Nintendo quer combater a pirataria online; Brasil, entre os casos mais graves, é um dos países-alvo

Pirataria é um assunto sempre delicado. A indústria do entretenimento tem sofrido com a divulgação ilícita de produtos e serviços pela Int... (por Alex Sandro de Mattos em 25/02/2013, via Nintendo Blast)

Capitão Gancho que se cuide!
Pirataria é um assunto sempre delicado. A indústria do entretenimento tem sofrido com a divulgação ilícita de produtos e serviços pela Internet. A Nintendo, buscando proteger suas propriedades intelectuais, enviou uma carta para o Representante do Comércio dos Estados Unidos pedindo para pressionar alguns países a melhorar o combate à pirataria online. A carta afirma ainda que o Brasil é um dos piores países envolvidos e cobra uma postura mais rígida na legislação nacional.

A Nintendo afirma que está sofrendo grandes perdas por causa da distribuição não autorizada de seus jogos na Internet. A empresa pede para que arquivos e sites de compartilhamento sejam bloqueados e hajam processos criminais contra as pessoas que pirateiam jogos ou que facilitem a violação de direitos autorais.

Na carta, a empresa explica: "A Nintendo, juntamente com seus editores e desenvolvedores, é prejudicada pela prevalência e facilidade da distribuição online ilegal. Nos últimos anos. o âmbito da pirataria online para a Nintendo tem crescido dramaticamente. Todo mês, dezenas de milhares de arquivos de jogos ilegais da Nintendo são detectados na Internet. O ambiente legal para limitar o fluxo desses arquivos permanece extremamente desafiador."

Pare de olhar assim pra mim.
Sou uma pirata legal da Big N!
Os detentores de direitos autorais entregam uma lista anualmente com reivindicações anti-pirataria para o Representante de Comércio norte-americano. Um relatório é publicado destacando países que, aos olhos dos Estados Unidos, não estão fazendo o necessário para impedir a violação de direitos autorais.

A Nintendo quer que Brasil, México, China e Espanha estejam na lista de observação do governo este ano e recomenda ações específicas a serem tomadas em cada país. A Big N escolheu estas quatro nações por causa da alta prevalência de pirataria de jogos e a falta de fiscalização.

O Brasil é descrito como um dos piores casos e a Nintendo sugere que o país comece a atuar contra sites de maior repercussão de conteúdos piratas para impedir que outros cometam o mesmo delito. Para o Brasil, a primeira sugestão da Nintendo é "divulgar ações judiciais contra os infratores, principalmente para aumentar a conscientização e a dissuasão. Levar processos criminais contra infratores, incluindo por facilitar a pirataria na Internet. Os tribunais devem aplicar sanções mais fortes contra crimes de IPs de todas as formas tradicionais ou online para aumentar a conscientização."

A Nintendo também sugere que o Brasil aplique uma nova legislação de proteção digital e que provedores de Internet sejam responsabilizados por pirataria online: "adotar e cumprir rigorosamente novas leis que protegem explicitamente contra a evasão de medidas técnicas de proteção; responsabilizar provedores de serviço de Internet por facilitar a pirataria sob determinadas circunstâncias, incluindo uma exigência dos provedores por infringir conteúdos quando notificados por um representante titular dos direitos".

Acredite: até a bandeira nacional foi pirateada!
Para a Espanha, a Nintendo descreveu uma lei de direitos autorais para o país europeu adotar. Curiosamente, o apelo aos Estados Unidos para alterar a legislação espanhola pode acontecer, diante de que os americanos estão envolvidos na mudança de direitos autorais na Espanha, com ameaça de sanções comerciais graves. Para a China e México, a Nintendo pede o bloqueio de sites com links piratas.

Sabemos que no Brasil os games sofrem com altos impostos e os preços são um dos causadores da pirataria. Mas vale lembrar que não são apenas aqueles que distribuem arquivos na Internet para download que prejudicam as empresas de entretenimento, os que acessam e baixam também fazem parte. Se você tem uma boa memória, deve se lembrar que a Nintendo apoiou o SOPA, o projeto de combate à pirataria que falhou e essa postura de proibir conteúdos em sites parece uma forma de censura. Porém, a Nintendo está tentando proteger as propriedades pertencentes à ela.

