Pokémon Blast

O multiverso do mundo Pokémon

Aqui vamos explorar a forma que a Game Freak encontrou para introduzir novos elementos na franquia.



Hoje vamos explorar uma das teorias mais legais (e também complexas) do mundo Pokémon: as diferentes linhas do tempo e multiversos que montam os jogos. Porém, antes de iniciar o texto, você já ouviu falar da teoria do Multiverso? Ela diz, basicamente, que além desse plano, existem diversos outros com pessoas iguais a você que tomaram decisões diferentes da sua. Por exemplo, você está caminhando na rua e não percebeu uma pedra na sua frente. Nesse plano, você caiu e bateu a cara no chão, mas em um outro você a percebeu e não caiu.

A grosso modo, é assim que funciona a teoria. Pode existir um número próximo do infinito de universos, e isso também se aplica ao mundo de Pokémon. Mas, nesse caso, exploraremos as três linhas do tempo conhecidas da franquia, focando exclusivamente nos jogos da série principal. Assim, temos o Universo Elementar, o Universo Conectado e o Universo Infinito.

O Universo Elementar

Esse é o universo original do mundo Pokémon. A princípio, os jogos foram idealizados para se passarem somente em duas gerações, com os jogos do Game Boy original, que são Red, Blue, Green (exclusivo do Japão) e Yellow, e os jogos do Game Boy Color, que são Gold, Silver e Crystal. É por essa razão que, no anime, Ash vê um Ho-Oh no primeiro episódio, e Togepi passa a andar com Misty.

O mundo, na primeira geração, acabou de sair de uma grande guerra. Se levarmos em conta o estado do mundo, podemos dizer que o Japão perdeu essa guerra e teve todas as suas instalações destruídas, os adultos foram para a batalha e morreram, e o uso dos Pokémon ainda estava no seu início.

As tecnologias são precárias, pode-se perceber que a evolução das coisas está engatinhando ainda. Só existem 151 Pokémon conhecidos, o último extraoficialmente apenas. A quantidade de adultos no mundo é escassa, devido à guerra, e é notável a quantidade de idosos e crianças espalhados pelo mundo.

Com relação aos próprios Pokémon, pouco se sabe sobre eles, a variedade de Poké Balls no mundo é mínima. Na primeira geração dos jogos, há somente quatro tipos, a Poké Ball, a Great Ball, a Master Ball e a especial da Zona do Safari, a Safari Ball. Além de tudo ser muito simples.

Na segunda geração dos jogos, já temos as cidades um pouco mais desenvolvidas, os anos após a guerra se passaram, e, como sabemos, os japoneses têm uma capacidade de recuperação impressionante. Por isso, é notável tal evolução tecnológica transcorridos apenas alguns anos entre os jogos.

A variedade de itens aumentou drasticamente. Somente com relação às Poké Balls, existem pelo menos 13 tipos dessas. Aqui já temos também o rádio, o trem e várias outras evoluções que deixam esse mundo muito mais avançado que o do jogo anterior. Além disso, esses jogos são uma sequência direta de Pokémon Yellow.

O último grande desafio do jogo é derrotar o grande treinador Red, e o principal Pokémon dele é o Pikachu. Além de ter em seu time os três outros Pokémon iniciais, Charizard, Blastoise e Venusaur. Por essa razão, é plausível pensar que Gold, Silver e Crystal passam-se após a versão Yellow, e não em uma das outras linhas na qual o Pikachu não pode ser escolhido.

Nesses jogos, existem somente as regiões de Kanto e Johto. A noção de que existem outras regiões é completamente ignorada, tendo em vista que deveriam existir somente essas duas regiões. A explicação para isso é que a Nintendo, junto com a Game Freak, resolveu expandir a franquia devido a todo o sucesso que eles obtiveram. Então chegamos no nosso segundo universo.

O Universo Conectado

Esse universo comporta os jogos das gerações de número três, quatro e cinco. Vemos uma evolução espantosa da tecnologia, mas será que você já parou para pensar por que temos essa brutal diferença? Nessa linha do tempo, o Japão ganhou a guerra.

