Final Fantasy VII Remake Intergrade: o retorno de Midgar no Switch 2

Cloud e equipe finalmente encontram no Switch 2 um lar à altura da aventura.

em 03/01/2026

Depois de longos anos de espera, uma das histórias mais emocionantes no mundo dos games recebe um merecido retrabalho e nas mãos de um grande criador, Naoki Hamaguchi! Final Fantasy VII conquistou fãs no mundo todo seguindo uma história à frente do seu tempo, Cloud e cia deixaram saudades, mas a Square-Enix resolveu presentear os seus fãs em 2020. Cinco anos depois, chegou a vez do Nintendo Switch 2. Finalmente, Cloud e companhia desembarcam em um hardware capaz de fazer justiça ao remake. As informações utilizadas nesta prévia foram reunidas a partir de pesquisas na internet, consultando materiais oficiais, sites especializados e conteúdos divulgados pela comunidade.

Midgar como você nunca viu.

Final Fantasy VII Remake Intergrade é o ponto de partida da nova trilogia que revisita o clássico de 1997, agora com uma abordagem moderna, cinematográfica e cheia daquele brilho especial que só a Square-Enix sabe entregar. Em vez de simplesmente remontar a aventura inteira, o estúdio decidiu destrinchar cada parte da jornada, ampliando personagens, cenários e temas que já eram fortes no original — e, honestamente, é impressionante como tudo ganha uma nova vida.

A versão Intergrade, lançada primeiro no Playstation 5, chega como uma edição turbinada do Remake. Aqui, Midgar parece respirar: iluminação mais realista, texturas caprichadas e uma performance muito mais estável fazem toda diferença, especialmente quando a cidade está no caos ou quando o jogo resolve exibir sua veia cinematográfica. É aquele tipo de upgrade que você percebe na hora.

E, para completar o pacote, temos o Episode INTERmission, estrelado pela sempre carismática Yuffie Kisaragi. A miniaventura acompanha sua infiltração em Midgar em busca de um artefato valioso, trazendo um combate mais ágil, áreas inéditas e conexões interessantes com o que vem pela frente na saga. É um bônus que não só expande o universo como deixa um gostinho de “quero mais” — e, olha, funciona.

Switch 2 aguenta o tranco?

Quando pensamos em Final Fantasy VII Remake Intergrade chegando ao Switch 2, a primeira dúvida é inevitável: como esse monstro visual vai se comportar no novo hardware da Nintendo? A boa notícia é que as expectativas são altas. A Square-Enix confirmou que a versão para Switch 2 mira “30 fps estáveis, com performance suave e visuais nítidos”. Como pudemos ver recentemente na demo lançada em 16 de dezembro de 2025, o título se comporta muito bem, entregando um visual próximo ao do PS5 e mantendo estáveis 30 fps.

É claro que, em comparação direta com o PlayStation 5, algumas diferenças vão aparecer. Mas, pelo que sabemos até agora, a versão do Switch 2 deve ficar muito mais próxima da edição do Playstation 5 do que de uma versão cloud. Só de saber que o jogo vai rodar de forma nativa já dá um alívio.

Ainda assim, alguns ajustes são esperados: sombras mais simples, menos partículas voando pela tela e uma distância de renderização um pouco menor. Nada fora do comum para um título desse porte. Em troca, o Switch 2 deve entregar ganhos importantes — como loadings bem mais rápidos e um visual mais estável, aproveitando melhor o novo hardware. E, se os rumores sobre suporte a tecnologias tipo DLSS se confirmarem, essa versão tem tudo para surpreender e até entregar uma fluidez que ninguém apostaria em um portátil como foi em Cyberpunk 2077: Ultimate Edition.

No fim das contas, o sentimento é de equilíbrio. Com certeza não será o Intergrade mais bonito já feito, mas tem cara de que será a melhor versão portátil do jogo — e, para quem gosta de jogar no modo portátil tanto quanto eu, isso já vale muito.

Jogabilidade e mudanças

O sistema de combate de Final Fantasy VII Remake Intergrade segue firme com a mistura que conquistou os fãs: ação frenética somada ao clássico ATB. É aquele meio-termo perfeito — você bate, esquiva e corre pela arena, mas também pausa para pensar e escolher a habilidade certa na hora certa. Para quem lembra do ritmo do FFVII original, aqui tudo é mais acelerado, mais intenso e, sinceramente, bem mais gostoso de jogar. Lembra um pouco o sistema de combate de Final Fantasy XII The Zodiac Age, que é considerado por muitos um dos melhores.

E, se utilizarem a tecnologia do HD Rumble mais caprichado, dá até para imaginar o impacto: golpes, explosões e habilidades especiais transmitindo aquela vibração na medida certa. Pequeno detalhe? Sim. Mas é justamente esse tipo de coisa que deixa a experiência ainda mais imersiva — especialmente no modo portátil, onde tudo parece mais próximo.

Por que vale ficar de olho

Final Fantasy VII Remake Intergrade chegando ao Switch 2 representa muito mais do que “mais um grande lançamento” — é quase uma declaração de que o novo console da Nintendo finalmente está pronto para brincar no mesmo campo dos games AAA. Ver um jogo desse tamanho rodando de forma nativa no hardware já é um marco por si só, ainda mais depois de anos engolindo versões cloud que nunca fizeram jus ao potencial da série.

E, sinceramente, para quem viveu Final Fantasy VII nos consoles Nintendo apenas através dos spin-offs, essa é a chance de ouro: finalmente mergulhar na reimaginação completa da história de Cloud, Tifa, Aerith e companhia. É aquele tipo de oportunidade que, se você ama JRPGs, simplesmente não dá para ignorar.

Sabemos que essa não vai ser a versão mais poderosa do Remake — e tudo bem. Ela tem tudo para ser a mais acessível e, para muita gente, essa é justamente a peça que faltava para embarcar nessa jornada épica… especialmente se você, como eu, adora jogar no modo portátil. Resta agora aguardar o lançamento em 22 de janeiro de 2026 para conferir se todas essas promessas realmente se confirmarão.

Final Fantasy VII Remake Intergrade (PC/ Playstation 5/ XSX/ Switch 2)
Desenvolvedor Square-Enix
Gênero Ação, Aventura, RPG
Lançamento 22 de janeiro de 2026
Revisão: Beatriz Castro
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Leandro Alves
Leandro Alves é designer gráfico formado e especialista em Design Estratégico pela Unicarioca, além de UX Designer com formação pela ESPM e pela escola britânica Design Institute. Diretor Geral, Diretor Editorial e Diretor de Arte das revistas GameBlast e Nintendo Blast, iniciou sua paixão por videogames com The Legend of Zelda: A Link to the Past. Fã da Nintendo, mas sem esconder sua admiração pelo PlayStation, tem como séries favoritas Kingdom Hearts, Pokémon, Splatoon, The Last of Us, Uncharted e Xenoblade Chronicles. Está no Instagram e Twitter.
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