Fire Emblem: Fortune's Wave promete elevar a franquia a novos patamares no Switch 2

Quatro heróis, duas linhas temporais e uma missão para impedir o fim de Dagda no novo RPG estratégico do Nintendo Switch 2.

em 05/09/2026

Pouco mais de três anos após o lançamento de Fire Emblem: Engage, a Intelligent Systems e a Nintendo voltam a apostar em sua principal franquia de RPG estratégico. Enquanto Engage celebrou os 30 anos da série com uma grande homenagem ao legado da franquia, seu enredo e o tom mais leve de seus personagens dividiram opiniões entre os fãs, especialmente após o enorme sucesso de Fire Emblem: Three Houses.


Lançado em 2019, Three Houses conquistou o público ao apresentar uma narrativa mais madura, explorando conflitos políticos, econômicos, sociais e religiosos em Fódlan, além de contar com um elenco memorável e quatro campanhas distintas. Agora, a Intelligent Systems parece buscar novamente essa abordagem em Fire Emblem: Fortune’s Weave, um novo capítulo que possui uma ligação direta com o universo de Fódlan e volta a apostar em múltiplas rotas para contar sua história.

Após a realização do Nintendo Direct dedicado ao jogo em 4 de agosto, entretanto, algumas das perguntas que cercavam a aventura finalmente foram respondidas. A apresentação revelou detalhes importantes sobre a história, os quatro protagonistas, o sistema de viagem no tempo, as atividades disponíveis em Dagda e diversas mecânicas de combate. Com isso, aquilo que antes parecia apenas uma possibilidade começa a formar um quadro muito mais claro sobre o que podemos esperar de Fortune’s Weave.

Quatro caminhos novamente

Assim como em Three Houses, Fortune’s Weave contará com quatro campanhas distintas. Desta vez, porém, a escolha inicial não será por uma casa ou academia, mas por um dos quatro protagonistas que disputam os Heroic Games, um torneio realizado na capital do Império de Dagda cujo grande prêmio é a realização de um único desejo.

A história se passa por volta do ano 1449, em uma época em que Dagda vive o auge de sua prosperidade sob o domínio dos deuses. Na capital Dagsion, guerreiros vindos de diferentes partes do continente se reúnem para participar dos Heroic Games, competição realizada em homenagem ao fundador e primeiro monarca do Império.

O atual Divino Soberano, Solel, é quem concederá o desejo ao grande vencedor. Para cada um dos quatro protagonistas, entretanto, esse prêmio representa algo diferente.

Cai

Jovem vindo da pacata Vila Ribeira, Cai participa dos Heroic Games ao lado de seus amigos de infância com um objetivo extremamente pessoal: utilizar o desejo para libertar seu pai, que está preso após ser acusado de um crime.

Sua personalidade demonstra um forte senso de justiça e determinação, características que fazem dele o protagonista mais próximo do tradicional herói da série. Ao longo de sua campanha, acompanharemos sua jornada enquanto ele reúne aliados e enfrenta adversários cada vez mais poderosos em busca de salvar sua família.

Dietrich

Dietrich é um espadachim experiente cuja principal motivação é encontrar adversários capazes de desafiar suas habilidades. Diferentemente dos demais protagonistas, sua participação nos Heroic Games não está ligada a uma necessidade familiar ou política, mas à sua busca incessante por batalhas cada vez mais difíceis.

Sua história começa em alto-mar, quando o guerreiro é atacado por um monstro colossal durante uma viagem. Após naufragar, Dietrich chega à costa de Dagda e enfrenta bandidos e feras enquanto tenta entender onde está. Ao descobrir a existência dos Heroic Games, decide participar da competição para satisfazer seu espírito combativo.

Porém, sua origem continua sendo um dos elementos mais importantes para quem conhece Three Houses. Dietrich vem de Fódlan, possui a Crest of Lamine e empunha a lendária Hero’s Relic Answerer.

