Nintendo Switch 2 completa um ano: vale a pena trocar o Switch pelo novo console?

Vale a pena fazer o upgrade? Analisamos os acertos, polêmicas e os prós e contras do primeiro ano de vida do Nintendo Switch 2.

em 25/07/2026

O Nintendo Switch 2 foi lançado no dia 5 de junho de 2025, e o novo console da Nintendo completou seu primeiro ano há pouco tempo. Após o grande sucesso do Nintendo Switch — sendo o segundo console mais vendido da história —, será que vale mesmo a pena trocar o seu Switch pelo Switch 2? É com esse pensamento que escrevo a discussão de hoje.

A safra inicial de jogos

Começando pelos jogos que tivemos no início do Switch 2, podemos dizer que tivemos uma lista bem grande de títulos para o nosso amado console híbrido. Só de lançamentos da Nintendo, tivemos: Mario Kart World, Donkey Kong Bananza, Hyrule Warriors: Age of Imprisonment, Kirby Air Riders, Pokémon Legends: Z-A, Pokémon Pokopia, Metroid Prime 4 e muitos outros.

Analisando esses jogos iniciais da Nintendo como um todo, tivemos títulos muito bons e também jogos polêmicos. Claro que isso varia muito de gosto para gosto, mas, para mim, os que valem mesmo a compra são:

Mario Kart World, que, apesar de ter sido lançado inicialmente passando uma sensação de jogo “vazio” — ainda mais por ser de mundo aberto —, recebeu muitas atualizações recentes que fizeram o jogo melhorar, e muito.


Donkey Kong Bananza, no qual toda aquela jogatina de sair quebrando tudo é muito satisfatória. Também foi o primeiro jogo em que tivemos dublagem em português — e, diga-se de passagem, uma ótima dublagem. Eu mesmo achei o novo jogo do DK mais um “jogo de lançamento” do que Mario Kart World, até porque, no início de um novo console, pensamos em um jogo mais de plataforma do que de corrida para começar a geração.

Hyrule Warriors: Age of Imprisonment. Sobre esse, alguns podem até falar que estou louco, pois realmente não é um jogo para qualquer um. Ele é aquele tipo de título em que você só precisa apertar botões para passar de fase, ideal para quando você não quer pensar demais para jogar. Mas esse jogo foi muito bom para mim por causa de toda a história de The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom; se você gostou do jogo original, este é essencial para jogar. Ainda mais porque a cena final é de arrepiar.


Pokémon Legends: Z-A e Pokémon Pokopia: sobre esses dois, sou suspeito para falar, porque sou fanboy de Pokémon. A série Legends foi, para mim, o maior acerto da franquia desde que ela estreou no Switch. Como todos sabemos, os jogos da série principal no Switch tiveram uma derrocada com os problemas de performance de Scarlet & Violet; então, apesar de Legends não ser perfeito, ainda me fez passar 100 horas jogando para completá-lo por inteiro.

Agora, Pokémon Pokopia foi o grande acerto do Switch 2. Um spin-off que juntou Animal Crossing com Pokémon não tinha mesmo como dar errado. É muito fácil passar horas e horas arrumando suas ilhas e criando habitats para os Pokémon irem aparecendo. O jogo foi tão bem recebido que até mesmo esgotou em vários lugares do mundo; então esse realmente vale bastante a pena e foi um acerto e tanto.


E não foi só isso: tivemos muitos jogos, muitos mesmo, em relação às third parties. Tivemos Final Fantasy VII, Assassin’s Creed Shadows, Resident Evil Requiem, Digimon Story: Time Stranger, Star Wars Outlaws, Cyberpunk 2077 e vários outros. Além disso, temos uma leva imensa de jogos de empresas parceiras que ainda vão chegar para o Switch 2. O nosso pequeno gigante mostrou que pode muito bem aguentar títulos planejados para a atual geração.

A única coisa que espero que não aconteça é a Nintendo “perder” o console para as third parties. Como assim? Eu não sei vocês, mas a sensação que tenho até agora é de que saíram muito mais jogos de terceiros do que da própria Nintendo, e isso meio que ofusca os lançamentos dela. Como o console só tem um ano, não podemos dizer se isso vai continuar acontecendo mais para a frente, mas foi uma impressão com a qual fiquei.


