Jogatina de FDS #81: o que estamos jogando

Confira o que a equipe do Nintendo Blast está jogando neste fim de semana.

em 23/10/2026
Sem saber o que jogar no fim de semana? Então vem com a gente! Toda sexta-feira, a equipe do Nintendo Blast compartilha os games que está jogando, além de algumas curiosidades sobre nossos gostos gamers. Depois de uma semana corrida, nada melhor do que relaxar e aproveitar aquele título que está na fila, não é?

Não importa a plataforma ou o gênero, a única regra aqui é se divertir! E, claro, você também pode entrar na conversa e dar seus pitacos. Afinal, jogatina boa é aquela que a gente compartilha!

Leandro Alves

Final Fantasy Resonance me prendeu de vez com suas batalhas divertidas, builds variadas e muito conteúdo para quem quer chegar aos 100%.

Nesta semana, continuei completamente mergulhado em FINAL FANTASY RESONANCE e já estou praticamente chegando aos 100% do jogo. Consegui todas as Visions, incluindo a do Sephiroth, e também estou quase completando a coleção de armas especiais. Agora, falta apenas encarar o boss do pós-game, aquele último sujeito que está entre mim e a tão sonhada sensação de “agora eu realmente terminei”.

Estou gostando muito do jogo, principalmente das batalhas. Uma das coisas que mais me divertiu foi poder montar e manter diferentes builds para os personagens por meio das habilidades das Visions, o que dá bastante liberdade para experimentar combinações e transformar cada personagem em uma pequena máquina de destruição. No fim, a vontade de completar tudo foi falando mais alto e, quando percebi, estava atrás de mais uma Vision, mais uma arma e pensando que seria “só mais uma batalha” pela enésima vez.

Alecsander “Alec” Oliveira

Os Belmont voltaram, mas a que custo?

Quem diria que veríamos, depois de quase vinte anos, um novo Castlevania principal? Pois é, a Konami, em parceria com a Evil Empire, nos entregou Castlevania: Belmont’s Curse. Embora seja muito bom isoladamente, o jogo veio acompanhado de muitas ressalvas para quem é fã de longa data da saga de Drácula e do clã que sempre vai ao seu encalço.

Belmont’s Curse é, essencialmente, um novo tipo de Castlevania. Apesar de manter elementos tradicionais dos metroidvanias da série, como a não linearidade e a variedade de armas, pouco do “Igavania” restou aqui. Não há nada de drops de equipamentos baseados em sorte, e os atributos de ataque e defesa são praticamente os únicos elementos de RPG. Em contrapartida, temos trechos de plataforma à la Hollow Knight, um sistema de cura semelhante ao Estus Flask de Dark Souls e relíquias passivas equipáveis. É uma mistura de tendências atuais do gênero, que pode atrair um novo público, mas também afastar quem esperava mais de “vania” nesse “metroid”.

Embora essas mudanças sejam compensadas pela qualidade do jogo, eu realmente fico perplexo com o quão destrutiva sua história é para a lore geral de Castlevania. Sem contar spoilers, conseguiram alterar regras envolvendo o castelo, os poderes de Drácula e até clãs e personagens do passado e do futuro da série.

É normal ouvir gente de fora dizendo “como se lore de Castlevania importasse”, mas Koji Igarashi e sua equipe se esforçaram demais para deixar tudo coeso durante os anos 2000, só para vir um escritor de ego inflado e alterar o status quo de toda uma saga. É revoltante, especialmente porque Belmont’s Curse tem bons momentos narrativos e uma ótima protagonista: Rose Belmont. Pena que a maneira como ela se encaixa na história da franquia não colabora.

Por outro lado, vou defender a direção de arte do game, que acho belíssima, tanto nos personagens quanto nos cenários. É uma abordagem diferente e mais saturada, mas Castlevania sempre teve estilos visuais variados. Pena que não posso dizer o mesmo da trilha sonora, que é muito repetitiva com um ou outro tema bacaninha, e quem conhece o repertório musical da série sabe o quanto isso dói.

Ainda vou continuar jogando porque, como produto isolado, Belmont’s Curse está sendo aquele sólido 7,5 da vida para mim. Porém, parece que nunca mais veremos um “Igavania” raiz carregando Castlevania no nome. Pelo menos em espírito, o estilo continua vivo, já que Bloodstained: The Scarlet Engagement está cada vez mais próximo.

A noite realmente está muito diferente para nós…

Alberto Canen

Encarando o Drácula novamente.

Terminei Castlevania: Belmont's Curse e, apesar de alguns pontos negativos, é um excelente jogo — do tipo que você não consegue largar até terminar. Fiz até os três finais possíveis (sim, o jogo tem essas possibilidades)!

A história se passa em 1499, em uma Paris tomada por hordas demoníacas, cerca de 23 anos após os eventos de Castlevania III: Dracula's Curse. A protagonista é Rose Belmont, filha de Trevor Belmont e Sypha Belnades, que carrega tanto a linhagem dos caçadores de vampiros quanto a herança mágica de sua mãe.

A movimentação do jogo é excelente, os cenários são bonitos e variados, o backtracking é satisfatório e o combate é quase impecável. Embora tenha seus deslizes na trilha sonora e no deslocamento pelo mapa, no geral foi um título que me divertiu demais.

E você, querido leitor, o que pretende jogar no FDS?
Revisão: Juliana Alvarenga
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Leandro Alves
Leandro Alves é designer gráfico formado e especialista em Design Estratégico pela Unicarioca, além de UX Designer com formação pela ESPM e pela escola britânica Design Institute. Diretor Geral, Diretor Editorial e Diretor de Arte das revistas GameBlast e Nintendo Blast, iniciou sua paixão por videogames com The Legend of Zelda: A Link to the Past. Fã da Nintendo, mas sem esconder sua admiração pelo PlayStation, tem como séries favoritas Kingdom Hearts, Pokémon, Fire Emblem, Splatoon, The Last of Us, Uncharted e Xenoblade Chronicles. Está no Instagram e Twitter.
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