Blast from the Past

Blast From the Past: Mortal Kombat (SNES)

Tão real que dói? Exatamente! Essa era a chamada do primeiro jogo de uma das franquias mais bem sucedidas na história dos vídeo games: Mo... (por Igor Chacon em 15/05/2011, via Nintendo Blast)

Mortal_Kombat_game_flyerTão real que dói? Exatamente! Essa era a chamada do primeiro jogo de uma das franquias mais bem sucedidas na história dos vídeo games: Mortal Kombat. Se você lembra nostalgicamente dos primeiros fatalities que aplicou, dos seus primeiros uppercuts (ganchos) que fizeram espirrar o sangue de seu adversário e lembra, também, da primeira vez que tremeu de medo frente ao gigantesco Goro, convidamos você para relembrar essas emoções. Mas se você não chegou a ter todas essas experiências, é melhor se redimir sabendo um pouco mais sobre o primeiro jogo da franquia!

Mortal_Kombat_1Conheço gente que morre de medo – e estou falando de medo de verdade! – só de escutar aquela voz maligna, cavernosa e sádica que acompanha as lutas de Mortal Kombat. Você sabe, aquela voz que diz “Round One, Fight!” ou “Finish Him!” e (com um pouco de sorte e habilidade) “Fatality”. Certamente, Mortal Kombat é um dos jogos que ficou marcado com mais força na memória dos gamers antigos e, até hoje, continua fazendo sucesso. E vejam só! Mais um MK foi lançado! Se você consegue ficar 19 anos fazendo sucesso com o mesmo produto, é porque a fórmula está dando muito certo.

imagem-da-mortal-kombat-1Mortal Kombat foi lançado em 1992 para arcades, e continha aquela estranha magia de fazer você gastar nele todo seu suado dinheiro de pintor de cercas, cuidador de cães ou lavador de carros (ou seja lá o que um garoto podia fazer para conseguir uma grana extra naqueles dias). Tudo isso porque nos diziam sempre que os games de arcade jamais sairiam para consoles caseiros… Jamais! Posteriormente o primeiro Mortal Kombat passou a ter versões para quase todos os consoles, incluindo os mais modernos.

char1_2Nos bons e velhos tempos em que Mortal Kombat foi lançado, o jogo só contava com sete personagens jogáveis: a agente especial Sonya, o ator Johnny Cage, o gangster Kano, o deus do trovão Raiden, o assassino Sub-zero, o guerreiro do inferno Scorpion e o monge Liu Kang. A história do jogo também era bastante simples: Para poder dominar a Terra, Shang Tsung, tinha que ganhar dez torneiros Mortal Kombat seguidos. E quando o mal está prestes a conseguir tal feito, Raiden reúne os melhores lutadores da Terra para lutar o torneiro e tentar salvar a Terra do dominio de Shang Tsung e seus comparsas.

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Com uma jogabilidade tão simples quanto sua história (história essa que se complicou apenas com o passar das sequências) MK é bem fácil de se começar a jogar. Os comandos básicos se resumem a dois socos (alto e baixo) e dois chutes (também alto e baixo), a combinação desses comandos com o direcional dá a variedade dos golpes. Diferente do que estava (e está até hoje) na moda, a fórmula “meia-lua soco”  foi muito pouco adotada por MK. Se isso é bom ou ruim, fica a critério de cada jogador. Particularmente, acredito que isso diminui a dificuldade do game e torna as lutas mais divertidas do que o velho esfregar de direcionais dos demais jogos de luta.

cagewinsMK marcou uma geração inteira com sangue e tripas até encher o balde e continua nos divertindo até hoje. Também foi, obviamente, um dos jogos que iniciou a tradição jornalistica de falar que games deixam crianças violentas, porém, continuo com minha opinião que é um dos jogos que, se meus filhos não jogarem, serão deserdados automaticamente…

 

Dica: Não fique frustrado se não conseguir ou nunca conseguiu terminar o jogo. MK foi feito para que as pessoas jogassem milhões de vezes sem nunca terminar e se você executou tal feito nos tempos pré-internet (com o overpower do Sub-zero não vale, ok?) parabéns, você é uma lenda viva.

 

Curiosidade 1: Dizem alguns que o jogo foi censurado pela Nintendo quando saiu para seus consoles. Fato é que na versão de MK para SNES o sangue foi pintado de cinza, o faz com que acreditemos que é, na verdade, suor…

Curiosidade 2: Na versão para Game Boy, Goro, um dos chefões, é um personagem jogável.


