Blast from Japan

Blast from Japan: Bahamut Lagoon (SNES)

Um mundo em guerra, no qual as nações são imensas ilhas flutuantes. Este é o cenário de Bahamut Lagoon , RPG lançado para SNES em 1996. O ga... (por Farley Santos em 12/12/2012, via Nintendo Blast)

Um mundo em guerra, no qual as nações são imensas ilhas flutuantes. Este é o cenário de Bahamut Lagoon, RPG lançado para SNES em 1996. O game mistura elementos do gênero estratégia com combates em turnos, diferenciando-se dos inúmeros RPGs tradicionais lançados para o console. Infelizmente a desenvolvedora Squaresoft não trouxe o título para o ocidente, privando centenas de jogadores de mais um ótimo jogo.

Um mundo reprimido

Orelus é um mundo inusitado. Os continentes, chamados de Lagoons, flutuam livremente pelos céus. Cada uma destas nações conta com um dragão protetor, responsável por manter a paz em sua respectiva ilha. Porém, infelizmente paz é algo que não existe em Orelus: a guerra devastou o mundo, por conta da ganância de um imperador. Depois de muita luta e destruição, o perverso império de Granbelos saiu vitorioso e dominou todas as Lagoons de Orelus, trazendo tristeza e opressão.


Descontentes com a situação, várias pessoas dos reinos dominados decidem se juntar para formar a Resistência. Liderados por Byuu, um cavaleiro do reino de Kahna, os membros deste grupo têm como objetivo libertar todas as nações do domínio de Granbelos. Eles partem em uma jornada a fim de conseguir mais aliados e derrotar o maligno imperador. A situação fica ainda mais séria quando a Resistência descobre que os reais objetivos do império são muito mais sombrios e terríveis do que a princípio se pensava. O imperador planeja dominar todos os dragões do mundo, a fim de despertar o lendário e poderoso Bahamut, tornando-se assim invencível. O grupo vai tentar impedir isso a todo custo.

Conflitos estratégicos

O fato de a Resistência ser um pequeno grupo rebelde é retratado até na jogabilidade de Bahamut Lagoon. Em todas as missões o grupo sempre enfrenta uma força inimiga que costuma ser duas ou três vezes maior que a dos aliados. A solução é usar uma boa dose de estratégia para derrotar os oponentes. A mecânica é simples: mova as unidades pelo mapa e ataque quando possível. Se o inimigo estiver longe basta usar magia. O dano feito pelos feitiços a distância é menor, entretanto o oponente não tem chance de retaliar. As magias também afetam o terreno, queimando florestas e congelando água, por exemplo. O mapa tem de ser estudado com cuidado para melhor tomar vantagem deste fator.


Caso uma unidade esteja no espaço adjacente ao de um inimigo, acontece uma batalha por turnos, como em um RPG tradicional. Cada personagem tem direito a um movimento, assim como os oponentes. A real vantagem desse tipo de ação é que os ataques são bem mais poderosos e efetivos. Mas isso constitui, também, uma dinâmica perigosa, já que a mesma regra se aplica aos oponentes. Encontrar o equilíbrio entre os dois tipos de ataque é essencial para se conseguir derrotar a grande quantidade de inimigos que você enfrentará no decorrer do jogo.

Dragões e experimentação

A Resistência conta também com o apoio de dragões. As criaturas não podem ser controladas diretamente e agem por conta própria, apesar de ser possível dar ordens como “ataque inimigos distantes” ou “dê suporte às unidades”. É extremamente importante escolher as ordens corretas, já que os dragões são muito poderosos.


Conforme a trama avança, variados personagens se juntam ao grupo, cada um com características e habilidades únicas. Cada unidade de batalha conta com quatro guerreiros, experimentar variadas combinações é essencial para conseguir derrotar os inimigos, que ficam cada vez mais poderosos, complexos e ousados. Equipamentos e itens estão a disposição e são de boa relevância para incrementar os atributos e habilidades dos personagens, cabe ao jogador encontrar um equilíbrio na distribuição destes objetos. Os dragões podem ser alimentados e evoluem de acordo com os itens oferecidos.


Beleza nos ares

Por sair no fim da vida do SNES, Bahamut Lagoon com belos gráficos. O destaque fica por conta da representação das cenas de batalha: os personagens são retratados com muitos detalhes e animação fluida, ao contrário de outros grandes RPGs do console. Sua trilha sonora também não fica atrás, com belas canções que remetem ao tema militar e ao mundo aéreo. A combinação de todos estes fatores torna este um dos mais belos games do console.


Céus restritos

Infelizmente Bahamut Lagoon nunca foi localizado para o Ocidente. Assim como Front Misson: Gun Hazard e Seiken Densetsu 3, a Squaresoft chegou a anunciar versões em inglês, mas acabou desistindo. O motivo dessa decisão foi o fato de que os consoles da geração 32-bit já tinham sido lançados e nada garantia que o game vendesse bem por aqui. De qualquer maneira, recentemente os jogadores nipônicos puderam revisitar o mundo de Orelus, pois o título foi lançado para o Virtual Console do Wii em 2009. Só podemos lamentar por mais um ótimo RPG que não pôde ser apreciado pelos jogadores do Ocidente.

Revisão: Samuel Coelho

é brasiliense e gosta de explorar games indie e títulos obscuros. Fã de Yoko Shimomura, Yuzo Koshiro e Masashi Hamauzu, é apreciador de roguelikes, game music, fotografia e livros. Pode ser encontrado no seu blog pessoal e nas redes sociais por meio do nick FaruSantos.


  1. Joguei muito no emulador Zsnes
    Também tem o new game +, muito bom

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  2. A NoA deveria aproveitar para relançá-lo em inglês no eShop. A distribuição digital deste game só servira para dar lucros à empresa! u_u

    Mais uma vez, os japoneses ficam com tudo que é bom, enquanto nós, reles ocidentais, ficamos chupando o dedo.

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  3. Joguei e zerei este incrível jogo da Square para o Snes. Bons tempos graças aos emuladores e à comunidade tradutora. Valeu a postagem.

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