Nintendo Switch 2: 10 dos melhores ports third-party

De Cyberpunk 2077 a Resident Evil Village, confira dez grandes ports third-party que ganharam versões de destaque no Nintendo Switch 2.

em 30/08/2026
Não é só de Mario e Zelda que vivem os donos de Nintendo Switch. Desde o lançamento do console original em 2017, os jogos third-party passaram a ocupar um espaço cada vez mais importante em sua biblioteca, principalmente para quem buscava experiências diferentes das oferecidas pela própria Nintendo.


Com o Nintendo Switch 2, esse apoio se tornou ainda mais evidente. Grandes produções de diferentes gêneros chegaram ao console, algumas delas impossíveis de se imaginar no hardware anterior, ampliando ainda mais as opções para quem prefere jogar na televisão ou aproveitar a proposta portátil do aparelho.

Cyberpunk 2077 

Cyberpunk 2077 talvez seja um dos exemplos mais impressionantes do salto de hardware do Nintendo Switch 2. Percorrer Night City, entrar em combates, dirigir pela cidade e completar missões em um console híbrido impressiona principalmente pela escala do jogo e pela quantidade de coisas acontecendo simultaneamente ao redor do jogador.

A versão faz algumas concessões visuais quando comparada às plataformas mais poderosas, mas Night City continua transmitindo muito bem aquela sensação de ser uma cidade enorme e cheia de vida. O jogo funciona bem nos dois modos, mas é no docked que mais surpreende, principalmente pelo resultado visual que consegue entregar no Switch 2.

O problema mais perceptível está em uma queda na taxa de quadros no início do DLC Phantom Liberty. Felizmente, ela acontece apenas durante esse trecho e o desempenho volta a se estabilizar pouco depois. Mesmo com essa queda pontual, Cyberpunk 2077 continua sendo um dos ports que melhor demonstram o salto de hardware do Nintendo Switch 2, principalmente pela forma como consegue transportar toda a escala de Night City para o console. 

Final Fantasy VII Rebirth  

Final Fantasy VII Rebirth é um marco entre os RPGs disponíveis no Nintendo Switch 2. Gaia é um mundo enorme, cheio de atividades, missões secundárias e lugares para explorar, tornando muito fácil passar dezenas de horas simplesmente descobrindo o que existe pelo caminho.

O combate também é um dos grandes destaques. A possibilidade de alternar entre diferentes personagens deixa os confrontos bastante dinâmicos, enquanto as habilidades de cada integrante do grupo oferecem várias maneiras de lidar com os inimigos.

Porém, alguns problemas chamam atenção. O pop-in de elementos do cenário é bastante perceptível durante a exploração do mundo aberto, principalmente com objetos e detalhes surgindo conforme você avança. Também existem alguns problemas de frame pacing durante a experiência. São falhas que incomodam em certos momentos, mas não diminuem o tamanho da aventura oferecida por Rebirth, que se destaca não apenas pela quantidade de conteúdo e pela qualidade de seu sistema de combate, mas também por sua excelente história, que revisita e reimagina acontecimentos importantes de Final Fantasy VII de uma forma que consegue surpreender até quem já conhece o original.

Indiana Jones e o Grande Círculo

Indiana Jones e o Grande Círculo é praticamente uma carta de amor aos filmes clássicos da franquia. A mistura de aventura, mistério e humor funciona muito bem, colocando o jogador em uma jornada repleta de artefatos, locais históricos e situações que parecem ter saído diretamente de um dos filmes.

A exploração tem um papel muito importante durante a campanha, seja procurando uma forma de avançar por determinado local ou investigando os ambientes em busca de segredos. Os momentos de ação também aparecem na medida certa, evitando que tudo fique limitado apenas aos combates.

No Nintendo Switch 2, o jogo preserva muito bem essa experiência tanto no docked quanto no portátil, porém, é perceptível  algumas inconsistências na iluminação e um pop-in bastante evidente na vegetação de uma área florestal. Mesmo com esses problemas, explorar, resolver mistérios e se envolver nas confusões de Indy continua transmitindo muito bem a sensação de participar de uma grande aventura da franquia.

Final Fantasy VII Remake Integrade

Final Fantasy VII Remake Intergrade marcou a chegada do projeto dos Remake de Final Fantasy VII aos consoles da Nintendo. Depois de anos disponível apenas em outras plataformas, ver uma produção dessa escala finalmente chegando ao Nintendo Switch 2 foi algo que chamou bastante atenção. É uma chegada que certamente fica marcada, principalmente por trazer ao console uma das produções mais importantes da franquia nos últimos anos.

A versão que chegou ao Nintendo Switch 2 foi justamente a Intergrade, uma edição aprimorada de Final Fantasy VII Remake que também inclui o episódio INTERmission, protagonizado por Yuffie. O jogo reimagina a parte de Midgar do clássico Final Fantasy VII, de 1997, expandindo cenas, personagens e acontecimentos da história original. Com a chegada dessa adaptação ao Nintendo Switch 2, é possível vivenciar tudo isso tanto no modo docked quanto no portátil.

