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Pokémon Sun & Moon (3DS): Trials, Kahunas e as primeiras rotas de Alola

Ao viajar por Alola, capturei novos pokémon, descobri um novo modelo de “ginásios” e conheci as belezas da região tropical.

Em 1999 ao ligar meu Game Boy pela primeira vez, me deparei com aquela musiquinha tema de Pokémon que hoje todos conhecemos. Foram meses e meses para zerar o jogo pela primeira vez. Dezessete anos depois da minha primeira aventura em Kanto junto de meu Squirtle, começo minha jornada por Alola em Pokémon Moon.


Diferente dos últimos jogos, em que eu pegava o meu inicial em três minutos, o tempo que tive de esperar para conseguir o meu primeiro pokémon nessa nova aventura foi absurdo: foram quase 15 minutos de jogo. Isso porque eu já achava um abuso ter de brincar de office boy pro Professor Oak pra ter minha pokédex no Pokémon Blue. Falando em pokédex, eu ainda nem tenho uma… Então vamos atrás da bendita!

A melhor pokédex da história

Um resumo da ópera até aqui: Andei para todo o canto, fiz o tutorial mais longo da história, tive de lidar com uma cinemática imensa (que não dá pra pular) e peguei meu primeiro pokémon, um lindo Rowlett chamado Gisleano. Após tudo isso, eu e Gisleano batalhamos com o meu rival, chamado Hau (não pode mudar o nome dele; acabou a farra dos nomes obscenos), que nesse jogo pegou o pokémon com desvantagem em relação ao meu (GameFreak está ficando frouxa com o tempo).

Participamos de um festival bem curto onde batalhamos de novo com o rival. Agora estamos juntos de Lillie, a ajudante pálida e sem graça do Professor Kukui (o professor encarregado pela região de Alola e seu primo, ou, no caso, meu primo), pois ele solicitou que ela o leve até seu laboratório.

Durante esse caminho, capturei mais um colega (que tenho certeza vai acabar esquecido numa box), uma Slowpoke que carinhosamente chamei de Rauster. Bem, com a família expandida, chegamos ao laboratório do Professor Kukui, que me dá uma pokédex. Mas não é uma pokédex qualquer! Ela está possuída por um Rotom e ainda por cima fala! A melhor de todos os tempos, sem sombra de dúvidas. Agora que já estou mais detetive paranormal que o Martin Mystery (Google it), sou informado que terei que ir pra escola.

O dia em que eu fiz bullying com as crianças na escola

Cidade nova, vida nova, escola nova? Pois é, depois de ter que praticamente esperar a duração do filme do Titanic para conseguir um pokémon e uma pokédex, eu tenho que ir para a escola. Chegando no pátio do colégio, me deparo com um comitê me esperando: a diretora do colégio, Professor Kukui, Lillie e… não lembro se tinha mais alguém. Se tinha, não era ninguém importante.

Agora sou informado que o intuito de eu ter que comparecer à escola é simples. Minha atividade é nocautear os pokémons de quatro estudantes que não têm nada a ver com meus problemas. Mas por que não? (Não façam bullying com seus coleguinhas.) As batalhas são bem tranquilas: primeiro vêm uma menina tenista e duas crianças da pré escola (porque você teve de fazer 10 anos para ter seu pokémon, mas a pirralhada da pré-escola já tem os deles).

Gisleano brilhou em todas as batalhas, enquanto Rauster, coitada, nem entrou em batalha, só sugando experiência pelo Exp. Share. Entre esses confrontos pude capturar meu terceiro pokémon num matagal ao lado da escola, um Magnemite que apelidei de MouraBrasil. Depois dos três alunos, você tem o direito de lutar com o melhor treinador da escola. Nada demais: ele logo perdeu para o esplendor de Gisleano, com seus pecks, astonishes e leafages.

Como se não fosse bizarro o suficiente ir pra escola para bater nos outros, a diretora quis me enfrentar em combate. A batalha é bastante simples, e, ao ser derrotada, ela anuncia que você terminou o teste da escola, além de lhe presentear com cinco great balls. Todo mundo me parabeniza por ter batido no pessoal, e, finalmente, começa o jogo de verdade.

Como assim, tem Pokémon Snap?


Ao chegar na cidade de Hau’oli, o rival Hau (ele tá mais pra uma coleguinha que batalhamos de vez em quando) nos leva à uma loja que nos dá um upgrade à nossa pokedex, o Poké Finder, uma das novidades de Pokémon Moon. A nova funcionalidade consiste em fotografar pokémon, fazer upload da foto no insta, e ganhar curtidas. Basicamente é divertido, mas inútil.

Duas horas depois…

Okay, terminei de tirar fotos. Seguindo pela rua escuto um casal falando do Team Skull, um bando de desocupados que só causam problemas e roubam pokémons dos outros (onde foi que eu já ouvi essa história?). Por toda Hau’oli é possível encontrar diversos canteiros cercados por grades, e neles capturei novos pokémons: o Grimer, Ernesto, e o Rattata, Miguelito.

