividades é simples e pouco marcante, o que pode levar ao cansaço após algum tempo. Por outro lado, essa simplicidade torna o conjunto acessível e adequado para partidas mais leves, especialmente com jogadores mais novos.



Alguns retoques em uma aventura que já era bem competente

Fora o conteúdo inédito, o jogo recebeu outras novidades menores. Na parte técnica, a resolução maior deixa tudo mais vibrante e nítido, por mais que as diferenças sejam bem sutis, afinal o jogo original já tinha direção de arte marcante. Apesar disso, é uma pena que o suporte a 120 fps não tenha sido implementado; essa inclusão teria bom impacto na experiência. 


Entre as adições, Rosalina passa a integrar o elenco jogável, em conjunto com uma Luma, que só pode ser selecionada exclusivamente no multiplayer. A estrelinha se movimenta livremente pelo cenário oferecendo suporte ágil e pode ser guiada por meio do modo mouse do Joy-Con 2, tornando-a uma boa opção para partidas cooperativas.

Foi incluído também o modo assistência, que torna a experiência mais acessível com invencibilidade e proteção contra quedas, ideal para quem busca uma jornada mais tranquila ou deseja focar na coleta de itens. Por fim, agora as cenas de história contam com dublagem em português, o que ajuda na imersão nesses momentos. No geral, são mudanças positivas, mas discretas, que refinam a experiência sem alterar profundamente sua estrutura.



Uma expansão de florescimento contido

Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel funciona como uma atualização competente, trazendo melhorias e conteúdos que ampliam o que já existia, mas sem provocar uma mudança significativa na experiência como um todo. As novas atividades e modos adicionais oferecem momentos divertidos, especialmente no multiplayer, mas frequentemente esbarram na simplicidade ou no reaproveitamento de ideias já vistas.

As melhorias técnicas e recursos de acessibilidade são bem-vindos, ainda que básicos, e ajudam a tornar o conjunto mais completo. No fim, trata-se de uma versão agradável e funcional, mas que dificilmente se mostra essencial para quem já explorou a aventura original, servindo mais como um complemento do que como uma evolução.

Prós

  • Os Koopalings e as missões da Brigada Toad oferecem desafios interessantes tanto para veteranos quanto novatos;
  • Grande gama de minigames inéditos para aproveitar no multiplayer local e online;
  • Adições menores, como Modo Assistência e dublagem de cenas, tornam a experiência mais rica.

Contras

  • Muito do conteúdo inédito reaproveita estágios da campanha principal;
  • A simplicidade dos minigames torna-os desinteressantes a médio prazo.
Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel — Switch 2 — Nota: 7.0

Revisão: Vitor Tibério
Análise produzida com cópia digital cedida pela Nintendo
Siga o Blast nas Redes Sociais
Farley Santos
é brasiliense e gosta de explorar games indie e títulos obscuros. Fã de Yoko Shimomura, Yuzo Koshiro e Masashi Hamauzu, é apreciador de roguelikes, game music, fotografia e livros. Pode ser encontrado no seu blog pessoal e nas redes sociais por meio do nick FaruSantos.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Você pode compartilhar este conteúdo creditando o autor e veículo original (BY-SA 4.0).