Agora que a Nintendo confirmou oficialmente a conexão entre Fortune’s Weave e Fódlan, fica ainda mais interessante descobrir como Dietrich chegou à Dagda e qual será o papel dessa ligação na trama.

Theodora

Rainha do reino de Saramis, localizado ao sul de Dagda, Theodora entra nos Heroic Games por uma razão que vai muito além de seus próprios interesses.

A soberana venera a Keeper of Death and Night, uma divindade odiada pelo restante do mundo. Para defender sua fé, restaurar a honra de sua deusa e proteger o seu povo, Theodora decide participar da competição acompanhada de seus experientes retentores.

Sua campanha promete explorar o conflito entre fé, política e sobrevivência, colocando uma rainha diante de uma competição cujo prêmio pode alterar o destino de seu reino.

Leda

Entre os quatro protagonistas, Leda talvez seja aquela cuja motivação apresenta o tom mais pessoal e trágico. Nascida em uma família rica e prestigiada, a talentosa musicista teve sua vida destruída ao testemunhar o assassinato de seu pai.

Consumida pelo ódio, Leda descobre posteriormente que o responsável pelo crime também participará dos Heroic Games. Diante dessa oportunidade, ela abandona tudo para entrar na competição e buscar vingança.

Sua campanha promete uma jornada marcada por dor, ressentimento e, principalmente, pela dificuldade de separar o desejo de justiça da vontade de vingança.

A escolha do protagonista determinará o desenrolar da campanha e o elenco de personagens que acompanhará sua jornada. E há uma diferença importante em relação ao que imaginávamos inicialmente: as quatro histórias não precisam ser concluídas em uma ordem específica. O progresso de cada herói será salvo individualmente, permitindo que o jogador avance pelas campanhas em paralelo e viaje novamente no tempo para conhecer diferentes perspectivas dos acontecimentos.

Um mundo prestes a acabar

Se a história dos Heroic Games já seria suficiente para chamar a atenção, a Nintendo revelou durante o Direct que essa competição é apenas o começo de algo muito maior.

Cinco anos após os acontecimentos dos Heroic Games, o Império de Dagda encontra seu fim pelas mãos de Balor, um deus demoníaco que ressuscitou e mergulhou o mundo no caos. Os quatro heróis que tiveram papel fundamental nos jogos desapareceram, e o futuro parece estar condenado.

É nesse momento que surge uma figura que muda completamente a compreensão da história.

A deusa progenitora Sothis, conhecida pelos jogadores de Three Houses, confia a uma única alma a missão de salvar o mundo. Essa alma é o próprio jogador.

A partir daí, Fortune’s Weave apresenta uma estrutura narrativa que combina duas linhas temporais. Primeiro, acompanhamos o mundo no futuro, já destruído pela ascensão de Balor. Depois, somos enviados de volta à época dos Heroic Games para tentar alterar o destino dos quatro protagonistas.

A responsável por essa habilidade é Fortuna, uma deusa capaz de conceder poderes de viagem no tempo. Cabe ao jogador utilizar esse recurso para mudar o caminho dos heróis e, consequentemente, tentar impedir o fim de Dagda.

A revelação dá um novo significado às quatro campanhas. Não estamos apenas escolhendo diferentes protagonistas para conhecer versões distintas da mesma história: estamos tentando descobrir qual deles será capaz de sobreviver, crescer e mudar o futuro.

Dagsion é mais do que um cenário

Entre as batalhas dos Heroic Games, será possível explorar Dagsion, capital do Império de Dagda, e utilizar seu tempo para preparar o grupo para os próximos desafios.

A cidade possui diversos estabelecimentos que podem ser visitados, e novas instalações são desbloqueadas conforme o avanço da aventura.

Na Arena, podemos treinar nossas unidades, aprender novos golpes e utilizar armas mais poderosas. Durante os dias de competição, também é possível assistir às batalhas de outros participantes para obter informações sobre adversários que enfrentaremos posteriormente.

