Blast from the Past

Luigi's Mansion: reembarque na aterrorizante aventura do Luigi no GameCube

Antes de caçar fantasmas no seu Switch, o irmão do bigodudo baixinho já passava apuros em um mansão mal assombrada no GameCube.


Luigi's Mansion foi lançado em 2001 para o saudoso GameCube como o primeiro jogo da franquia Mario no console. Com menos de dois meses de diferença em relação ao seu lançamento no Japão, é o segundo game com o Luigi como protagonista. Nesta aventura, o jogador controla o irmão do baixinho bigodudo em uma aventura de arrepiar, onde o herói caça fantasmas em uma mansão mal assombrada, enquanto tenta resgatar o Mario,  que desapareceu no casarão. O jogo foi bem recebido pela crítica, vendendo 2,5 milhões de unidades no mundo, terminando como o quinto mais vendido do GameCube. O sucesso rendeu uma sequência e um remaster para o 3DS, Luigi’s Mansion Dark Moon e Luigi’s Mansion 3D, e agora o aguardadíssimo Luigi’s Mansion 3 para Nintendo Switch. Que tal embarcar nesta jornada conosco e descobrir o jogo que deu início à essa divertida franquia?

Um bilhete “não tão” premiado assim.


Luigi ganhou uma mansão em um sorteio, e combinou com seu irmão de irem visitar o imóvel. Até aí, tudo bem. O problema é que o lugar não era nada parecido com o que ele tinha visto nas fotos. Para piorar, Mario desaparece assim que eles chegam na entrada da casa assombrada. Ao entrar no lugar, Luigi se depara com um fantasma, mas é salvo por Elvin Gadd (aquele com cara de bebê). O professor estava tentando capturar os fantasmas da casa, mas falhou, pois o fantasma em questão parecia forte demais. Apavorados, os dois fogem, perseguidos pelos fantasmas. Em seu laboratório, o professor explica o que aconteceu, dizendo que a casa apareceu de forma sobrenatural há algumas noites (ela nem existia). Aparentemente tudo não passou de uma armadilha para atrair os irmãos ao local.



Para ajudá-lo a encontrar Mario e combater os fantasmas que assolam o local, o cientista entrega a Luigi o Poltergust 3000, arma perfeita para sugar os espíritos zombeteiros, bem ao jeito Caça-Fantasmas, e um dispositivo para se comunicar com ele, o Game Boy Horror. Apesar de não ser um exemplo de coragem, nosso herói parte em sua aventura para salvar seu irmão das garras das assombrações que infestam o lugar, ao mesmo tempo em que ajuda o cientista louco com cara de bebê em suas pesquisas sobrenaturais. Essa é a premissa básica desse fantástico jogo, que muitos dizem ser uma paródia da Nintendo em resposta ao sucesso de Resident Evil. Como as histórias de terror estavam em alta nos videogames, por que não colocar os irmãos Mario em apuros em uma mansão mal assombrada?

Caçar fantasmas nunca foi tão viciante 


A história principal é dividida em quatro fases, além de uma sala de treinamento do professor Gadd. Nas fases, o jogador controla o Luigi de posse do sugador de fantasmas Poltergust 3000, e explora os estágios em busca dos espíritos, itens e colecionáveis. Existem, também, algumas salas fechadas que podem ser acessadas logo após a fase ser concluída.


Para conseguir capturar os espectros, nosso herói precisa usar um “flash light” que deixa exposto os corações dos fantasmas, para só depois usar o Poltergust 3000 – sugando os inimigos até que os “hit points” sejam zerados. Quando isso acontece, bingo! Conseguimos capturar um fantasma. Contudo, quanto maior o número de hit points que o fantasma tiver, mais tempo levaremos para conseguir capturá-lo. Nesse meio tempo, ele vai tentar escapar e se o jogador não tiver jogo de cintura para segurar o fantasma, vai ter que começar tudo de novo, com os hit points dele cheios. Lembrando que os fantasmas também podem causar dano ao Luigi, e se o HP de nosso herói chegar a zero, ele perde uma vida. Alguns fantasmas só podem ser capturados com um upgrade no Poltergust 3000 que o jogador consegue ao encontrar medalhões colecionáveis.


Além disso, o Poltergust pode ser usado para abrir lugares secretos, encontrar itens escondidos e capturar os "portrait ghosts". Sempre quando todos os fantasmas de uma sala forem capturados, a sala antes escura e medonha passa a ser iluminada e a música de fundo muda para um tom “não assombrado”. Usando o Game Boy Horror, o jogador tem acesso ao mapa do castelo e indicação do itens escondidos e salas que podem ser abertas assim que se recupera sua chave. Os itens podem ser moedas, pedras preciosas, barras de outro, etc. Sempre quando o Luigi toma dano, esses objetos pulam do inventário do personagem e se espalham pelo cenário, tendo um tempo certo para serem recuperados antes de desaparecerem. Além dos fantasmas normais, temos que capturar os Boos também – estes mais espertos e difíceis, pois vivem armando pequenas armadilhas contra o jogador.


O Horror pode ajudar a encontrar esses fantasminhas peraltas, pois indicam a presença deles com uma luz que vai de amarela a vermelha dependendo do quão próximo o jogador esteja do Boo. Assim que todos os fantasmas da fase são eliminados, os retratos voltam ao seu normal. Esses retratos recuperados podem ser vistos no laboratório do professor Gadd.


Quando o último chefe do jogo é vencido, o jogador recebe um ranking dependendo do número de tesouros e colecionáveis que conseguiu, ranking esse que varia de A para H, de forma decrescente. Assim que o jogador completar o jogo, um Game Plus Mode é liberado, chamado de Hidden Mansion. Na versão europeia do jogo esse novo modo é uma versão refletida da mansão original.


Um sucesso se tornando um legado


Comercialmente, Luigi’s Mansion foi o jogo mais bem sucedido do GameCube, sendo considerado um System Seller (jogo que puxa as vendas do console). Segundo a própria Nintendo, o jogo vendeu mais na sua semana de estreia do que o Super Mario 64 do Nintendo 64. Apesar de não ter ido muito bem no Japão, o título vendeu aproximadamente 2,14 milhões de cópias nos EUA, recebendo, junto com Super Smash Bros. Melee e Pikmin o título de “primeira escolha do jogador”, uma espécie de selo de jogos mais vendidos e aclamados.


As críticas também foram bem favoráveis, recebendo notas entre 7,5 e 9 nas análises dos sites e revistas especializados. A inovação no gameplay e os puzzles divertidos foram pontos de destaque, enquanto que o fator negativo ficou na curta duração do game. Além de apresentar os personagens professor Elvin Gadd e o vilão King Boo, que seriam usados em outros jogos da Nintendo, Luigi’s Mansion também gerou as sequências já comentadas para o 3DS. E, é claro, o terceiro e aguardado capítulo da saga de terror do Luigi que sairá ainda esse ano para o Nintendo Switch. E você já jogou o primeiro capítulo dessa saga de arrepiar? Também está ansioso pelo novo jogo?

Revisão: André Carvalho


Apaixonado por JRPG, fanboy de Final Fantasy, gosta de um bom papo de boteco com cerveja e Rock'n Roll. Escreve para a Game Blast pois sonha em ser escritor.


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