Jogatina de FDS #66: o que estamos jogando

Confira o que a equipe do Nintendo Blast está jogando neste fim de semana.

em 10/07/2026
Sem saber o que jogar no fim de semana? Então vem com a gente! Toda sexta-feira, a equipe do Nintendo Blast compartilha os games que pretende curtir, além de algumas curiosidades sobre nossos gostos gamers. Depois de uma semana corrida, nada melhor do que relaxar e aproveitar aquele título que está na fila, não é?

Não importa a plataforma ou o gênero, a única regra aqui é se divertir! E, claro, você também pode entrar na conversa e dar seus pitacos. Afinal, jogatina boa é aquela que a gente compartilha!

Leandro Alves

Entre o TOC de completar tudo e a vontade de ver os créditos, a vida de um jogador pode virar uma sidequest sem fim.

Ansioso por Fire Emblem: Fortune’s Weave, continuo firme em Fire Emblem: Three Houses. Mas hoje quero falar de outro jogo.

Voltei para Cyberpunk 2077: Ultimate Edition e sigo tentando concluir o máximo de missões possível. A impressão é que o jogo nunca acaba, mas, ao mesmo tempo, às vezes demora bastante para liberar novas missões. Já passei das 100 concluídas e estou naquele momento em que só resta seguir para a missão final. O problema é que ainda quero fazer mais sidequests, então fico preso nesse dilema: termino a campanha ou espero aparecerem novas missões secundárias?

Meu TOC de fazer absolutamente tudo o que o jogo oferece às vezes acaba me atrapalhando. Fico tanto tempo preso no mesmo enredo esperando algo novo acontecer que acabo deixando o jogo de lado por um tempo antes de voltar. Ainda assim, nessa jogatina surgiram duas missões muito legais e, de quebra, consegui dois carros incríveis, o que já fez a experiência valer a pena.

E você? Também acaba empacando em um jogo para tentar fazer tudo ou prefere seguir até os créditos e só depois voltar para o restante do conteúdo?

Igor Poty

De volta à Lua.

Um dia desses, enquanto estava olhando a minha lista de jogos, meus olhos pararam num título que há muito tempo eu não jogava: “To the Moon”. Eu lembro que, na época em que o jogo foi lançado (láááááá em 2011), eu fiquei muito intrigado com a premissa: dois médicos viajam pelas memórias de um idoso para realizar seu último desejo, que é ir para a Lua.

Imagino que muitas pessoas torçam o nariz para os gráficos simples feitos no RPG Maker, mas, por favor, peço que não se deixem enganar por eles. Na verdade, eu acho até que a simplicidade do jogo trabalha a favor da experiência. Talvez, sem os gráficos espetaculares e as luzes brilhantes, nós podemos contemplar melhor a trilha sonora e a história, que não dependem de efeitos visuais impressionantes ou grandes cenas de ação.

Uma curiosidade é que To the Moon foi desenvolvido praticamente por uma única pessoa, Kan Gao, e se tornou um fenômeno na época justamente por provar que uma boa narrativa pode ser tão memorável e emocionante quanto uma grande produção. Se você quer conhecer uma história que vai perdurar na sua memória muito depois dos créditos finais, recomendo muito que dê uma chance a esta obra.

Alberto Canen

Feliz aniversário, DK!

Nosso gorilão completou 45 anos nesse dia 9 de julho — direto de seu primeiro jogo de arcade, lá em 1981. Para comemorar, recorri ao Nintendo Switch Online e joguei alguns títulos desse personagem tão carismático.

Comecei pelos três primeiros games da franquia, ainda no "Nintendinho". São jogos com aquela vibe clássica de arcade: curtos, repetitivos, movidos a reflexo. O que mais chama atenção é a rivalidade com o Mario — na época ainda batizado de Jumpman e no início de carreira. No primeiro título, DK sequestra a Pauline e cabe ao Mario resgatá-la; em Donkey Kong Jr., o encanador dá o troco, prende o gorila, e é o filho quem precisa salvá-lo. Sequestro, prisão, vingança — o roteiro tinha de tudo para uma boa novela.

O terceiro jogo muda de figura por completo. Sai o Mario, entra Stanley, the Bugman: um jardineiro armado com bomba inseticida. A referência aqui é Space Invaders — tela estática, DK pendurado em cordas. Stanley precisa atirar no gorila pra empurrá-lo para cima, enquanto desvia e atira nos insetos que invadem a tela. Não é nada revolucionário, mas foi uma boa lembrança.

Se tem um título que realmente merece recomendação, esse é o Donkey Kong de Game Boy — o "DK 94". Ele engana no começo: repete as quatro fases clássicas do arcade de 1981, até DK pegar Pauline e fugir. É aí que o jogo de verdade começa, revelando 9 mundos e 101 fases. Diferente do arcade original, onde o objetivo era só subir, aqui cada fase é um quebra-cabeça: encontrar uma chave e levá-la até a porta trancada antes que o tempo acabe. Puzzles simples, mas divertidos — e uma ótima porta de entrada pra quem quer conhecer a franquia.

Jogar esses quatro títulos foi minha forma de desejar um feliz aniversário ao gorila mais carismático dos videogames. Que venham mais 45 anos!

E você, querido leitor, o que pretende jogar no FDS?
Revisão: Johnnie Brian
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Leandro Alves
Leandro Alves é designer gráfico formado e especialista em Design Estratégico pela Unicarioca, além de UX Designer com formação pela ESPM e pela escola britânica Design Institute. Diretor Geral, Diretor Editorial e Diretor de Arte das revistas GameBlast e Nintendo Blast, iniciou sua paixão por videogames com The Legend of Zelda: A Link to the Past. Fã da Nintendo, mas sem esconder sua admiração pelo PlayStation, tem como séries favoritas Kingdom Hearts, Pokémon, Splatoon, The Last of Us, Uncharted e Xenoblade Chronicles. Está no Instagram e Twitter.
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