Pokémon Blast

Refazendo uma Jornada - Parte 3 As novidades de um velho mundo

Quem conta um conto aumenta um ponto, e cada história refeita traz uma novidade. Vejamos o que os remakes de Pokémon agregaram à série!

Não é simples de se recontar uma história, tampouco fazer um remake de um jogo. A série Pokémon nos ensinou que, apesar da beleza nostálgica que novas versões trazem, o mais importante é saber inovar com algo que já conhecemos. Vamos embarcar na terceira etapa de nosso Refazendo uma Jornada e desvendar o aspecto que torna os remakes de Pokémon tão únicos quando comparados à série principal: as novidades inesperadas para um velho mundo.

Quebra de nostalgia

Apenas nostalgia não vende um jogo, ele precisa ser bom. Se nostalgia bastasse, a Nintendo poderia apenas relançar exatamente a mesma coisa por Virtual Console e se dar por contente. Claro que, por este método acima, eles ainda conseguiriam um número incontável de vendas, mas eles estão plenamente cientes de que esses números podem ser bem maiores com um jogo novo, com tecnologias novas, mas com uma ideia clássica e que apela no emocional de quem já o jogou antes. É básico.

É por este motivo que não temos até hoje clássicos como Pokémon Yellow (GB), Pokémon Crystal (GBC) e Pokémon Emerald (GBA) no Virtual Consoles do 3DS e do Wii U. Temos plena ciência de que os consoles atuais da Big N poderiam emular sem dificuldade alguma esses games que marcaram a infância de muitos de nós, mas eles não o fazem. Como o próprio Junichi Masuda já afirmou, a Pokémon Company prefere se focar em fazer novos jogos do que reciclar as velhas experiências.

Mas então, o que tornam os remakes tão diferentes de seus originais? Além da máscara do novo visual, temos aqui um forte investimento em experiências que nunca pudemos ver antes e que novas gerações de consoles nos permitem viver. Afinal, se é para viajar em um novo território, que seja da melhor forma possível.

Um passado de glórias

Pegue Pokémon Red e Blue (GB) e compare com Pokémon FireRed e LeafGreen (GBA) e verá que temos diferenças cruciais na jogabilidade dos dois. Claro, ainda é um jogo que se trata da coleção de monstrinhos de bolso para preencher sua Pokédex, mas mesmo esse aspecto é diferenciado. São pequenos detalhes, mas que mudam totalmente a experiência de quem está no controle.

O ponto de vista do treinador.
Literalmente.
Por exemplo, a ideia de Pokémon sempre foi a imersão de se tornar um mestre e vivenciar a aventura. Por isso que, em FireRed e LeafGreen, tivemos as telas de início de área; ao adentrar um novo território, como uma caverna, rota ou mesmo alguns recintos, tínhamos uma imagem com o ponto de vista do protagonista. A Pokédex fez melhor um trabalho de catálogo de Pokémon ao separá-los por diversas categorias diferentes, como áreas, formato do corpo, pés, etc. Além disso, esse foi o primeiro jogo a mostrar uma pós-aventura em uma área isolada do mapa, as Sevii Islands. Só tivemos algo parecido com o nascimento da Battle Frontier, em Emerald.

De maneira similar, Pokémon Gold e Silver (GBC) eram totalmente sobre a aventura, sobre o vínculo com seus Pokémon e conhecer novas lendas. Com isso, Pokémon HeartGold e SoulSilver (DS) tomaram o mesmo rumo ao trazer de volta os Pokémon andando fora de suas Pokébolas, a mescla com a mitologia de Sinnoh e a chegada do Pokéathlon, uma nova maneira de interagir com seus monstrinhos.

Com isso, temos de nos lembrar: o que marcou na terceira geração? O que faz de Pokémon Ruby e Sapphire (GBA) únicos?

Um futuro de esperanças

A primeira coisa que se lembra ao falar de Hoenn são os Pokémon Contests. Era a primeira vez que podíamos ter uma experiência diferente dos combates padrões na série, com uma demonstração de habilidade e cuidado com seus monstrinhos. Por isso que é natural que uma das primordiais ansiedades dos jogadores seja a de vivenciar mais uma vez essa brincadeira. Bom, ela está de volta, mas de uma forma diferente.

