Os jogos preferidos de Super Nintendo — Gilson Peres

Os redatores do Nintendo Blast celebram o Super Nintendo e seus jogos.

Em Agosto o Super Nintendo (ou SNES) completou 25 anos de lançamento no Ocidente, o que não é pouca coisa! Se você, caro leitor, chegou agora, pode não saber, mas nós aqui no Nintendo Blast estamos comemorando agora no mês de setembro este marco de uma forma bem interessante: ao longo do mês, alguns membros da equipe farão suas listas pessoais de jogos do SNES que marcaram suas jogatinas.




Lembrando que estas listas não possuem nenhum cunho histórico ou significante para o mundo dos games em geral ou o mercado internacional de jogos. Elas são totalmente pessoais e mostram quais jogos foram memoráveis para alguns dos nossos membros de equipe. Sendo assim, depois das excelentes listas do Pedro Vicente, do Ailton Bueno e do Juni Chaves, chegou a minha vez de dividir algumas memórias com vocês! Então vamos à minha lista!

Donkey Kong Country 2: Diddy's Kong Quest

Lá pelo já distante ano de 1997, a maioria das crianças era apaixonada por Super Mario World, um dos jogos do encanador bigodudo mais famosos da história. Mas o pequeno Gilson, não. O pequeno Gilson definitivamente preferia montar um rinoceronte ao simpático Yoshi. Ele achava mais legal coletar bananas do que moedas. Ele decididamente gostava muito mais de flutuar com a pequena Dixie do que voar com a peninha do Mario.


E é por isso que Donkey Kong Country 2 abre a minha lista de jogos marcantes do Super Nintendo. Junte oito mundos, 47 fases, dois protagonistas carismáticos e a missão de salvar o gorilão de gravata vermelha das garras do perigoso King K. Rool; misture tudo e adicione uma ambientação toda voltada para o mundo dos piratas, passando por navios afundados, pântanos tenebrosos, vulcões incandescentes, cavernas com minérios preciosos e voilà, aí está um game com o qual eu me diverti por horas e mais horas durante a infância.

Jurassic Park 2: The Chaos Continues

Outro fato interessante sobre o pequeno Gilson: ele era apaixonado por dinossauros. Não seria exatamente surpresa, desta forma, que ele gostasse tanto deste jogo, mesmo que fosse tão difícil na época matar alguns velociraptores. O game, parcialmente baseado nos fatos do filme O Mundo Perdido: Jurassic Park, era a soma de diversão e desafio na medida certa. Com fases que passavam por várias áreas conhecidas da ilha e criaturas marcantes do filme (e outras que eu nunca ouvi falar).


Lembro de jogar durante vários finais de semana este jogo com o meu irmão mais velho. Porém, como eu tinha por volta dos oito anos de idade, não era exatamente um exímio jogador. Então na maior parte do tempo eu apanhava dos dinos enquanto o meu irmão os matava. Mas mesmo assim era um jogo viciante e até um pouco assustador. As fases nas quais explorávamos as bases invadidas por raptores eram bastante medonhas! Mas lembro também de momentos com mais adrenalina, como a fuga do T-rex enquanto dirigíamos um jipe, repetindo a cena clássica do cinema.

Joe & Mac (Caveman Ninja)

Como o pequeno garoto amava dinossauros, este jogo não poderia estar de fora da lista. Um título bem mais leve de se jogar do que o anterior, mas igualmente pouco conhecido. Joe & Mac, que também ficou conhecido em alguns países como Caveman Ninja, era um game de aventura em plataforma que acompanhava a jornada de dois engraçados homens das cavernas em busca das garotas de sua tribo que foram raptadas por outros homens das cavernas.


Mesmo que o jogo não tenha absolutamente nada a ver com a história de fato (unindo numa mesma época humanos, dinossauros, mamutes e outros tantos seres pré-históricos), ainda é muito divertido e possui uma dinâmica de progressão interessante. Ao invés de simplesmente avançar pelos 12 níveis disponíveis, o jogador pode também visitar vilarejos, comprar comida e explorar as fases sozinho ou em dupla. Quando criança, eu particularmente adorava os traços do jogo (em um estilo cartum muito hilário) e também os chefes, que eram bastante criativos e igualmente hilários.

Super Pang (Super Buster Bros.)

