Crash Bandicoot e sua trajetória nos consoles da Nintendo

Conheça os jogos do marsupial já lançados nos aparelhos da Big N.

Em março de 2018, Crash Bandicoot N. Sane Trilogy foi anunciado para Nintendo Switch e surpreendeu muitos consumidores que acreditavam que a franquia não havia aparecido nos consoles da Nintendo anteriormente. Assim, desde 2001, Crash Bandicoot deu as caras nos consoles da Big N e pelo desconhecimento de muitos fãs da franquia sobre tais jogos, inclusive de exclusivos, considerei relevante listar a trajetória do marsupial – aproveitando o relançamento dos três primeiros jogos da franquia – desde o GameCube (GC) até o Switch.

Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex (2001)

Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex foi originalmente lançado para PlayStation 2 (PS2) em 2001, sendo portado em 2002 para GC e Xbox. Após contratempos a respeito dos direitos de Crash Bandicoot, a continuação da série deixou de ser exclusiva dos aparelhos da Sony e expandiu sua disponibilidade para outros consoles após a virada do século.


A história de Wrath of Cortex se passa logo após Crash Bandicoot 3: Warped (PS1) e com as mecânicas do antecessor mantidas, se passando em uma estação espacial com a narrativa girando em torno da libertação de máscaras – as Elementais – e de Crunch, um marsupial manipulado por Dr. Neo Cortex que tenta impedir o progresso de Crash.

Crash Bandicoot: The Huge Adventure (2002) e Crash Bandicoot 2: N-Tranced (2003)

Crash Bandicoot: The Huge Adventure foi o primeiro lançamento da franquia para o Game Boy Advance (GBA). Nomeado de Crash Bandicoot Advance no Japão e Crash Bandicoot XS na Europa, a versão portátil lançada em 2002 foi bem aceita pela crítica da época e se destacou pela semelhança de jogabilidade com a trilogia original lançada pela Naughty Dog – motivo de prestígio dos fãs.

Um ano após o lançamento de The Huge Adventure, Crash Bandicoot 2: N-Tranced foi lançado para GBA, dando continuação à narrativa e introduzindo N. Trance, um novo vilão mestre do hipnotismo. A sequência foi muito bem recebida e se destacou como a segunda grande versão portátil da franquia.



Para as limitações do portátil, o desafio de buscar os 20 cristais possui controles precisos e um level design bem feito, mesmo sendo considerado curto para muitos jogadores. A recepção positiva dos games conduziram a mais um jogo para GBA futuramente: Crash Bandicoot Purple: Ripto’s Rampage.

Crash Nitro Kart (2003)



Crash Nitro Kart é o segundo jogo de corrida da série, sendo o lançamento para GC em 2003, o que foi marcante para a manutenção do marsupial nos consoles da Big N. Considerado por muitos como sequência de Crash Team Racing, o game apresenta mecânicas semelhantes aos jogos populares de corrida – como Mario Kart.

No entanto, diferente das versões de corrida do bigodudo, Crash Nitro Kart possui o modo Aventura, onde o jogador pode escolher entre o Time Bandicoot e o Time Córtex. Esse modo possui quatro mundos distintos e troféus, moedas especiais e relíquias coletáveis que ampliam o tempo de jogatina para garantir uma experiência agradável aos fãs de jogos de corrida.

Crash Bandicoot Purple: Ripto’s Rampage (2004)

Crash Bandicoot Purple: Ripto’s Rampage e Spyro Orange: The Cortex Conspiracy são dois jogos de plataforma lançados pela Vivendi Universal Games para GBA. Ambos se tratam de uma mistura inédita entre as franquias Crash Bandicoot e Spyro the Dragon com uma história que une os dois vilões: Doctor Neo Cortex e Ripto.
Se juntos já causam...
A jogabilidade se mantém bem simples e, como novidade, contam com o uso do Game Link Cable, recurso de conexão para GBA, permitindo a interação entre as versões e tornando a jogatina mais interativa com amigos que também possuem uma das versões do jogo. No entanto, a obrigatoriedade de mais de uma versão física pode ser incômoda e atrapalhar a experiência completa do jogador.

Crash Tag Team Racing (2005)



Pulando para 2005, o novo jogo desenvolvido pela Radical Entertainment foi nomeado de Crash Tag Team Racing e lançado para GC, Xbox, PS2 e PlayStation Portable (PSP) como terceiro jogo de corrida da série do marsupial. Há grandes mudanças se compará-lo aos dois primeiros jogos do gênero: para começar, há a possibilidade de unir dois carros, em uma espécie de fusão durante a corrida, e, como um veículo só, possuir um piloto e um atirador.

