Os Guardiões Divinos de Alola

Quatro ilhas, quatro divindades, conheçam o quarteto divino de Alola



Alola! Eu tinha que começar com essa palavra, afinal, é o cumprimento padrão da região de Alola. Assim que as versões Sun e Moon foram anunciadas, não tínhamos noção de que o mapa seriam quatro ilhas e, muito menos, que cada uma delas teria seu guardião. Como manda a tradição da região de Alola, cada uma das ilhas possui um "Kahuna", que é uma espécie de líder e quem escolhe esses Kahunas são as divindades de Alola. Diferente do que vimos até então, não há um líder específico, embora um tenha mais destaque dos que os outros, é realizada uma batalha entre eles, cada um por si para definir o mais forte. A partir desse evento surgiu o Battle Royale em Alola, sendo que cada ponta do ringue carrega a cor de um dos guardiões. Sem mais delongas, apresento-lhes Tapu-Koko, Tapu-Lele, Tapu-Bulu e Tapu-Fini, os quatro guardiões de Alola. Boa leitura a todos!

Apresentando o trio quarteto

Por serem classificados como "divindades", nada mais justo que todos eles possuírem o tipo  em comum, além de habilidades parecidas. Nas versões X/Y, tivemos a inclusão de um elemento até então sem utilidade mas que nas versões atuais faz muita diferença, seja durante a história ou nas modalidades competitivas: estou falando dos terrenos (Terrains). A princípio, foram criados três deles - Electric Terrain, Misty Terrain e Grassy Terrain. Com a chegada da sétima geração, cada guardião ativa um terreno automaticamente assim que entra em batalha, sendo o Electric Terrain para o Tapu-Koko, Misty Terrain para o Tapu-Fini e o Grassy Terrain para o Tapu-Bulu, além do recém-criado Psychic Terrain para o Tapu-Lele. Como todo conjunto de lendários, seus stats possuem as mesmas bases porém com distribuições diferentes, a fim de que cada um dos guardiões possa se destacar em um deles, tendo assim sua marca registrada.

Tapu-Koko

Digamos que o Tapu-Koko seja o "mais famoso" dos guardiões por aparecer tanto na história principal do jogo como no anime. Sendo uma tradição da ilha Melemele, assim que os treinadores completam todas as provas disponíveis, é realizado um festival na cidade Ikki como forma de agradecimento ao Tapu-Koko, que muitas vezes assiste as batalhas por gostar de ação, meio que justificando seu tipo . O conceito por trás do Tapu-Koko está ligado à divindade havaiana chamada "Kuka'ilimoku", uma das quatro divindades havaianas que representa a guerra e os conflitos (não é à toa que o Tapu-Koko é encontrado nas "Ruins of Conflit"), e geralmente, é representado por esculturas que possuem penas. Seu visual está ligado diretamente a um galo de briga, tanto que seu nome também é derivado do animal, sendo a combinação dos termos "Tapu" (sagrado em havaiano) e "Koko" (onomatopeia do canto do galo).

Tapu-Lele

O guardião da ilha de Akala é conhecido por soltar escamas capazes de curar feridas, estimulando o corpo a se recuperar. Entre as lendas de Alola, o Tapu-Lele foi capaz de acabar com a guerra entre as ilhas, pois foi capaz de curar todos os que estavam lutando. Entretanto, há quem diga o contrário, que o Tapu-Lele acabou com a guerra pois se várias escamas entram em contato com o corpo o efeito é totalmente o oposto. Fisicamente não parece mas o Tapu-Lele é baseado em uma borboleta, por isso a relação com escamas (aqui no Brasil há um mito de que se tocarmos uma borboleta e colocarmos a mão no olho, ficamos cegos). Seu tipo  pode ser derivado da divindade "Kāne", conhecido por conceder a vida ao primeiro ser humano havaiano. Seu nome é a combinação dos termos "Tapu" (sagrado em havaiano) e "Pulelehua" (borboleta em havaiano).

Tapu-Bulu

Capaz de controlar a vegetação conforme a sua vontade, o Tapu-Bulu consegue inclusive alterar o tamanho de seus chifres quando está em batalha, explicando o porquê do seu tipo . Mesmo tendo um poder assustador, é considerado como um Pokémon preguiçoso, com uma natureza pacífica e disposto a ajudar quem precisa. Mas não se deixem enganar: caso alguma ação seja considerada como ofensiva contra ele, pune sem piedade os invasores. O reflexo pode ser visto na ilha Ula'ula, mais precisamente na vila dos Tapu, que foi dizimada após o Tapu-Bulu utilizar árvores como clavas para espantar alguns bandidos que tentaram roubar riquezas de suas ruínas. Assim como seus companheiros, também é baseado em uma divindade havaiana, chamada "Lono", que simboliza a agricultura, a abundância e a paz. Sua forma física possui semelhanças com um touro, carregando essa referência para o seu nome, sendo a junção dos termos "Tapu" (sagrado em havaiano) e "Bull" (Touro em inglês).

Tapu-Fini

A representante "feminina" dos guardiões é conhecida por criar uma neblina densa que coloca seus oponentes uns contra os outros, ou seja, a névoa pode ser tanto um mecanismo de defesa como uma forma de avaliar se aqueles que visitam a ilha Poni são dignos de receber sua ajuda/poder. Segundo as lendas de Alola, é dito que Tapu-Fini é capaz de criar uma água que purifica tudo aquilo que toca, tendo uma referência direta com seu tipo . Para fechar o ciclo, Tapu-Fini é baseada em "Kanaloa" e adivinhem, é a divindade que simboliza os oceanos. Sua aparência pode ser derivada de várias figuras femininas, como sereias e ninfas combinadas com merlins ou peixes-espada. Seu nome é junção dos termos "Tapu" (sagrado em havaiano) e "Fin" (Barbatana em inglês).

Os Pilares de Alola

Apenas uma palavra define esse quarteto, que não é o fantástico: Impressionante. Como pode um conteúdo ser tão envolvente como o que foi aplicado nas versões Sun e Moon, conquistar novos e velhos treinadores? A resposta é simples e meio redundante: simplicidade. Se todos os jogos da série seguissem esses modelo, talvez a franquia teria tomado um outro rumo. O mesmo pode ser aplicado para as divindades guardiãs, que fazem parte da história ao mesmo tempo que parecem estar escondidas. Isso sem falar na mudança para os que gostam de jogar competitivamente, pois ao menos um deles está presente em um time.

Nosso próximo encontro encerrará, por enquanto, a série de matérias sobre os trios da franquia Pokémon. Permaneceremos em Alola e, por ser a última, nada melhor do que o lançamento de um novo jogo para implementar a história desse trio que fez com que muitos treinadores optassem por uma versão ao invés da outra (eu sou um deles). Até a próxima!

Revisão: Diogo Mendes
Referências: Bulbapedia

Victor Hugo Carreta escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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