No Shopping Arcade, podemos comprar armas e ferramentas e aprimorar nossos equipamentos utilizando materiais encontrados durante a exploração.

Já em Temple Row, é possível realizar trabalhos voluntários nos templos para obter bênçãos que oferecem vantagens temporárias durante os combates, como aumento de atributos e redução de dano.

Também teremos acesso aos Certification Exams, nos quais podemos tentar promover nossas unidades para novas classes. Como o sucesso não é garantido, será necessário observar as habilidades exigidas antes de tentar realizar uma certificação.

Dagsion ainda oferece missões dadas pelos moradores, que precisam ser concluídas dentro de determinados prazos para garantir recompensas.

E, claro, será possível recrutar novos guerreiros para o grupo. Alguns personagens podem inicialmente recusar o convite, mas presentes e refeições compartilhadas podem ajudar a convencê-los a se juntar à equipe.

As pousadas também terão uma função importante. Além de permitir que os personagens descansem e façam refeições, elas oferecem turnos que podem ser utilizados para ganhar experiência e coletar materiais automaticamente. O local também servirá para fortalecer os laços entre os integrantes do grupo por meio de conversas de apoio.

Dessa forma, Dagsion funciona como muito mais do que uma simples área de preparação. A cidade será um dos principais pontos de gerenciamento da aventura, reunindo recursos, personagens, missões e atividades que podem fazer a diferença antes de cada batalha.

Explorando Dagda

A exploração não ficará limitada aos muros da capital. Fora de Dagsion, teremos acesso a um mapa-múndi que permitirá visitar outras cidades, comprar produtos locais, obter informações e participar de batalhas Skirmish para fortalecer o grupo.

O tempo, porém, é um recurso importante. Cada deslocamento pelo mapa faz a história avançar, exigindo que o jogador planeje cuidadosamente suas expedições.

Também será possível encontrar masmorras espalhadas por Dagda. Esses locais escondem materiais utilizados para fortalecer armas e outros tesouros, mas também apresentam uma forma diferente de combate.

Ao encontrar inimigos dentro das masmorras, o jogador poderá participar de confrontos em turnos diferentes das batalhas estratégicas tradicionais. Neles, será possível realizar combos de ataque ao lado dos aliados, criando uma experiência mais dinâmica durante a exploração.

Além disso, cada um dos quatro protagonistas possui habilidades exclusivas no mapa-múndi, o que pode tornar a escolha da campanha relevante não apenas para a narrativa, mas também para a maneira como exploramos Dagda.

Um visual que busca o equilíbrio

Até a apresentação mais recente, Fortune’s Weave já havia demonstrado uma direção de arte que busca unir elementos dos dois últimos títulos da série. Enquanto Three Houses apostava em uma estética mais sóbria e realista, com foco em uma ambientação medieval mais tradicional, Engage se destacava pelo visual vibrante e pelo design de personagens mais extravagante.

O novo capítulo parece encontrar um ponto de equilíbrio entre essas duas propostas, preservando a identidade da franquia sem abrir mão de cenários ricos em cores e detalhes.

Os ambientes apresentados chamam a atenção pela variedade e pelo nível de detalhamento. Cidades movimentadas, castelos imponentes, florestas densas, templos e masmorras apresentam uma qualidade visual superior à vista nos jogos anteriores, beneficiados por uma iluminação mais dinâmica e por uma direção artística que transmite personalidade a cada local.

Contudo, um ponto que ainda chama a atenção é que, apesar da evolução visual evidente, algumas cenas exibidas nos trailers apresentam um nível de acabamento inconsistente. Em determinados momentos, especialmente em áreas que parecem cavernas e durante algumas conversas, é possível notar texturas mais simples ou levemente embaçadas, destoando da qualidade vista em boa parte dos cenários e personagens.

São detalhes pontuais e que não chegam a comprometer a boa impressão deixada pelo material divulgado até agora, mas espero que esses aspectos sejam refinados na versão final para que o jogo mantenha um padrão visual mais consistente ao longo de toda a aventura.

