Pokémon Blast

Competitivo 102: A história dos campeonatos oficiais de Pokémon

Antes de embarcar numa jornada, é bom saber a história na qual está se metendo. Então vamos conhecer a história do VGC!

Agora que já estamos cientes dos motivos pelos quais se deve dar uma chance ao cenário competitivo Doubles de Pokémon e os princípios básicos dos campeonatos que usam essa modalidade, acredito que seja uma boa hora para começar a estudar um pouco mais sobre esses tais torneios. Dito isto, vamos transformar esta etapa do Competitivo 102 em uma aula de história, onde aprenderemos um pouco mais sobre o histórico do VGC, o campeonato oficial da The Pokémon Company.

Uma história escrita em cartas

Originalmente, os jogos de Pokémon não tinham um foco no cenário competitivo. Com o intento de apenas trocar, colecionar e batalhar com os amigos de vez em quando, era um game bem mais casual e simples (mesmo nas mecânicas dos monstrinhos). Entretanto, o jogo de cartas sempre teve um destaque nessa área, e sempre houve a intenção de ser um game que geraria torneios, nacionais ou internacionais. Foi assim que nasceu o Pokémon World Championship, em 2004, um campeonato que reuniria jogadores dos quatro cantos do globo para ver quem era o melhor no TCG.

A competição organizada anualmente é fruto de uma subdivisão da The Pokémon Company denominada “Play! Pokémon”, que até os dias de hoje é responsável pela manutenção do cenário competitivo dos monstrinhos de bolso. Entretanto, nem sempre foi assim; originalmente, as cartas de Pokémon eram distribuídas pela Wizards of the Coast, uma subdivisão da Hasbro que tem como foco produção e distribuição de jogos de cartas como Magic: The Gathering e Dungeons and Dragons. Eles eram os responsáveis pela organização de campeonatos, até que a Nintendo resolveu tomar o controle e passou os direitos de distribuição para a The Pokémon Company. Alguns processos sobre direitos mais tarde, nascia o Pokémon World Championship.
Confronto Tropical: antes dos campeonatos oficiais, os treinadores que aderiram às cartinhas lutavam pelo título de campeão em um cenário muito mais quente e cheio de água, e não estou falando de Hoenn. O Tropical Mega Battle era o nome dos torneios organizados anualmente na vila havaiana de Honolulu, no período de 1999 a 2001. Com cerca de 50 participantes por ano, os jogadores tinham acesso à lista de inscrição acumulando pontos em torneios regionais e nacionais, bem como acontece hoje com os PWCs mundo afora. No fim, o campeonato se transformou no sistema que temos nos dias de hoje!
Foi somente na quarta geração que a Nintendo reconheceu o potencial competitivo que os games de Pokémon possuíam, algo que os fãs já tinham percebido bem antes através de ligas locais (como o DE4 da extinta revista Pokémon Club) e simuladores online (como Pokémon Net Battle). Percebendo o grau que Pokémon havia conquistado, era o momento de introduzir uma nova modalidade à competição: a partir de 2009, os títulos dos portáteis se tornaram o ingresso para se tornar o melhor treinador do mundo. Ali nasceu o Video Game Championship, ou VGC.

Dor, honra e glória

Conhecendo um pouco mais da história dos jogos no mundo competitivo oficial, fica no ar a pergunta do porquê tentar mergulhar nesse mar. “Afinal, com o mundo inteiro participando, quais seriam as minhas chances?” Bom, já parou pra pensar que todos os campeões mundiais (não somente de Pokémon, mas de qualquer modalidade esportiva) já pensaram assim? É o esforço que categoriza se você pode ou não ganhar renome mundial. E acredite, ao menos dentro do seu meio, você será eternizado, lembrado para sempre.
Efeito Pachirisu: cada campeão deixa a sua marca no cenário competitivo de Pokémon à sua própria maneira. As vezes por usarem estratégias inusitadas ou monstrinhos pouco conhecidos que a fama brilha ainda mais. Por exemplo, após a vitória do campeão Arash Onmati no VGC ‘13, o número de jogadores usando Amoonguss em seus times escalou rapidamente. O mesmo efeito aconteceu após o VGC ‘14, onde sul coreano Se Jun Park ficou mais badalado que Gangnam Style após chegar ao topo com um Pachirisu no time. Desnecessário dizer que isso fez com que todos quisessem usar um, o que nos levou a um artigo bem interessante.
Mas claro, se isso não basta pra você, vamos falar de premiações. Além de troféus cada vez mais lindos a cada ano que passa, treinadores que chegam até o Top 16 (Top 32 no torneio de cartas) recebem diversas premiações, dentre produtos de Pokémon à viagens gratuitas. As premiações completas são as seguintes (usando como base as premiações de 2014):

De 16º à 5º lugar: duas booster boxes da expansão vigente de Pokémon TCG.
4º lugar: o prêmio acima, um convite para o próximo VGC e um troféu de 4º lugar.
3º lugar: o prêmio acima, porém com o troféu de 3º lugar.
2º lugar: o prêmio acima, porém com o troféu de 2º lugar, mais uma viagem com tudo pago para a sede do próximo torneio (incluso para um responsável, no caso do campeão ser menor de idade) e apoio financeiro para estudos no valor de 1.500 dólares.
1º lugar: o prêmio acima (viagem inclusa), porém com o troféu de 1º lugar e apoio financeiro para estudos no valor de 3.500 dólares.

