Crônica

#Mario30th: Super Mario 3D World

O título que encontrou a fórmula perfeita para acessar nostalgia e inovação.


Como sou um gamer de longa data, minha jornada começou me aventurando no o Atari de minha prima há muito tempo atrás. Meu primeiro console foi um Master System, mas por ser muito novo na época, acabo tenho poucas memórias de meu tempo com ele. Para mim, a época de ouro foi junto a meu Super Nintendo. Ele acompanhava um tal de Super Mario World (SNES), que eu desconhecia até ali, mas foi importantíssimo para moldar minha visão sobre games.

Poucos jogos conseguiram me encantar tanto como ele, por unir uma simplicidade de jogabilidade com um enorme mundo a ser explorado, que só fui conhecer por completo muito tempo depois de já ter aposentado meu SNES. Após isso, foram anos testando outros novos jogos do famoso encanador da Nintendo. E mesmo conhecendo o lado bom deles, nenhum me parecia tão encantador como o jogo que acompanhava meu SNES. Até o lançamento de Super Mario 3D World para o Wii U.

E como explicar essa experiência? Ele une as diversas características que gosto dos jogos do bigodudo. Temos de um lado um grande mundo a ser explorado como em Super Mario Bros. 3 (NES), as habilidades únicas por personagem de Super Mario Bros. 2 (NES), a mobilidade 3D apresentada em Super Mario 64 (N64), a mecânica multiplayer presente nos jogos da série New Super Mario Bros. (DS), as mecânicas malucas de Super Mario Galaxy (Wii), isso tudo junto a simplicidade do level design que compõe todos os jogos. Foi incrível ver como conseguiram juntar aspectos que eu gostei de cada série e criar algo único a partir disso.

O caminho até o mundo 3D

Eu me interessei em comprar um Wii U durante 2013, após o lançamento de Monster Hunter 3 Ultimate (Multi). Eu já possuia horas de jogatina na versão para o 3DS, e poder jogar via internet me fazia brilhar os olhos. Na época, ainda haviam poucos jogos lançados para o console na época, e nenhum deles me interessava o suficiente fora ele. Fui conferindo os preços após seu lançamento tanto aqui como durante uma viagem até a Argentina, mas somente tomei coragem após o anúncio de redução de preços. Mesmo assim, meu único interesse nele continuava sendo Monster Hunter, então havia pouca razão para eu ligar meu Wii U.

De vez em quando eu resolvia explorar o que a Nintendo oferecia no eShop. Eventualmente baixava alguma demo ou assistia trailers, cogitava comprar algum jogo para Virtual Console, mas nunca saia disso. Porém, depois de um longo tempo sem nem ligar o videogame resolvi ligá-lo em um sábado de manhã. Andava bem ocupado com o trabalho e nem notícias sobre games eu estava lendo. Mas tudo isso mudou ao encontrar no eShop uma imagem do Mario vestido de gato. Como isso não ia chamar a atenção logo de cara?

Descrições em lojas virtuais costumam ser muito genéricas, então não levo elas muito a sério. Prefiro ver imagens e vídeos, então fui assistir o trailer no eShop. Logo de cara, vejo a Peach se juntando ao Mario, Luigi e Toad. A princesa junto da aventura? Legal, faz tempo que não via isso. Continuando o trailer, pouco depois temos o Mario correndo entre vários daqueles dragões de fogo vindos de Super Mario World. Opa, ainda mais legal. Então vejo um mundo aberto onde o bigodudo podia escolher as fases. Caramba, isso está ficando interessante. E as diferentes fases apresentando algumas mecânicas malucas? Cara tudo isso parece muito divertido. Resumindo, sai correndo atrás do meu cartão de crédito logo após assistir o trailer.
Dragões de fogo!


Diversão a caminho

Fui fazer algumas coisas enquanto o Wii U baixava minha nova aquisição. Mal eu sabia que seriam as últimas coisas além de jogar naquele dia. Pouco depois de inicar o jogo já estava imerso na experiência. As primeiras fases já ensinavam bem sobre as mecânicas, como o novo traje de gato. Novamente o level design simples e brilhante vinha a tona. E nunca ignorando a dificuldade da série, já que um pouco mais pra frente já começava aquele pedaço que ia te fazer passar raiva por não acertar o pulo certinho.
Fora o belo visual. Cenas como essa são hilárias e de que cair o queixo.

Aos poucos também fui introduzido às novidades como as fases especiais. Captain Toad foi outra ótima adição no jogo, e a Nintendo conseguiu acertar em cheio ao criar fases onde não é possível pular e sim quebrar a cabeça. Puzzle em um jogo do Mario? Outra coisa genial. Tanto que fiquei feliz ao ver que não fui o único que gostou do lançamento de Captain Toad: Treasure Tracker (Wii U).
Acabar uma dessas fases dá mais vontade de jogar a próxima

Outra coisa interessante era a integração com o Miiverse. Por usar pouco meu Wii U até ali, não costumava acompanhar muito a rede social. Super Mario 3D World foi o completo oposto disso, com o jogo desenhado para integrar sua jogabilidade a ela. Encontrar Miis enquanto explorava o mundo aberto, com desenhos engraçados ou dicas de jogabilidade para as fases? Caramba, que ideia genial. Mesmo sem sair de casa parecia que não estava sozinho explorando esse novo mundo.

Eu tenho uma terrível mania de querer completar tudo de um estágio antes de seguir em frente. Fico frustrado quando não consigo encontrar aquela estrela ou carimbo escondido, e acabo indo atrás de um guia na internet pra isso. Porém, o jogo tinha um dia de lançamento, então não ia conseguir muita coisa ainda. Então era bem útil ver as postagens dos estágios, com o pessoal dividindo dicas de onde ir atrás daquele item escondido.
Alguns posts são engraçados, outros úteis e até bobagens. Mas sempre vale a pena dar uma olhada.


Super Mario 3D World consegue ser ao mesmo tempo retrô e moderno. Ter belos gráficos e sprites da época dos 8-bits.Trazer de volta boas memórias e inovações. Explicar tudo de modo fácil e criar um incrível desafio na sequência. Por tudo isso e um pouco mais, foi o jogo que me fez um proprietário mais feliz de um Wii U. E sou extremamente grato por isso.

New Super Mario Bros. U (Wii U) Índice

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Diego Migueis
Vinicius Eleno é formado em Administração de Empresas pela USP, e mestre em cultura inútil pelas experiências de vida. Desde 1993 gosta de explorar o mundo dos games em seu tempo livre. Pode ser encontrado reclamando da vida no Facebook e Twitter.

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