Produtor de Splatoon (Wii U) comenta sobre falta de chat de voz

A justificativa foi prevenção de efeitos negativos que o chat de voz poderia causar para o ambiente de jogo.

Apesar de ter o microfone embutido no GamePad, a Nintendo nunca explorou seu potencial para os modos de multijogador. Splatoon (Wii U) talvez fosse a oportunidade perfeita para fazer essa característica brilhar; para os shooters o chat de voz é praticamente indispensável. No entanto, mais uma vez, essa funcionalidade ficou de fora. Veja o que Hisashi Nogami tem a dizer sobre isso:

Nós gostaríamos que todos pudessem partir do mesmo lugar para jogar Splatoon - aqueles que nunca jogaram um shooter antes e os que jogaram - para todos poderem aproveitar o jogo. Isso significou que deveríamos fazer um processo seletivo sobre quais as características que deveriam aparecer no jogo, e em uma parte desse processo decidimos deixar o Chat de Voz fora.
Acreditamos que existam duas razões para querer o Chat de Voz; para jogar estrategicamente, e para saber o que o adversário está pensando. Nós desenvolvemos este jogo para que mesmo sem chat seja possível jogar estrategicamente, enquanto também levamos em consideração em não dar muita vantagem para um ou outro lado. Isso no sentido de saber o que seu adversário está pensando. Nós entendemos que seria muito divertido ter essa característica, no entanto, esperamos também que vocês entendam os efeitos negativos que seriam possíveis.
Também pode haver uma preocupação técnica em relação à qualidade da conexão da internet entre os jogadores, já que não há um filtro para limitar os jogadores por região. Mas, como sempre a Nintendo se mostra preocupada com o bom comportamento na utilização dos meios de comunicação de seus consoles - como foi o caso do troca-cartas do 3DS. Isso é bom por um lado, mas por outro, priva os jogadores de um recurso muito importante no gênero dos shooters. O que vocês acham? Está na hora de Nintendo superar esse medo dos chats de voz?

Lucas Palma Mistrello é historiador, mestre pela Universidade Federal de São Paulo. Redator nos Blasts desde 2012, começou com os games com o Atari 2600 e é eclético em gênero e temas: vai de COD e Medal of Honor a Pokémon e Zelda com a mesma vontade. Sempre está de olho nos comentários das postagens.

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