Igor Chacon nasceu na cidade do Natal em 17 de junho de 1989 é formado em psicologia, graduando em engenharia elétrica e em TI pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e estudante de engenharia elétrica, é cristão e se inspira em Lewis, Tolkien, King, Quintana, Carpinejar, Vinícius, Rossi, Vianco, Antunes, entre outros.

Comentários

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  1. Meu viciiiio *,,*

    Realmente quando era menor eu tinha medo do Príncipe Goro hahaha.Acho que todos já passaram por isso ou medo do famoso “Fatality” ou até mesmo nervos a flor da pele com o inicio da luta e se não passaram me perdoe,mas não sabem o que é vivenciar o Mortal Kombat aehhaeha.
    Eu sou tão viciada que tenho os dois filmes da saga e um dos jogos do nintendo64,mas já joguei quase todos!!

    Pois é Mortal Kombat é O Jogo e concerteza é um dos jogos que, se meus filhos não jogarem,serão deserdados automaticamente… [2]

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  2. Mortal Kombat foi um dos dois primeiros jogos que eu tive no meu SNES - o outro foi Street Fighter II. E sim, eu me sentia intimidado, não só pela voz, mas por todo o jogo. Por muito tempo eles dois foram meus únicos jogos e lembro-me quando descobri o primeiro fatality da minha vida - o do Scorpion hahaha.

    E ao contrário dos tempos de hoje, meus pais até se divertiam com tantas coisas absurdas que rolavam ali. E, para surpresa de todos, hoje eu não sou delinquente.

    Belo texto Igor, parabéns!

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  3. Sou um grande fã de Mortal Kombat, sempre o preferi dentre os games de luta da época inclusive o mais famoso, Street Fighter II. Onde moro, me lembro que era um pré-adolescente quando chegou o arcade do game, e eu fui o primeiro a conseguir fazer o fatality (do sub-zero na época) e deixar uma garotada que estava ao redor de mim vendo jogar, de boca aberta, pois até então nunca tinham visto um game com esse grau de violência, e pra quem não se lembra o fatality do sub-zero era lindo, consistia em arrancar o crânio do adversário juntamente com a espinha dorsal.

    Com o tempo me tornei um expert no arcade, e passei a ser chamdo de mestre por pessoas na rua, me especializei em jogar com o Scorpion e Sub-zero, e lá se foram muitos desafios no velho arcade.

    Quando adquiri o SNES, meu primeiro game tinha que ser MK, e apesar da limitação, e da censura de sangue, o game não decepcionou, e tinha gráficos melhores que a versão do seu concorrente megadrive (ainda que essa versão possuísse sangue).

    Daí pra cá, joguei praticamente todos os games e spin offs (menos DC vs MK, esse não considero) da série, o único que ainda não joguei é justamente o novo mortal kombat lançado recentemente para PS3 e Xbox360, o que pretendo corrigir logo que comprar um Xbox.

    Espero que Mortal Kombat nunca acabe, apesar de polêmico, violento, que gerou e gera muita discussão com relação a influência negativa dos games, não se pode negar que foi um divisor de águas e marcou pra sempre a história dos games!!!

    Final round, Finish here!!!!

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  4. Para mim Mortal Kombat foi superior ao SF, seu rival da época.
    Depois SF tomou frente no meu gosto por jogos de luta.
    Jogava MK nos arcades... Distruia as alavancas com Kano e Raiden, ahahahahah

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  5. É verdade Doug! A pancadaria não ficava só no game não - as alavancas tomavam cada solavanco que depois ficavam só o pó hahahaha!

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  6. Não sou um fã da séire , mas valeu a pena o tempo que passei jogando e apanhando no Mortal Kombat. hehe
    Lembro também da galera que juntava pra jogar e até fazer uma competição "amigável".

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  7. eu ri na foto do kano e do riden puchando as pobres criancinhas kkkkkkkkkkkkkkkkk!eu era ruim nesse jogo pq era mais fan de plataforma,mas so pra apelar escolia o sector no ultimate mortal kombat e so ficava lançando os misseis nos inimigos,mas a graça acabo quando chegou no motauro kkkkkkkkkkkkkkk soltei missel mais voltou pra mim ae morri e nao fui no shaokan,era uma vitoria de noob!

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