Me pergunto se, algum dia,
Raichu receberá amor.
Conforme demonstrado nas imagens recentes, hoje não basta apenas escolher o melhor ataque para a situação, mas sim saber como criar uma atuação correta. Além disso, desde que começamos a vestir nossos monstrinhos em Pokémon Diamond e Pearl (DS), nunca tivemos algo como o que temos com Cosplay Pikachu, uma exclusividade dos remakes que muda completamente a aparência do ratinho elétrico - e mais, ainda lhe confere uma nova habilidade!

Tirando isso, outra coisa que Hoenn lhe permitia era a exploração de um território tropical, com um ecossistema variado. Ruby e Sapphire foram pioneiros em criar a exploração submersa, dando uma nova visão do mundo Pokémon. Agora eram duas camadas para se conhecer, sobre a terra e embaixo d’água. Com a chegada de Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire (3DS), adicionamos uma nova camada.

Através das MegaEvoluções (outra novidade na série que chegou em Pokémon X e Y (3DS)) de Latios e Latias, é possível ter uma nova visão da já velha mecânica de voo. Os céus hoje são um novo território para se explorar e a melhor maneira possível de se observar as qualidades únicas da região de Hoenn. Pelo que foi dito, existem ilhas que só serão conhecidas desta maneira! Mas o verdadeiro segredo disso é algo ainda mais misterioso que a Mirage Island da Rota 130.

Que tipo de oponente aguarda
nesses distúrbios espaciais?
Os Mirage Spots são locais onde há uma forte distorção no tempo-espaço nos céus de Hoenn. Talvez sejam causados pelo distúrbio climático e pelo confronto entre as formas Primais de Groudon e Kyogre (mais uma das novidades)? De qualquer maneira, essas distorções criam nuvens densas de energia e, de dentro delas, emergem lendários dos quatro cantos do mundo Pokémon. Dialga, Palkia, Zekrom, Reshiram, todos os lendários que não tivemos acesso em Kalos estarão sobrevoando a região tropical. Mas quais mais será que nos aguardam nessas terras?

Faltam apenas duas semanas para saber.

Comentários da Semana

Mais uma vez estamos aqui com os melhores comentários da semana anterior. Se você quer aparecer na próxima matéria, seja criativo nos comentários dessa edição e garanta o seu espaço na última etapa do Refazendo uma Jornada!

“Acho que o Ethan levou um pouco à sério demais a expressão "Vai com Deus". :v”
Felipe Cavalcante

“Irei usar o Mega (boomerang) Salamence, pq ele está montruoso e pq tambem nunca tive saco pra treinar um Bagon, ae galera perceberam q no trailer em q o MLatios voa, percebe-se q Mauville esta com muros, parece q a cidade cresceu, e sera a lá Lumiose.”
Juliano Batista

“Quem não curtia a Battle Frontier?
Um conteúdo pós-jogo super ****. A gente se achava "O cara" por conseguir derrotar a liga inteirinha só com um Gardevoir Modest com Psychic Thunderbolt Calm Mind Hypnosis, aí vem a Batalha da Fronteira com caras MUITO mais difíceis(q pra variar, quando era pequeno, num consegui nenhum símbolo de fronteira).”
Hiroki Tsutsumi
"Nada como um banho... Não, pera."
E isso conclui a penúltima etapa do nosso Refazendo uma Jornada. Agora falta muito pouco para a chegada de Hoenn, e temos de perguntar: qual a novidade que está mais ansioso para testar? Qual não te surpreendeu tanto? Compartilhe suas experiências, pois isso será importante na semana que vem! Vejo vocês lá!
Revisão: Alan Murilo
Capa: Hugo H. Pereira
Fellipe Camarossi é graduando em Ciências Contábeis e amante de uma boa discussão sobre videogames. Além de escrever para o Nintendo Blast, também é redator nas revistas Nintendo World e EGW. Para elogios e críticas, pode encontrá-lo no Facebook ou Twitter.

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