Desenvolvedora Hamster comenta sobre parceria com Nintendo na série Arcade Archives

Produtor da coleção fala sobre ética compartilhada entre as duas empresas e sobre os desafios de disponibilizar um game clássico por semana.


Em entrevista à publicação japonesa Famitsu, o produtor da série Arcade Archives, Satoshi Hamada, detalhou o trabalho realizado pela produtora Hamster ao disponibilizar clássicos dos arcades nos consoles atuais. Entre os temas levantados, ele comentou a relação com a Nintendo no lançamento de jogos antigos da Big N no Nintendo Switch.


Segundo ele, sempre foi seu sonho lançar uma coleção de jogos marcantes da Nintendo sob a marca Arcade Archives e, quando isso se tornou realidade, ele se surpreendeu mais do que todos. Hamada ressaltou a importância da cooperação com a empresa nessa empreitada e afirmou que ambas as produtoras possuem a mesma ética de restaurar e preservar games clássicos de arcades, o que permitiu essa parceria.

Além disso, ele disse que pedidos nas redes sociais e a história compartilhada pelas duas companhias por meio de lançamentos no Virtual Console no Wii U também influenciaram na colaboração.

O produtor também comentou sobre alguns dos desafios de publicar um jogo da coletânea por semana.
"Há momentos em que as pessoas envolvidas na produção do jogo naquela época seguiram em frente e é difícil saber até onde começar. Aí há outros momentos em que os dados originais não foram preservados. O fato é que quanto mais antigo o game é, negociações e republicações ficam mais difíceis."
Ao ser perguntado se já aconteceu dos dados originais dos jogos serem perdidos, Hamada disse:
"Realmente já houve [esses momentos]. Nesses casos, nós adquirimos as placas de circuito originais e trabalhamos deste ponto. Mas, honestamente, também há vários casos em que não conseguimos adquirir essas placas de circuito e, então, não conseguimos republicar o jogo de maneira alguma."
Segundo ele, o plano atual da Hamster é ultrapassar as 100 semanas consecutivas com lançamentos novos de Arcade Archives.

Daniel Morbi é jornalista, analista de mídias e entusiasta dos games desde que conheceu Pokémon Azul no Game Boy Color quando criança. De lá para cá, dedicou-se a plataformas Nintendo, apesar de se aventurar no Xbox e no PC ocasionalmente. É capaz de demorar anos para zerar um jogo e tem mais games do que consegue jogar. Você pode encontrá-lo no Facebook e, futuramente, em outras redes sociais, quando ele tiver coragem para alimentá-las.

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