Mesmo sem conhecer toda a extensão do mapa, já é possível perceber que o mundo de Dagda foi construído para ser mais vivo e convincente, algo que pode contribuir bastante para a imersão durante a campanha.

Os personagens também receberam uma evolução perceptível. Os trajes mantêm a identidade característica da série, mas apresentam tecidos, armaduras e adornos muito mais detalhados, enquanto as animações durante diálogos e cenas de exploração demonstram maior cuidado com expressões e movimentos.

O resultado é um elenco que transmite personalidade sem recorrer aos excessos de design que dividiram opiniões em Fire Emblem: Engage.

Nas batalhas, a evolução técnica também fica evidente. A tradicional transição entre o mapa estratégico e os confrontos em 3D retorna com animações mais elaboradas, efeitos visuais refinados e cenários mais ricos em elementos.

Aproveitando o hardware do Nintendo Switch 2, Fire Emblem: Fortune’s Weave promete entregar o maior salto gráfico da franquia desde sua chegada aos consoles de mesa.

Pequenas mudanças que prometem renovar os combates

Embora a Intelligent Systems preserve a estrutura tradicional de Fire Emblem, Fortune’s Weave apresenta diversas mudanças capazes de renovar a experiência estratégica.

A principal novidade envolve a durabilidade das armas. Diferentemente de títulos como Fire Emblem: Three Houses, em que cada ataque consumia um ponto de resistência do equipamento, em Fortune’s Weave os ataques convencionais não desgastam mais as armas.

A durabilidade passa a ser consumida apenas ao utilizar técnicas especiais, as Combat Arts, cada uma exigindo uma quantidade específica de pontos. Quando a durabilidade chega a zero, a arma não deixa de funcionar, mas passa a causar um dano drasticamente reduzido, simulando uma arma danificada.

Dessa forma, o jogador poderá continuar utilizando seu equipamento, porém com uma penalidade significativa, tornando o gerenciamento das técnicas especiais uma decisão importante durante cada batalha.

A magia também possui seu próprio sistema de gerenciamento de recursos, com diferentes feitiços oferecendo quantidades específicas de utilizações durante os confrontos.

As classes, por sua vez, possuem um impacto muito maior na forma como cada unidade funciona. Dependendo da classe escolhida, habilidades, armas disponíveis e alcance de movimento podem mudar completamente.

As Beginner Classes funcionam como especializações básicas, com cinco opções voltadas a diferentes funções. Entre elas estão gladiadores especializados em armas, diviners capazes de utilizar magia e cavaleiros de ornius, que possuem maior mobilidade.

Acima delas estão as Specialty Classes, com mais de dez opções e funções ainda mais específicas. É possível encontrar cavaleiros blindados com enorme resistência, wing soldiers capazes de atravessar obstáculos e percorrer grandes distâncias, e charioteers que atacam diversos inimigos em linha reta.

Já as Advanced Classes representam especialistas em suas respectivas funções. Entre os exemplos apresentados estão cataphracts, que combinam mobilidade e armaduras pesadas; guardians, especializados em magia branca e lanças; e elephant riders, que combatem montados em enormes elefantes.

Essa variedade promete dar ao jogador bastante liberdade para montar seu exército e definir o papel de cada unidade.

Armas, posicionamento e estratégia

As opções de combate também são bastante variadas. Espadas, gauntlets, lanças, machados, arcos e magia fazem parte do arsenal disponível, mas o jogo também contará com equipamentos mais incomuns, como espadas capazes de invocar relâmpagos e gauntlets que lembram armas de fogo.

Cada tipo de equipamento possui características próprias. Gauntlets, por exemplo, podem ajudar na evasão, enquanto lanças são especialmente eficientes contra determinadas unidades montadas. Machados possuem alto poder de ataque, mas menor precisão, enquanto arcos permitem atingir adversários à distância.