Chegando no porto, encontro o primeiro Champion de Trials do jogo, Illima, no momento sendo importunado por dois grunts do Team Skull. Chegando mais perto, o campeão decide que eu vou lutar com um dos grunts. Pois é assim, campeão manda, treinador qualquer obedece. Mais uma luta besta: meu Rowlett explodiu o pokémon dele. Depois de ajudá-lo, o que ele quis fazer? Me dar uma surra! Mas Gisleano e Shirlayne (uma Vulpix de gelo que ganhei numa troca) explodiram os pokémons sem graça dele.

Finalmente saindo para fazer os trials

Subindo por Hau’oli me deparo com a Rota 2. Perto da entrada da rota, encontrei o cemitério da cidade onde vivem meus queridos tipo fantasmas.

Fun fact: Nesse cemitério é possível encontrar uma Breeder chamada Ikue (o nome da dubladora japonesa,Ohtani Ikue, que faz a voz Pikachu no anime), a ela possui um Pikachu e ao ser derrotada fala: Pikaaaaaa. Um bom fan service, na minha opinião.

Subindo a Rota, encontrei alguns treinadores e berries pelo caminho. Fiz uma breve parada no centro pokémon que se encontra em frente ao meu primeiro Trial. Até aqui minha família já cresceu mais: capturei Suellen, a Drifloon; Clotilde, a Meowth; Ghilermino, o Gastly; e Leonilda, o Cutiefly (olhei o gênero dele errado mesmo, não é erro de digitação, pode me julgar). Com meu time mais que montado, estou pronto para encarar o meu primeiro desafio.
Estou pronto para encarar o Trial de Illima

Shirlayne brilhando e Gisleano ajudando

No primeiro trial do tipo normal, é irônico que todos os pokémons possuem tipo dark… Rattatas e Raticates de Alola foram presas fáceis para minha Vulpix, um após outro os rattatas foram explodidos pelo Moon Blast (apelei mesmo!), mas o cenário mudou um pouco depois que fomos encarar o Totem Pokémon.

Os Totem do Trial consistem no pokémon mais forte do desafio, que nesse caso é um Raticate.  Mas como vou saber que o pokémon é o Totem? Simples, meu caro treinador: o Totem Pokémon parece que comeu fermento e é muito maior que os pokémons convencionais, sem contar que brilha e é apresentado como Totem.

Depois do rato gigante com caxumba chamar por ajuda, seu camarada Rattata (para o qual eu sequer dei atenção) fez a façanha de acertar dois Quick Attack críticos bem na cara de Shirlayne, que não se aguentou. Foi então que o mais recente membro evoluído do time, Gisleano, chegou e finalizou o serviço, garantindo a vitória sobre o primeiro desafio do jogo.
Pisado!
Após um Trial ser completo, um novo caminho se abre. Daqui pra frente não acontece nada demais… você ajuda a assistente sem graça do professor e depois luta com seu rival, que nessa versão está bizarramente fraco (até agora, pelo menos).

Seguindo ao Grand Trial da Melemele Island

Após completar o Trial de Illima e fazer algumas quests inúteis, estou pronto para o Grand Trial da ilha de Melemele (não estou sabendo lidar com os nomes dos lugares nesse jogo, oscila entre achar graça e dificuldade na memorização).

No caminho para meu último desafio da ilha, capturo mais um pokémon que vai para a box do esquecimento, minha Delibird, Adelaide. Chegando próximo à arena que irei desafiar o treinador mais forte da ilha, que nos novos jogos são chamados kahuna, o Professor Kukui me dá algumas dicas (como se eu precisasse) sobre o Kahuna Hala.

Além de ser avô do nosso rival inútil, ele utiliza pokémons lutadores, o que é péssimo para Shirlayne… mas pra tudo dá-se um jeito nessa vida.
Já no primeiro Karate Chop do Mankey de Hala, minha Shirlayne se tremeu toda, resultado: vai pro banco!


Gisleano chegou para salvar o dia, bem como pensei. Após derrotar o Mankey e Makuhita de Hala, o pobre Gi acabou sendo morto pelo Crabrawler antes mesmo de eu ter a chance de trocar de pokémon. Suellen, minha Drifloon, entra na arena como minha terceira pokémon combatente e termina o serviço. Após derrotar o kahuna, recebo meu Fightium Z (que provavelmente nem usarei), o TM do False Swipe e um Tauros que usarei como montaria.

Nessas versões não há HM’s, então o Tauros além de correr funciona como o antigo Rock Smash. Já podemos dar adeus aos nossos HM Slave, e eu não preciso de um pokémon voador! Quase Natal de tanto presente que ganhei… com a diferença que não ganho mais presentes de Natal (valeu, vida adulta).

Agora, Gisleano, Shirlayne, Suellen e seus companheiros que nunca saíram da pokebola vão curtir no Centro Pokémon, e eu espero vocês na próxima ilha de Alola!

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Revisão: Bruno Alves
Henrique Albuquerque escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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