Jogamos

Análise: Just Dance 2019 (Multi) é a justificativa perfeita para reunir os amigos

Com mais de 400 músicas disponíveis considerando o serviço Just Dance Unlimited, Just Dance 2019 reúne diversos estilos musicais em um menu remodelado bem conveniente.


Não é preciso prolongar uma explicação sobre o que é Just Dance. Após diversos lançamentos anuais da franquia, foi fácil questionar se Just Dance 2019 (Multi) seria o ápice de saturação da franquia frente a tantos dilemas de identidade. Felizmente, o novo integrante da série procurou, desta vez, mudar paradigmas para postergar a carência de novidades pelos fãs, como foi sentido em Just Dance 2018 (Multi).


Mesmo com uma clara dominação do gênero no mercado de games, o novo título remodelou o formato de apresentação e entregou, assim, uma playlist final melhor que seu antecessor e, com certeza, bem vinda para o híbrido da Big N, visto que sua facilidade portátil agrega muito mais à função de divertimento coletivo, mas que ainda possui problemas notáveis.

Novo menu, novas possibilidades

Os modelos de menu da chamada new gen, ou seja, para Wii U, Switch, Xbox One e PlayStation 4, seguiam o mesmo modelo há 3 anos, desde Just Dance 2016 (Multi). Entretanto, este ano a Ubisoft decidiu repaginar totalmente o game, gerando aborrecimentos e contemplações que dividiram a comunidade. Ao meu ver, a mudança é extremamente positiva e oferece uma ideia de menu “clean” e totalmente intuitivo.

A princípio, a página inicial mostra as novidades diárias do game e dá acesso ao serviço online chamado World Dance Floor — em que há interação com jogadores ao redor do mundo e ranking de pontuação. Em seguida, o jogo instrui o jogador a explorar a lista de músicas disponíveis, revelando um aspecto interessante dessa nova versão: o incentivo ao desbloqueio completo do game.

Diferente de Mario Kart 8 Deluxe (Switch), em que o jogo entrega todos os personagens e pistas já desbloqueadas, por exemplo, Just Dance 2019 faz diferente de seus antecessores e não disponibiliza todas as músicas imediatamente. Com isso, o jogador precisa dançar quantidades específicas de músicas e atingir pontuações específicas para ter acesso a todo o catálogo oferecido — o que, ao meu ver, incentiva bastante o fator replay.

Ademais, o modo Playlist é desbloqueado posteriormente, em que é mostrado listas de músicas temáticas que poderão ser jogadas em sequência, tanto no modo normal quanto no modo sweat (que estima a quantidade de calorias perdidas). Também há uma atualização nos Dancer Cards, uma forma nova de expandir a customização e os incentivos para o jogador, uma vez que os títulos de efeito e os avatares desbloqueados ao completar desafios ou comprar com mojo incentivam, mais uma vez, a diversificação do título.

Un, dos, tres, Just Dance

Sobre a playlist final de Just Dance 2019, é indubitável a qualidade da seleção musical em comparação ao seu antecessor. Muitas músicas são conhecidas por grande parte do público, como "I Feel It Coming", de The Weeknd feat. Daft Punk, e "Havana", de Camila Cabello, e outras atendem à pedidas específicas, como no caso das músicas do gênero kpop, que ganharam a representação de "DDU-DU DDU-DU", de Black Pink, havendo uma tendência do game em criar coreografias divertidas e variadas que se associam a boas batidas e ritmos dançantes.

É impossível não mencionar a música "Bum Bum Tam Tam", de MC Fioti, Future, J Balvin, Stefflon Don e Juan Magán, como um dos grandes destaques da playlist. Por mais que não seja a versão original do funk brasileiro, é interessante ver essa representação em um game de nível internacional, visto que Just Dance no Brasil possui uma grande base para campeonatos e investimentos dos desenvolvedores. Também chamou-me a atenção a batida de "Rave In The Grave", de AronChupa Ft. Little Sis Nora, em que várias pessoas que estavam presentes reconheceram a “dancinha” e associaram ela a uma das famosas reações em Fortnite (Multi).