Os Pokémon já têm as suas habilidades reconhecidas e provavelmente foram utilizados como arma secreta, e isso facilitou na hora de ganhar a guerra. Os continentes não são os mesmos. Por exemplo, em FireRed e LeafGreen, temos ilhas que não são conhecidas nos jogos da outra linha do tempo.

Em termos tecnológicos, é perceptível o quanto Kanto é evoluída. Vale lembrar também do conflito que ocorre em Pokémon Emerald. Como vocês devem se lembrar, aqui temos o conflito entre Kyogre, Groudon e Rayquaza, e comentaremos isso mais para frente.

Todas as regiões têm consciência da existência umas das outras, ou seja, Kanto sabe de Johto, que sabe também de Hoenn, Sinnoh e Unova. Cada uma das regiões tem a sua história que se conecta com os lendários de cada uma das regiões.

E falando em lendários, é na quarta geração que somos apresentados àquele Pokémon que criou a todos, Arceus. Ele foi o responsável por toda a criação, e em breve lançaremos um texto explicando melhor como isso se deu. Além disso, tivemos também uma maior imersão na história, fazendo também uma transição do universo infantil para o adulto, mas de forma sutil.

Os jogos HeartGold e SoulSilver vieram para confirmar que essa linha nada tem a ver com a outra. Os fatos dos jogos mudaram ligeiramente e o mundo é extremamente mais evoluído. Aqui a tecnologia de troca via internet chegou ao seu ponto máximo, e, se compararmos com os jogos originais, é como se o anterior fosse do tempo das cavernas.

Então chega Unova. O primeiro jogo fora de terras japonesas, aqui o mundo está evoluído a um ponto insano. A cidade principal do jogo é uma grande metrópole, temos vários carros, pessoas, barcos, enfim, tudo. E, além disso, tudo aqui está evoluindo muito rapidamente, fato que pode ser notado na segunda versão do jogo, onde já se tem tecnologia suficiente para fazer fusões de Pokémon em seus DNAs. Porém, não temos nenhuma Mega Evolução, que só veio aparecer no Universo Infinito.

O Universo Infinito

O Universo Infinito tem a presença de elementos que mudam completamente a forma como vemos os jogos, como as Mega Evoluções. Em Pokémon X & Y, vemos uma região com uma mistura de tecnologia sustentável e a natureza que conversam sem um machucar ao outro. Aqui, os Pokémon são a força que move o mundo, seja literalmente, montando os Pokémon, quanto economicamente falando. Em Lumiose, temos diversos restaurantes que misturam comida com batalhas Pokémon.


Aqui também ficamos sabendo que uma grande guerra ocorreu há três mil anos. Esse conflito é diferente dos que ocorreram nos outros universos, e os Pokémon foram usados nele como armas de destruição. Tudo está absurdamente evoluído a ponto de haver máquinas de hologramas portáteis. O jogo nos mostra que foi depois dessa guerra que o mundo se acalmou e seguiu até o momento atual.

Mas o ponto alto de toda essa teoria acontece nos jogos Omega Ruby e Alpha Sapphire. Os acontecimentos aqui são completamente diferentes do que acontecem em Emerald, por exemplo. O continente está completamente evoluído e tecnológico, além de ter a presença das Mega Evoluções, que não existiam no jogo anterior.

Após o término do jogo, existe uma parte chamada Delta Episode. E em uma das passagens, a personagem Zinnia diz o seguinte: “Isso mesmo. Uma Hoenn muito parecida com essa que vivemos, na qual a evolução dos Pokémon tenha tomado um caminho diferente, um mundo em que as Mega Evoluções são desconhecidas”.

Isso te lembra alguma coisa? Sim, o jogo original que se passou em Hoenn. Nele não tínhamos Mega Evoluções, a tecnologia não era tão avançada e nós quase destruímos aquela realidade para salvar o mundo do meteoro.

Com essa passagem do jogo, temos a confirmação de tudo o que foi falado neste texto. No mundo de Pokémon, temos linhas que andam em paralelo com realidades diferentes. Em breve, teremos o lançamento da sétima geração dos jogos, e isso pode mudar tudo mais uma vez. Mas vamos deixar especulações para depois do lançamento. Conhece algum outro ponto que corrobora com a teoria ou tem alguma teoria que gostaria de ver debatida? Comente aí embaixo!
Revisão: Arthur Maia
Ailton Bueno escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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