A magia continua sendo uma ferramenta importante contra inimigos fortemente blindados e também poderá ser utilizada para curar e auxiliar aliados.

Como sempre, o posicionamento será fundamental. O jogador poderá observar o alcance de movimento das unidades em azul e o alcance de ataque em vermelho, planejando cuidadosamente cada ação antes de avançar.

Atacar um inimigo à distância pode impedir um contra-ataque de uma unidade equipada com armas de curto alcance, enquanto enfrentar um arqueiro exige aproximar-se rapidamente para reduzir sua vantagem.

O terreno também oferece benefícios estratégicos, assim como a posição dos aliados. Unidades próximas podem receber bônus, fazendo com que a formação do exército seja tão importante quanto a escolha das classes e equipamentos.

O bônus de 20% em esquiva na parte inferior esquerdo da tela

Técnicas únicas que podem mudar o rumo das batalhas

Além das habilidades aprendidas pelas classes e das Combat Arts, os quatro protagonistas possuem técnicas especiais chamadas Blaze Arts.

Diferentemente das Combat Arts, que consomem a durabilidade das armas, as Blaze Arts utilizam os próprios pontos de vida do Hero. Em contrapartida, seus efeitos podem ser extremamente poderosos e alterar completamente o rumo de uma batalha.

Cai, por exemplo, libera uma enorme explosão de chamas capaz de atingir uma ampla área do campo de batalha. Dietrich utiliza um manto negro semelhante à tinta para se teleportar pelo campo, oferecendo uma ferramenta extremamente interessante para reposicionamento.

Leda, por sua vez, utiliza sua vihuela para fortalecer aliados, além de ser capaz de invocar um poderoso monstro.

Essas habilidades ajudam a reforçar a identidade de cada protagonista e tornam a escolha da campanha relevante também durante os combates. Como os quatro possuem recursos diferentes, aprender a utilizar suas respectivas Blaze Arts poderá ser essencial para superar determinados desafios.

Fortuna’s Blessing: uma segunda chance

Outra das grandes novidades reveladas durante o Direct é uma mecânica diretamente relacionada à narrativa de viagem no tempo.

Após cada ação, o jogador poderá utilizar Fortuna’s Blessing para voltar a um momento anterior da batalha. Dessa forma, caso uma estratégia dê errado ou uma unidade importante seja derrotada, será possível retornar no tempo e tentar uma abordagem diferente.

A mecânica parece funcionar como uma evolução natural de recursos semelhantes presentes em outros jogos recentes da série, mas aqui possui um peso ainda maior por estar diretamente ligada à própria história de Fortune’s Weave.

Afinal, a aventura começa justamente com o mundo destruído e o jogador recebendo a missão de voltar ao passado para tentar impedir esse destino.

É uma maneira interessante de transformar uma mecânica de jogo em parte fundamental da narrativa: não estamos apenas tentando vencer batalhas, mas literalmente tentando mudar o futuro.

O mistério de Fódlan finalmente começa a fazer sentido

Antes do Direct, alguns dos trailers de Fortune’s Weave haviam levantado diversas teorias entre os fãs, principalmente por causa da presença de elementos claramente associados a Three Houses.

A misteriosa mulher de cabelos verdes, por exemplo, chamou atenção imediatamente por sua aparência semelhante à de Sothis. Agora sabemos que a conexão não era apenas uma coincidência visual.

A Nintendo confirmou que Sothis, a deusa progenitora de Fódlan, possui um papel fundamental na história. É ela quem, diante do fim do mundo causado por Balor, confia ao jogador a missão de salvar a humanidade.

Isso não significa, necessariamente, que todos os mistérios envolvendo a personagem tenham sido solucionados, mas muda completamente o contexto das teorias levantadas anteriormente. Sothis não é apenas uma possível referência escondida em Fortune’s Weave: ela faz parte oficialmente da trama.