Além do mais, não posso deixar de mencionar o serviço Just Dance Unlimited. Mesmo com algumas músicas que ainda queremos ver no serviço, o conteúdo pago soma mais de 400 músicas ao título, o que é uma versão, digamos, "ultimate" da franquia de dança. O preço é um pouco amargo, mas felizmente o jogo oferece um mês gratuito para testes, o que é mais um ponto positivo em Just Dance 2019, mesmo que anteriormente eram disponibilizados 3 meses gratuitos.

É importante mencionar uma perda para as versões de Switch e Wii U. Anteriormente, o aplicativo mobile Just Dance Controller permitia um controle alternativo, utilizando o próprio celular ao invés de um Joy-Con ou um Wiimote, porém essa função foi removida para os consoles da Big N. É lamentável, visto que um par de controles extras é caro e esse meio alternativo seria bem viável para expandir as possibilidades de gameplay em grupo.

Dificuldade para quem te quer

É fortuno ver que Just Dance 2019 caprichou mais nas versões alternativas mais difíceis. Mesmo com a ausência de alternativas clássicas como o modo batalha, on stage e sweat specific routine, as chamadas extremes são remediações bem elaboradas e com coreografias interessantes para aprender. Com isso, versões alternativas como a de "New Rules", de Dua Lipa, me chamaram a atenção.
O interessante é que para desbloquear estas versões alternativas desafiadoras, é necessário que o jogador pontue ‘SUPERSTAR’ ou ‘MEGASTAR’ na rotina normal, ou seja, faça pelo menos 11000 pontos, indo além do básico de 5 estrelas. Isso não acontecia nas outras versões, o que acredito ser uma outra forma do game de incentivar o esforço máximo dos jogadores. Apesar de haver algumas falhas eventuais de pontuação com os Joy-Con, o jogo, no geral, cumpre bem sua função de desafiar e divertir ao mesmo tempo o público casual.

Em síntese, o novo jogo da série brinca com o famigerado ditado popular: em time que está ganhando não se mexe. Como não há concorrências, o título não se preocupa muito com grandes mudanças, porém, em compensação, altera as mecânicas de pesquisa e de destravamento de recompensas. Dessa forma, com uma playlist variada e divertida, Just Dance 2019 é a justificativa perfeita para reunir os amigos, seja para “pagar mico” ou para uma boa competição de dança com boas coreografias, principalmente quando o serviço de assinatura Just Dance Unlimited está incluso nessa jogatina.

Prós

  • Variedade musical e seleção de playlist equilibrada;
  • Novo menu intuitivo e simples de usar;
  • Colecionáveis e títulos de jogador estimulam o fator replay;
  • Dancer Cards atualizados expandem gama de customização do jogo;
  • Coreografias com níveis de dificuldade para todos os gostos;
  • Mais de 400 músicas disponíveis com o serviço de assinatura;

Contras

  • Remoção da função mobile Just Dance Controller para a versão de Wii U e Switch;
  • Ausência de novos modos ou resgate de alternativas previamente esquecidas;
  • Preço elevado do serviço Just Dance Unlimited mais o valor do jogo completo;
  • Eventuais falhas de pontuação com os Joy-Con.
Just Dance 2019 - Wii / Wii U / Switch / PS4 / Xbox 360 / Xbox One - Nota: 8.5 
Versão utilizada para análise: Switch
Análise produzida com cópia digital cedida pela Ubisoft 
Paulo Vinícius é estudante e apaixonado por games desde seu primeiro contato com Duck Hunt e Ice Climbers do nintendinho em 2002. Fanático por Pokémon e admirador de diversas franquias, reúne seu tempo livre para escrever e tentar colocar suas séries em dia. Está no Facebook e Instagram.

Comentários

Google+
Disqus
Facebook