Porém, deixando isso de lado, não podemos negar que o Nintendo Switch 2 virou a casa de muitos e muitos jogos. Isso, para mim, é algo positivo, pois, com mais títulos se tornando multiplataforma, podemos ter tudo em um único videogame. Esse é um cálculo a se fazer na hora de adquirir um console novo, já que comprar um é um investimento meio caro.

Nintendo Switch 2 Editions e o futuro do console

Também tivemos as Nintendo Switch 2 Edition, que melhoraram e até mesmo adicionaram novos conteúdos para jogos já muito amados. Alguns receberam esse upgrade de graça, como é o caso de The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Super Mario Odyssey — inclusive com a adição do nosso idioma no Zelda, o que foi muito bem recebido.


Porém, nem tudo são flores. Alguns jogos que não são da Nintendo também receberam Nintendo Switch 2 Edition, mas não tivemos upgrades gratuitos e nem pagos separadamente: se quisermos jogar aquela edição, precisamos comprar o jogo de novo. Isso até agora não foi bem recebido pela comunidade, e faz total sentido. Já temos o jogo e precisamos comprá-lo de novo se quisermos jogar a edição do Switch 2? Aí não dá!

O Nintendo Switch 2 tem um futuro promissor. Na recente Nintendo Direct que tivemos, vimos que há muito mais jogos vindo aí, como o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, Kingdom Hearts IV, Final Fantasy XIV, Dragon Quest Monsters, Fire Emblem: Fortunes Weave, Xenoblade Genesis e muitos outros; jogo é o que não vai faltar para o console.


E também, com o lançamento recente de Star Fox e o anúncio do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, começa a se desenhar uma linha de novos jogos que — mesmo inspirados nos antigos — é exatamente o que grande parte do público da Nintendo queria, além de ser um convite para que as pessoas que não pegaram essa época possam jogar esses títulos. Isso é muito positivo. A Nintendo tem esse caráter tradicional, e isso está bem presente nas últimas atualizações do Switch 2. Vamos ver como o console vai se sair.

No geral, temos um saldo bastante positivo do Nintendo Switch 2. A opção de retrocompatibilidade é um grande acerto, já que podemos continuar jogando todos os títulos do Switch nele. Para os novos jogadores, que querem entrar no ecossistema da Nintendo, o Switch 2 acaba se tornando a melhor opção, já que, daqui para frente, a tendência é os lançamentos saírem mais para o Switch 2 do que para o original. O lado negativo é que videogame no Brasil não é algo muito barato de se ter.


A tela do Switch 2 também é um pouco frágil e, como já vimos nos rumores, provavelmente vai sair uma versão melhorada do modelo com uma tela superior. Mas, para mim, isso é algo que já deveria ter vindo no lançamento; já que a Nintendo testou isso no Switch original e viu que era melhor, por que não continuar dessa forma? A bateria também, no modo portátil, descarrega muito rápido — ainda mais rodando jogos do próprio Switch 2. Com jogos do Switch original, percebi que ela dura um pouco mais, porém a bateria ainda poderia ser bem melhor.

O veredito final

Então, colocando tudo na balança, o primeiro ano do Nintendo Switch 2 deixa um saldo amplamente positivo. O console prova seu valor com uma biblioteca de peso, forte apoio de third parties e o acerto indispensável da retrocompatibilidade, mesmo tropeçando em questões de hardware como bateria e tela. Se o investimento alto fizer sentido para você e se você está buscando o que há de mais moderno na casa dos seus jogos favoritos, o Nintendo Switch 2 se torna um console indispensável para você! Uma coisa é certa: o futuro do novo híbrido promete muito.


Revisão: Beatriz Castro
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Renzo Raizer
Um entusiasta do universo Nintendo, com especial interesse pelas franquias Pokémon, Mario e The Legend of Zelda. No Nintendo Blast, compartilha notícias, análises, opiniões e curiosidades com um olhar dedicado ao público nintendista, sempre buscando unir informação e paixão pelo mundo dos games.
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