A presença de Dietrich, por sua vez, reforça ainda mais essa conexão. Sua origem em Fódlan, a Crest of Lamine e a Hero’s Relic Answerer deixam claro que o novo jogo não está apenas reutilizando conceitos de Three Houses, mas estabelecendo uma ligação narrativa entre os universos.

Outro personagem que despertava curiosidade era Eshmel, o misterioso guerreiro vestido de branco. Com as novas informações, porém, ainda há muito a descobrir sobre seu papel específico na história. O mesmo vale para os elementos relacionados ao Divino Soberano e às divindades de Dagda.

O que antes parecia apontar para diversas possibilidades agora possui uma estrutura mais clara: Fortune’s Weave apresenta um mundo próprio, mas conecta sua narrativa a elementos fundamentais de Fódlan e utiliza deuses, viagem no tempo e diferentes linhas temporais para construir sua história.

Ainda existem perguntas importantes sem resposta, mas agora elas parecem fazer parte de um mistério maior, e não apenas de especulações baseadas em pequenos trechos de trailers.

Um futuro que pode ser reescrito

Depois de todas as revelações, Fire Emblem: Fortune’s Weave parece muito mais ambicioso do que a primeira impressão deixava transparecer. O que inicialmente parecia apenas uma nova história com quatro protagonistas disputando um torneio se revelou como uma aventura que envolve a ascensão de um deus demoníaco, o fim de um império, uma missão confiada por Sothis e a possibilidade de alterar o passado para salvar o futuro.

Ao mesmo tempo, a Intelligent Systems parece ter ampliado consideravelmente a estrutura de exploração. Dagsion funciona como uma verdadeira base de operações, enquanto o mapa-múndi, as cidades, missões, masmorras e diferentes atividades oferecem motivos para sair do caminho principal.

No campo estratégico, as novas classes, equipamentos, Combat Arts, Blaze Arts e a possibilidade de voltar no tempo prometem adicionar novas camadas à fórmula tradicional de Fire Emblem sem abandonar aquilo que tornou a série tão querida.

E talvez o mais interessante seja justamente a forma como narrativa e mecânicas parecem estar conectadas. Escolher um dos quatro Heroes não significa apenas selecionar uma campanha diferente. Cada protagonista possui uma história própria, habilidades únicas e uma relação diferente com o mundo que precisa ser salvo. Cabe ao jogador descobrir quais escolhas poderão alterar o destino de Dagda.

Ainda existem muitas perguntas, especialmente sobre a verdadeira extensão da conexão com Fódlan e os acontecimentos que levaram ao surgimento de Balor. No entanto, depois do Direct, Fortune’s Weave deixou de ser apenas um jogo cercado de teorias e passou a se apresentar como uma das propostas narrativas mais ambiciosas da franquia.

Se a Intelligent Systems conseguir equilibrar todas essas ideias com a profundidade estratégica que esperamos de Fire Emblem, o resultado pode ser uma experiência especial para os fãs de longa data e, principalmente, para aqueles que sentiram falta da estrutura narrativa mais robusta de Three Houses.

Fire Emblem: Fortune’s Weave será lançado exclusivamente para Nintendo Switch 2 em 17 de setembro de 2026, e a pré-venda já está disponível na Nintendo eShop.

Revisão: Cristiane Amarante
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Leandro Alves
Leandro Alves é designer gráfico formado e especialista em Design Estratégico pela Unicarioca, além de UX Designer com formação pela ESPM e pela escola britânica Design Institute. Diretor Geral, Diretor Editorial e Diretor de Arte das revistas GameBlast e Nintendo Blast, iniciou sua paixão por videogames com The Legend of Zelda: A Link to the Past. Fã da Nintendo, mas sem esconder sua admiração pelo PlayStation, tem como séries favoritas Kingdom Hearts, Pokémon, Fire Emblem, Splatoon, The Last of Us, Uncharted e Xenoblade Chronicles. Está no Instagram e Twitter.
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