Além disso, a história foca nos momentos cômicos de Crash Bandicoot. O início narrativo indica que um parque temático, fechado por ser classificado como o mais perigoso do mundo, foi descoberto pelos personagens do jogo, que são desafiados a participar de uma série de corridas temáticas ao redor dele.

Assim, com cinco fases temáticas para explorar, Crash Tag Team Racing é bombardeado de cutscenes hilárias e mortes caricatas que levam o jogador à imersão do contexto e à busca de melhorias para veículos e personagens desbloqueáveis.

Crash Boom Bang (2006)

Desenvolvido pela Dimps para Nintendo DS, Crash Boom Bang foi lançado em 16 de julho de 2006 e é um dos poucos jogos party da franquia. Além disso, foi o primeiro da série a ser desenvolvido unicamente no Japão, com o lançamento na América do Norte apenas em outubro do mesmo ano.



Com uma pegada de jogo de tabuleiro, a jogabilidade de Crash Boom Bang é quase idêntica à da franquia Mario Party. Com personagens conhecidos da série – como Coco, Crunch e Dr. Neo Cortex –, o objetivo é simples: o jogador que acumular mais frutas Wumpa ganha.

Crash of the Titans (2007)



Crash of the Titans, lançado em 2007, conseguiu o marco de ser lançado para três plataformas da Nintendo: GBA, Nintendo DS e Nintendo Wii. Em cada versão o jogo se difere em diversos aspectos, desde os gráficos suportados por cada console até o estilo de plataforma a ser explorado. A versão para Nintendo DS, por exemplo, apresenta mecanismos exclusivos que aproveitam a tela inferior com ações que exigem do jogador o uso da função touch.
A versão para DS é bem diferente quando comparada a outros consoles.
A diferença desse jogo para os anteriores da franquia é gritante. Os mecanismos e a “perda” das origens do marsupial foram condenados pelo público e, como consequência, teve uma grande rejeição. Apesar disso, o jogo recebeu avaliações relativamente positivas da crítica e proporcionou o futuro lançamento de uma sequência.

Crash: Mind Over Mutant (2008)

Crash: Mind Over Mutant, lançado em 2008 para Nintendo DS e Nintendo Wii, é uma continuação da fórmula de Crash of the Titans, mas com mudanças significativas e uma diversidade maior de monstros jogáveis durante a campanha. Com o mesmo ritmo de história, muitos jogadores avaliam Mind Over Mutant como repetitivo e enjoativo, principalmente pelo fato de que o jogo te obriga a retornar, várias vezes, aos mesmos locais.
O jogo não foi bem recebido pela crítica. Assim, com pontuações médias entre 5 e 7 em uma margem de 0 à 10 para os consoles, a versão para Nintendo DS foi considerada a pior lançada, com erros graves de fluidez e level design. Com isso, após uma péssima repercussão, a franquia Crash Bandicoot foi colocada no limbo até que, em 2016, foi oficialmente anunciado o retorno da série.

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy (2018)



Após dez anos desde a sua última aparição nos consoles da Big N, Crash Bandicoot N. Sane Trilogy será lançado no dia 29 de julho de 2018 para Nintendo Switch. O jogo foi lançado primeiramente como exclusivo para PS4, que conseguiu mais de 3 milhões de cópias vendidas em nove meses, mas perderá a exclusividade e será lançado para as demais plataformas.

Com gráficos polidos e totalmente refeitos, respeitando as premissas originais, N. Sane Trilogy reúne os três jogos clássicos: Crash Bandicoot, Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back e Crash Bandicoot 3: Warped, todos títulos originais do PS1. Para tanto, o desenvolvimento cuidadoso da Vicarious Visions entregou tudo que os fãs queriam e com algumas novidades – como a irmã de Crash, Coco, ser personagem jogável nos três jogos.

Em síntese, a franquia teve seus altos e baixos nos consoles da Nintendo, mas é extremamente positivo ver que, após dez anos, o renascer do marsupial aparecerá, também, no Nintendo Switch como um merecido personagem nostálgico – e, quem sabe, de futuros lançamentos e remasterizações para o híbrido da Big N.

Capa: Windsdon
Revisão: Gabriel Bonafé

Paulo Vinícius escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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