Este é um título muito desconhecido e está longe de aparecer no top 10, 20, 30 ou até 100 de “melhores jogos de SNES de todos os tempos”. Sinceramente foi até difícil lembrar do seu nome para que ele entrasse nesta lista, sendo obrigado a pedir a ajuda do meu irmão mais velho para isso. Super Pang, que ficou conhecido nos EUA como Super Buster Bros., é um game no estilo arcade no qual você controlava um dos irmãos Buster para derrotar as bolhas que invadiam a tela. Cada vez que você atirasse em uma bolha, ela se dividia em duas e o desafio aumentava. Ao longo das fases, cada vez mais bolhas com cada vez mais velocidade surgiam.


Mesmo para a época o jogo não era nada inovador, nem tampouco memorável em gráficos ou jogabilidade. Mesmo assim resolvi colocá-lo na minha lista por um simples motivo: este foi o primeiro jogo de videogame da minha vida! O primeiro jogo que era de fato meu. Antes meu irmão tinha um NES e eu o via jogar, porém eu era muito novo e meus pais não me deixavam usar o console. Porém, quando ganhamos um SNES de presente de natal em 1996,  foi um cartucho de Super Pang que veio junto com ele. E foi Super Pang que eu joguei durante muito tempo, até ter dinheiro para comprar ou alugar outros jogos. Então, seja ruim ou não, memorável ou não, este jogo fez parte da minha história como gamer e merece, sem dúvidas, estar nesta lista.

Road Runner's Death Valley Rally

Que criança dos anos 1990 que não curtia Looney Tunes? Dentro disso, qual ser infanto naquela época que não adorava o desenho Papa-léguas & Coiote? Pois bem, eu era um grande fã da ave velocista e confesso que quase sempre torcia para que o Coiote o capturasse. A única exceção era quando eu jogava Road Runner’s Death Valley Rally, ou como eu gostava de chamar na época: “O Mario de Papa-léguas”.



O jogo era bem divertido e trazia fases no estilo plataforma bem mais explorativas do que outros jogos do gênero, como Donkey Kong e Mario. Com pistas de alta velocidade que lembravam a jogabildiade do Sonic de Megadrive, você controlava o simpático Papa-léguas enquanto este fugia das ameaças plantadas no deserto pelo atrapalhado e faminto Coiote. O que eu lembro que mais curtia no jogo era o fato das fases não possuírem tempo, deixando-me livre para ir e voltar por elas, explorando segredos e curtindo o game do meu jeito particular.

Killer Instinct

Tá aí a franquia de jogos de luta que mora no meu coração. Sempre gostei do gênero, e adorava principalmente as franquias Mortal Kombat e Street Fighter, mas só Killer Instinct tinha um velociraptor, um esqueleto com espada, um lobisomem, um homem feito de lava e um androide com garras para você escolher como personagem jogável. Isso sem falar dos combos ultrarrápidos que o jogo possui, responsáveis por bolhas tão memoráveis quanto o próprio jogo para mim.


Até hoje ainda pego este título para jogar, porém, como não tenho mais um SNES, jogo a versão de N64 (Killer Instinct Gold), que acho tão divertida quanto o título original. Entre meus personagens favoritos da franquia, claro que estão Riptor, Cinder, Sabrewolf e Fulgore. Mas claro que podemos citar também o ninja Jago, Glacius e Spinal como outros ótimos personagens também. Hoje em dia o jogo possui uma versão para Xbox One, mas ainda não tive a oportunidade de jogá-lo.

Mighty Morphin Power Rangers: The Movie

Infância nos anos 1990 era infância com alguma menção a Power Rangers. No Brasil a série foi bastante popular, e quando seu primeiro longa saiu nas locadoras, muitas crianças foram correndo alugar para ver. Assim o foi também com o jogo de SNES que fora baseado no filme. Mighty Morphin Power Rangers: The Movie era uma aventura incrível na qual podíamos escolher entre um dos seis rangers originais para enfrentar todos os perigos que Zedd e Ivan Oose colocavam na Alameda dos Anjos.


Com uma jogabilidade ótima e uma mecânica de morfar bastante condizente com a série de televisão, o jogo me divertiu por bastante tempo. Inclusive, ele é memorável também por ser o primeiro jogo que fechei em conjunto com o meu irmão mais velho. Vencer Ivan Oose foi desafiador, mas nada que não ficasse mais fácil em dupla!