Mesmo adotando uma estrutura mais linear e centrada em Midgar, o jogo ainda reserva espaço para atividades secundárias, incluindo trabalhos que ajudam Cloud a construir sua reputação como mercenário. No Switch 2, o resultado é bastante competente, mas alguns problemas visuais acabam chamando atenção, como o serrilhado no cabelo de Cloud durante os movimentos e o pop-in de NPCs em algumas áreas mais abertas. Ainda assim, Final Fantasy VII Remake Intergrade funciona muito bem como porta de entrada para a franquia, principalmente por apresentar esse universo através de uma releitura mais moderna e acessível do clássico de 1997.

Lies of P complete edition

Lies of P é um dos soulslikes mais aclamados dos últimos anos, e com razão. Em sua chegada ao Nintendo Switch 2, o jogo traz uma história mais direta do que a de muitos dos títulos que o inspiraram. Aqui, a narrativa deixa de ser apenas algo secundário e ganha mais importância, acompanhando a construção de mundo e um sistema de combate que já segue uma fórmula bastante estabelecida no gênero.

Apesar de ser um soulslike, não se engane: Lies of P também consegue ser bastante acessível. O jogo conta com três níveis de dificuldade, que funcionam de forma semelhante ao fácil, médio e difícil, além de três modos gráficos: Qualidade, Equilibrado e Desempenho. Essas opções estão disponíveis tanto no modo docked quanto no portátil, permitindo escolher entre maior fidelidade gráfica ou uma experiência mais focada em fluidez.

Apesar de ser um excelente jogo, Lies of P apresenta alguns problemas de pop-in, principalmente ao girar a câmera rapidamente. Isso fica mais perceptível em áreas fechadas, mas não chega a ser um grande problema durante a experiência. O pop-in chama atenção em alguns momentos, mas pouco interfere na precisão do combate e na atmosfera de Krat.

Fallout 4

Fallout 4 é um RPG que simplifica alguns sistemas presentes em seus antecessores, principalmente a progressão de níveis e os diálogos. Parte dessa mudança veio da decisão da Bethesda de dar voz ao protagonista pela primeira vez em um título principal da série, deixando as conversas mais diretas. Ainda assim, o jogo conta com um combate bastante satisfatório e um ótimo sistema de construção. Essa abordagem mais simples também combina muito bem com a proposta do Nintendo Switch 2, já que muitas de suas missões podem ser feitas de forma mais despretensiosa, embora algumas acabem sendo mais complexas do que parecem, trazendo diálogos, acontecimentos e recompensas únicas.

A chegada ao Nintendo Switch 2 foi um pouco controversa. Apesar de incluir todas as DLCs e os conteúdos oficiais do Creation Club presentes na Anniversary Edition,essa versão não conta com o menu Creations para adicionar novos conteúdos. Outro problema estava no modo Desempenho, que apresentava uma imagem bastante borrada devido ao uso excessivo de anti-aliasing.

Felizmente, esse problema visual foi corrigido posteriormente por meio de uma atualização que adiciona o DLSS, deixando a imagem mais limpa. Mesmo com esses problemas no lançamento, Fallout 4 continua sendo uma ótima experiência no Nintendo Switch 2, principalmente pela liberdade que oferece para explorar seu mundo e realizar suas missões no próprio ritmo que combinam com o formato híbrido do Switch 2.

Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition

Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition foi uma grata surpresa ao chegar ao Nintendo Switch 2. Um dos melhores hack and slash dos últimos anos chegou à plataforma mantendo a fluidez de seu combate baseado em estilo, no qual quanto mais você varia os golpes e mantém o medidor de estilo alto, maior é sua classificação durante as batalhas. Esse sistema, junto ao excelente fator replay do jogo, faz dele um título que combina muito bem com a proposta híbrida do Switch 2.

A história que o jogo entrega é boa e, ao mesmo tempo, bastante simples, mas funciona muito bem para aquilo que se propõe. A Devil Hunter Edition também conta com a campanha de Vergil, permitindo revisitar os cenários da história principal na pele do personagem. Essa campanha tem uma pegada mais arcade e menos focada na narrativa, sendo uma ótima opção para quem quer aproveitar ainda mais o sistema de combate.

O desempenho também impressiona, mantendo os 60 fps durante praticamente toda a experiência. O jogo ainda conta com um modo de 120 Hz, que permite ultrapassar os 60 fps e chegar próximo dos 120 fps em determinados momentos. Esse recurso pode ser aproveitado no portátil e, no modo docked, em uma TV ou monitor compatível com 120 Hz. No geral, Devil May Cry 5 entrega uma ótima experiência no Nintendo Switch 2, principalmente por conseguir manter a fluidez que seu combate exige.

Resident Evil Village Gold Edition

Resident Evil Village chegou ao Nintendo Switch 2 junto de Resident Evil Requiem e Resident Evil 7 biohazard. O jogo já havia aparecido no primeiro Switch através de uma versão em nuvem disponível apenas em algumas regiões, mas agora finalmente ganhou uma adaptação que roda diretamente no hardware da Nintendo. Isso tornou o acesso ao jogo bem mais simples e permitiu que mais jogadores acompanhassem a continuação da história de Ethan Winters no console de forma nativa.