E então, agora se empolgou? Se sim, vamos começar a ver como foram os campeonatos passados!

Conhecendo o passado

Com o VGC rolando desde 2009, cada geração contou com algumas características próprias e únicas, além de usarem jogos distintos dependendo do ano. Por isso, separamos aqui uma pequena lista com os principais detalhes de cada edição do campeonato máximo para qualquer treinador Pokémon:

VGC ‘09
Data: 13-15 de agosto de 2009
Sede: San Diego, Califórnia, EUA
Jogo Vigente: Pokémon Platinum
Evento: Distribuição de Weavile (Jolly, lv 30, OT: WORLD09)
Campeões:
- Junior: Jeremiah Fan (EUA)
- Senior: Kazuyuki Tsuji (Japão)

VGC ‘10
Data: 13-15 de agosto de 2010
Sede: Waikoloa Village, Havaí, EUA
Jogo Vigente: Pokémon HeartGold e SoulSilver
Evento: Distribuição de Crobat (Timid, lv 30, OT: WORLD10)
Campeões:
- Junior: Shota Yamamoto (Japão)
- Senior: Ray Rizzo (EUA)

VGC ‘11
Data: 12-14 de agosto de 2011
Sede: San Diego, Califórnia, EUA
Jogo Vigente: Pokémon Black e White
Regra Especial: Unova Pokédex
Golpes Banidos: Sky Drop
Evento: Distribuição de Scrafty (Brave, lv 50, OT: WORLD11)
Campeões:
- Junior: Brian Hough (EUA)
- Senior: Kamran Jahadi (EUA)
- Master: Ray Rizzo (EUA)

VGC ‘12
Data: 13-15 de agosto de 2012
Sede: Waikoloa Village, Havaí, EUA
Jogo Vigente: Pokémon Black e White
Golpes Banidos: Sky Drop, Dark Void
Evento: Distribuição de Pikachu (Timid, lv 50, OT: WORLD12)
Campeões:
- Junior: Abram Burrows (EUA)
- Senior: Toler Webb (EUA)
- Master: Ray Rizzo (EUA)

VGC ‘13
Data: 9-11 de agosto de 2013
Sede: Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá
Jogo Vigente: Pokémon Black 2 e White 2
Golpes Banidos: Sky Drop, Dark Void
Evento: Distribuição de Smeargle (Jolly, lv 50, OT: WORLD13)
Campeões:
- Junior: Brendan Zheng (EUA)
- Senior: Hayden McTavish (EUA)
- Master: Arash Ommati (Itália)

VGC ‘14
Data: 13-15 de agosto de 2014
Sede: Washington, D.C., EUA
Jogo Vigente: Pokémon X e Y
Regra Especial: Kalos Pokédex
Evento: Distribuição de Aegislash (Quiet, lv 50, OT: WORLD14)
Campeões:
- Junior: Kota Yamamoto (Japão)
- Senior: Nikolai Zielinski (EUA)
- Master: Se Jun Park (Coréia do Sul)

Agora que já conhecemos como foram as edições passadas do VGC, acredito que já temos bagagem para começar a entender como funcionará o VGC ‘15, certo? Bom, infelizmente o nosso tempo de aula está se esgotando, então teremos de deixar isso para uma próxima aula…

Isso conclui mais esta etapa do Competitivo 102, em uma aula muito menos técnica e mais informativa em relação às anteriores. Entretanto, na semana que vem iremos retomar o ritmo mais frenético, então não deixem a peteca cair. Não tivemos perguntas na semana passada, então o Ask Me-owth ficou em hiato essa semana, mas se houver qualquer uma, voltamos com ele semana que vem. Guardem o material, preparem seus Pokémon e vamos treinar, porque essa epopeia das batalhas em dupla está apenas começando. Até a próxima sexta!
Revisão: José Carlos Alves
Capa: Douglas Fernandes
Fellipe Camarossi é graduando em Ciências Contábeis e amante de uma boa discussão sobre videogames. Além de escrever para o Nintendo Blast, também é redator nas revistas Nintendo World e EGW. Para elogios e críticas, pode encontrá-lo no Facebook ou Twitter.

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