Pokémon Blast

Pokémon Sword/Shield (Switch): A Wild Area de Galar revista em detalhes

Após ver em detalhes a geografia de Galar, é a hora de revisar mais a fundo o principal chamariz de Sword e Shield: a Wild Area.




Na última parte da revisão detalhada sobre Pokémon Sword/Shield, vimos aqui mais a fundo a geografia da região de Galar. E agora vamos dar início a segunda parte desta revisão, com foco no principal chamariz da 8ª geração, a Wild Area! Então, vamos lá?


Sem dúvida a Wild Area, revelada pela primeira vez na metade de 2019, foi um dos projetos mais ambiciosos de Pokémon até hoje. E ao mesmo tempo é possível considerá-la a síntese da falta de criatividade, já que pode ter sido a sacada para justificar a inclusão de 400 Pokémon adaptados a diferentes climas do nada no jogo. Mesmo assim ela continua sendo impressionante. A Wild Area, como todo mundo já sabe, é a primeira experiência efetiva de mundo aberto que a franquia recebeu. Assim que eu cheguei por lá, comecei a medir tudo que eu encontrava, e sendo franca, tudo na Wild Area é superlativo.
É perfeitamente possível se perder na Wild Area. A rotação de câmera ajuda muito nesse fator, a propósito
Para ter uma noção do tamanho dela, da saída inicial, os Rolling Fields, até o portão de Hammerlocke, em um passo normal, sem correr, eu levei impressionantes 20 minutos. Fazendo uma conta aqui e ali com base no tamanho estimado do personagem principal, a Wild Area tem por volta de 1 quilômetro e meio de uma ponta a outra (por sinal, eu pretendo explicar melhor isso aqui mais pra frente). Sim, isso é realmente grande. 

Para ter uma melhor noção, vamos a parte mais prática da coisa. O tamanho médio dos protagonistas em Sword/Shield é cerca de 1,60m. Essa medida foi tirada em comparação de escala com alguns Pokémon pelo caminho (por exemplo, os protagonistas são um pouco maiores que um Quagsire e tem o mesmo tamanho de um Bisharp, entre outras comparações mais). Em média, o tamanho do passo de uma pessoa varia entre 25% e 50% do tamanho dela. Calculando pelo mínimo, 25%, teríamos aí que cada passada dos protagonistas mede cerca de 40cm. Convertendo em distâncias, a cada dez segundos eu dava 8 passos no jogo. Multiplicando pelo tempo aproximado (7200 segundos) e convertendo isso para unidade de distância, temos aí 172.800 centímetros, o que dá um total de exorbitantes 1,72 quilômetros.

Apesar de você ver as tais “árvores de N64”, discutidas à exaustão na passagem da geração durante praticamente todo o percurso, todo o cuidado no desenvolvimento da área em geral - o tal do fator exploração, tão divulgado por Pokémon desde sempre - finalmente consegue ser entregue com êxito. Você sem perceber vai acabar usando o analógico direito para girar a câmera, afastar e aproximar. É facilmente possível passar horas por lá fazendo raids, breedando, pegando Berries ou só dando uma volta mesmo.
Mapa da primeira parte da Wild Area. As variações de clima são realmente uma novidade interessante


Mas óbvio, nem tudo é um mar de rosas. Após um certo tempo, você vai perceber que os Pokémon que aparecem são um tanto repetitivos. Volta e meia você vai se deparar com a espécie que você capturou cinco, dez vezes correndo atrás de você (aliás, tá aí outro ponto engraçado de SwSh).

As árvores de Berries, tão exóticas quanto as árvores comuns, tem um joguinho que chega a ser chato às vezes. Basicamente ele consiste em chacoalhar a árvore. Nisso podem acontecer duas coisas: ou caem Berries, conforme o esperado, ou um esquilo gordo cai na sua cara e quando você se livrar dele os Pokémon ao redor já terão surrupiado pelo menos metade da sua colheita.
Tanto reclamaram das "árvores de N64"...
Você até vai se deparar no começo com o Rotom Rally, espécie de corrida pela Wild Area onde você pode ganhar alguns Watts. Nada de excitante, pra falar a verdade. Parece ser algo só para agregar o local, nada além disso. Você muito provavelmente vai esquecer dele rápido até demais, infelizmente.

E claro, na Wild Area é onde se concentra a maior parte das interações online do jogo. A área em geral tem um funcionamento um pouco similar ao do Festi Plaza, feature online da 7ª geração. Durante a jogatina, você pode interagir com outros treinadores mais que também estão conectados. Nela é possível fazer Max Raid Battles com outras pessoas, trocar Pokémon pelo Y-comm, ou batalhar por rankings. Uma coisa engraçada é que em alguns momentos durante a gameplay online na Wild Area, você pode ver algumas coisas um tanto estranhas nela. Como dois usuários em um mesmo lugar. Ou bicicletas voadoras. Nada que tire a expressividade da Wild Area.

No fim das contas, as raids acabam sendo a única atração que te mantém entretido a longo prazo. Isso quando você não tem que enfrentar sozinho um Gigantamax 5 estrelas impossível de capturar com um monte de NPC ajudando com “altos Cosmic Power”.
Por mais que te tirem do sério algumas vezes, as Max Raid Battles são uma novidade muito bem vinda para a franquia
Contudo, mesmo apresentando algumas partes que poderiam ser melhor trabalhadas, a Wild Area ainda se mostra exímia, e prova que a experiência de Pokémon sempre pode apresentar algo novo.

E vocês? Lembram de alguma coisa a mais que a Wild Area apresenta? O que acharam dela em um geral? Na próxima parte dessa revisão, veremos mais a fundo as equipes vilãs (ou o que mais se pareça com isso) de Galar. Até lá!

Revisão: Icaro Sousa


Estudante de Design Gráfico, "nascida" em Johto, é fã da Altaria e de Galar. Pokétuber e futura professora de História, nas horas vagas treina seus monstrinhos. São-paulina e boleira, quer namorar o quanto antes. Pode ser achada enquanto cria coisa pelo Twitter: @gabsjohto


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