Conteúdo mobile da Nintendo deve conter jogos "free-to-start" e micro-transações, segundo Iwata

Satoru Iwata comenta sobre os características desse novo conteúdo da Nintendo, que chega já este ano ao Japão.

Em mais uma das perguntas realizadas durante a reunião com os acionistas japoneses da Nintendo, Satoru Iwata comentou sobre o futuro da desenvolvedora em relação com os conteúdos mobile da Big N, uma empreitada inédita para a empresa. Os apps deverão chegar ao mercado já no final deste ano através da parceria com a empresa de telecomunicações japonesas DeNa, amiga de longa data da Nintendo.



Veja o que o presidente da Nintendo tem a dizer, em termos mais conceituais, do que a Big N vem preparado para os celulares:
Pergunta: Apps para dispositivos smart serão lançados este ano, mas eles serão pagos ou "freemiuns?" Qual será a faixa etária alvo?
Resposta: Dispositivos smart são tanto telefones como tablets, que têm bases instaladas muito grandes e globais, os lucros podem ser muito altos. Todavia, entrar nesse mercado não será fácil tal como apenas adicionar personagens da Nintendo e assim ter sucesso imediato. Sobre a "monetarização", existem vendas comuns, conteúdo pago e "free-to-play" - na verdade, não acredito que "free-to-play" seja o melhor termo para isso, então eu gosto de chamar "free-to-start", Vendas comuns não são muito bem sucedidas, pois o mercado de apps para dispositivos smarts é muito competitivo, e os preços são muito baixos - alguns têm descontos de até 90%, Como "free-to-start", é possível vender itens melhores e mais raros, assim como atalhos para melhoria de desempenho - é um grande dilema. 
Sobre a faixa etária, estamos procurando um público alvo bastante amplo. Internamente [no Japão], existem apps muito lucrativos que cobram um preço muito alto atingindo poucos usuários, mundialmente, existem mais apps que cobram pouco de vários usuários. A Nintendo quer fazer muitos apps que sejam sucesso mundial. Nós queremos atingir usuários de todas as idades, gênero, experiência ou região e ganhar pequenos pagamentos de muitos usuários. Nós estamos planejando títulos para esse ano e para o próximo, mas não um número muito grande. Jogos para consoles têm um impacto maior no lançamento e depois desaceleram, apps aumentam seu sucesso gradativamente e o desenvolvimento não pára. 
Estava com tantas esperanças sobre esse conteúdo que a Nintendo traria para os celulares, especialmente em relação a um possível Virtual Console - mesmo que fosse apenas com títulos first - ou então versões enxutas de grandes jogos. Mas parece que será mais do mesmo do que já temos por aí de outras desenvolvedoras. Iwata não disse exatamente que esse será o perfil dos jogos da Big N, mas para mim ficou relativamente claro que será por aí. O que vocês esperam dessa empreitada mobile da Nintendo?

Em tempo, vale lembrar desse artigo aqui publicado há quase dois anos.

Fonte: GoNintendo 
Lucas Palma Mistrello é historiador, mestre pela Universidade Federal de São Paulo. Redator nos Blasts desde 2012, começou com os games com o Atari 2600 e é eclético em gênero e temas: vai de COD e Medal of Honor a Pokémon e Zelda com a mesma vontade. Sempre está de olho nos comentários das postagens.

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