Enquanto a Nintendo tenta lutar contra os piratas da Internet,
Samus acaba com os Space Pirates
Se os pedidos da Nintendo terão algum efeito, só o tempo dirá. E você? Acredita que resultará em alguma mudança na postura no Brasil?



Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

Comentários

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  1. Creio que infelizmente não por uma questão de cultura e habito... É uma pena que um dos países que mais cresce no ramo, e que tem uma quantidade avassaladora de internautas e usuários da rede figure num posto tão comprometedor...

    Apontam diversas razões como localização de Games, altos preços no pais, acessibilidade em determinadas regiões, até questões de demanda e defasagem nas datas de lançamento!

    Mas de uma coisa é certa, essa é uma batalha complexa e difícil mas que não ode ser deixada de lado... Não digo que tenho uma maquina de dinheiro em casa, nem que não uso outros meios de recursos ilegais pra aquisição de conteúdo digital (em miúdos baixo música da net! Kkk), mas temos que ao menos ter a consciência de que isso a longo prazo pode trazer a nos mesmos, consumidores, e procurar evitar a comodidade, mas seguir pela honestidade...

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  2. Gostaria também que lutassem pra abaixar um pouco o preço de seus jogos aqui no Brasil, um jogo lançamento de 3DS as vezes chega a custar o mesmo ou até mais que um lançamento de Xbox/PS3, fazendo com que a maioria acabe importando de outros países onde o preço é menos que a metade do valor brasileiro.

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  3. O Brasil qualifica os games como jogos de azar, os impostos chegam a mais de 60%.

    Como que os preços vão cair desse jeito?

    Brasil um país de todos.......os impostos.

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  4. Já não é de hoje que a pirataria acontece no Brasil, e duvido que o governo tenha qualquer interesse em combatê-la, não importa qual seja o apelo feito por qual país. Se a situação apertar, basta algum engravatado dizer que está tudo bem para o exterior, enquanto nós sofremos aqui dentro, como sempre.

    Já fizemos várias ações mostrando como a pirataria influencia o Brasil negativamente, e que a diminuição dos impostos pode resolver parte dessa situação, mas os governantes não ligam para isso.

    Eu concordo completamente com a ação da BigN, mas não acredito que isso surtirá algum efeito no Brasil, ou se surtir, se ao menos será duradouro.

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  5. É, não acho que esse pedido da Nintendo terá algum efeito. O Brasil só está interessado em faturar com impostos. Eles só mudariam alguma coisa se isso afetar os seu recolhimento de imposto.

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  6. o pior e que e cultural... Filhos da p*t* que gastam em uma balada ou em porcarias o valor de um jogo... E depois pirateiam sem nenhuma cerimonia... E vem dizendo que e injusto, culpando os impostos, que o brasil e uma merda (va viver na china ou na india pra ver). Meu amigo videogame e luxo, se nao tem como comprar nao jogue! Eu quantas vezes fico sem jogar por falta de dinheiro... E nao pirateio! Nao e pao e leite, voce nao vai morrer se nao tiver, compre so os que valem a pena... Nao tenho dinheiro, mas todos os meus 4 consoles so tem jogos originais (menos a porcaria do vita, que esta jogada num canto)

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  7. Melhor baixar Super Smash Bros Brawl para o pen drive antes que seja tarde de mais,meu Wii é europeu,nao posso comprar jogos daqui,alem do mais nem sabia dessa trava regional,vou baixar SSBB,me apaixonei pelo game,se eu ficar sem vou enlouquecer,mas esses impostos aqui querem o que,se o Brasil nao fosse tao corrupto,seriamos pais de primeiro mundo,e acredito eu que nossa moeda ia valer mais e ter menos impostos,mas sempre somos explorados,sempre

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