Tiny Toon Adventures: Buster Busts Loose!

“É Tiny, é Toon! Com muitas novidades, em lindos desenhos que chegam pra você”. Quem cresceu nos anos 1990 com certeza vai lembrar da série animada e do trecho da música com o qual abri este tópico. Tiny Toon era uma animação muito divertida e cínica que mostrava a “nova geração” de toons que iriam suceder um dia os clássicos Pernalonga, Patolino e outros Looney Tunes. No SNES, o jogo baseado na série animada era tão divertido quanto, mesmo que seguisse a fórmula batida da aventura em plataforma tão consagrada com Mario e Sonic.


O jogo tinha um nível de dificuldade interessante e uma grande variedade de mapas, o que ajudava a deixá-lo mais interessante, passando por fábricas de doces, desertos, casas mal-assombradas e laboratórios futuristas. Uma pena que você só podia jogar com os dois protagonistas da série, Perninha e Lilica, mas mesmo assim a grande maioria dos demais personagens aparecia ao longo da trama, seja como ajudantes, como chefes ou simplesmente ao fundo de alguma fase, deixando tudo mais divertido.

Doom

Tá aí um título que foi muito polêmico durante os anos 1980 e 1990. Banido de vários lugares por conta da sua violência explícita, Doom é um dos meus jogos de tiro em primeira pessoa favoritos até hoje. Na época, quando jogos em primeira pessoa ainda não possuíam tantas evoluções gráficas (007 GoldenEye estava em desenvolvimento), o jogo era um dos melhores e mais assustadores, sem dúvidas.


Para ser sincero, mal consegui jogá-lo antes dos meus dez anos de idade, por conta das polêmicas em torno do título e também por conta de me dar muitos sustos. Mas quando comecei a entrar na adolescência, tomei um certo gosto pela adrenalina que o jogo proporcionava e retornei ao título, curtindo horas e mais horas desbravando cada fase e tentando encontrar os segredos delas. Sem dúvidas um jogo horripilante, cheio de ação e igualmente memorável.

Dragon Ball Z: Super Butoden 2

Se tinha uma série que eu acompanhava religiosamente quando criança, essa série era Dragon Ball Z. Assim, imaginar a animação da criança ao ver este jogo na locadora é até fácil, não é mesmo? Este é simplesmente um jogo de luta com os personagens de um dos animes de maior sucesso da televisão brasileira de todos os tempos. Lembro de me esforçar muito para tentar soltar os ataques especiais e garantir a vitória sobre o meu irmão, uma pena que quase sempre o resultado não era o esperado por mim.


Uma coisa interessante sobre este título é que ele trazia personagens que até então não haviam aparecido na série de TV para nós. Personagens como Cell, Trunks do futuro e Brolly eram totalmente desconhecidos por mim e pelo meu irmão. Mas logo que a saga de Freeza terminou, alguns deles começaram a ser nossos conhecidos e também nossos favoritos! Muito legal relembrar momentos de lutas épicas nas noites de sexta e tardes de sábado, quando alugávamos a fita que nunca chegamos a comprar.
Estes sãos os dez jogos de Super Nintendo que mais marcaram a minha infância e, por isso, achei válidos para a matéria. Naquela época, eu era uma criança muito ativa e não gostava do gênero RPG, que só me conquistou com The Legend of Zelda: Ocarina of Time, no Nintendo 64. Por isso alguns leitores podem estranhar a ausência de franquias como Zelda, Final Fantasy e Chrono Trigger na minha lista. Mas não se espantem, outros redatores já passaram por aqui e fizeram o favor de lembrar desses grandes títulos! Ao longo do mês outros redatores vão compartilhar com vocês suas memórias e experiências sobre o SNES, então fiquem ligados por aqui! Além disso, podem tratar de comentar suas opiniões tanto sobre os jogos citados aqui como também sobre as preferências de vocês. Vamos celebrar juntos o quarto de século deste incrível console!
Revisão: Vitor Tibério

Gilson Peres é Psicólogo e Mestrando em Comunicação pela UFJF. Está no Blast desde 2014, mas começou sua vida gamer bem cedo, no NES. Pode ser visto por aqui sempre escrevendo algum texto polêmico, instrutivo ou nostálgico.

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