A história acontece alguns anos depois dos acontecimentos de Resident Evil 7 biohazard e volta a colocar Ethan Winters como protagonista, agora diante de uma nova tragédia envolvendo sua família. Diferente do jogo anterior, Village abre mais espaço para a ação e para confrontos com diferentes tipos de inimigos, sem abandonar completamente o terror e os elementos de survival horror que marcaram Resident Evil 7.

Resident Evil Village é uma ótima adição à biblioteca do Nintendo Switch 2. Embora a história e o ritmo do jogo tenham recebido algumas críticas, o que ele oferece está muito longe de ser ruim. A campanha conta com uma boa história e dá muito mais espaço ao sistema de combate, acompanhando a mudança de foco para uma ação mais presente quando comparado a Resident Evil 7.

Além da campanha, o jogo também conta com o modo Mercenários, uma opção mais arcade para quem quer aproveitar ainda mais o combate e buscar melhores resultados em partidas rápidas. O desempenho no Switch 2 é bom durante grande parte do tempo, embora existam quedas em pontos específicos, como na área central da vila, onde a taxa de quadros pode sair da casa dos 60 fps e oscilar para baixo. Mesmo com essas quedas pontuais, a combinação entre campanha, ação e conteúdo adicional faz de Village uma adaptação muito bem-vinda ao console. 

Star Wars Outlaws

Star Wars Outlaws foi um dos títulos que mais chamou atenção ao chegar ao Nintendo Switch 2 pelo uso de ray tracing. Mesmo com algumas dúvidas sobre como uma tecnologia tão pesada funcionaria no console, a Ubisoft mostrou que é possível trazer jogos visualmente ambiciosos para o hardware quando existe um bom trabalho de otimização.

Apesar das conquistas técnicas, nem tudo funciona tão bem. A história principal deixa um pouco a desejar, enquanto o sistema de stealth pode tornar algumas situações fáceis demais quando não funciona como deveria. Em compensação, a exploração e as missões secundárias estão entre os pontos mais fortes do jogo. Percorrer os diferentes planetas da galáxia de Star Wars acaba sendo um dos grandes destaques de Outlaws, principalmente pela quantidade de detalhes presentes nos cenários

Essa proposta de explorar o mundo e realizar missões secundárias combina muito bem com o Nintendo Switch 2, principalmente para quem gosta de jogar em sessões menores no modo portátil. Por isso, Star Wars Outlaws acaba sendo um ótimo port para quem prefere explorar com calma, completar atividades pelo caminho e avançar pelas missões secundárias no próprio ritmo.

High On Life 2

High On Life 2 foi um port bastante inesperado para o Nintendo Switch 2, principalmente por ter sido anunciado pouco antes do lançamento do jogo nas outras plataformas. A versão estava inicialmente prevista para abril de 2026, mas acabou sendo adiada para julho de 2026. A própria Squanch Games confirmou a mudança de 20 de abril para 1º de julho de 2026.

High On Life 2 aposta bastante em seu humor, trazendo piadas constantes e situações absurdas durante a aventura. A gameplay também é rápida e conta com muito movimento graças ao skate, que pode ser utilizado tanto para atravessar os cenários quanto durante os combates. Deslizar enquanto se atira nos inimigos é extremamente satisfatório, e a mecânica também ajuda bastante durante a exploração. O jogo ainda conta com áreas mais abertas, além de atividades e missões secundárias que aproveitam seu humor para colocar o jogador em situações bastante absurdas.

Apesar dessas qualidades, a versão apresenta alguns problemas técnicos, principalmente stutters e quedas na taxa de quadros em momentos mais intensos. Essas oscilações também podem aparecer durante a exploração ao atravessar determinadas áreas rapidamente com o skate. Mesmo com esses problemas, High On Life 2 consegue ser uma aventura indispensável no Nintendo Switch 2.

Um novo espaço para os third-party

É claro que nem todos esses ports são perfeitos. Alguns apresentam problemas visuais, quedas de desempenho ou outras limitações em determinados momentos, mas isso não impede que preservem boa parte das características que fazem cada jogo se destacar.

Mais do que simplesmente aumentar a quantidade de lançamentos third-party, essas adaptações mostram como o Nintendo Switch 2 abriu espaço para experiências que antes eram difíceis de imaginar em um console da Nintendo. Entre RPGs enormes, jogos de ação, aventuras em mundo aberto e experiências mais focadas em combate, a variedade desses ports ajuda a tornar a biblioteca do console ainda mais completa.

Revisão: Beatriz Castro
Siga o Blast nas Redes Sociais
Lucas Neves
Formado em Sistemas de Informação, fã de HQs e gamer desde sempre. Meus favoritos vão de Zelda e Bayonetta a Fallout e Cyberpunk. Escrevo para compartilhar essa paixão e adoro trocar ideias, sempre aberto a ouvir pontos de vista diferentes

Siga-me no Instagram e no X (Twitter).
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Você pode compartilhar este conteúdo creditando o autor e veículo original (BY-SA 4.0).