Relembrando o 2015 da Nintendo

Resumimos o 2015 da Big N.



2015 foi um ano bem interessante para o mundo dos games. Cheio de grandes lançamentos, novidades e, mais importante, bons jogos, o ano com certeza irá ficar marcado na história como um ótimo momento para a comunidade.

Mas não se pode dizer o mesmo quando falamos desse ano para a Nintendo. Embora alguns lançamentos tenham sido incríveis, o 2015 da Big N ficará marcado mais como uma enorme decepção em relação às expectativas que estavam em seu ápice, além de uma perda que ainda deixará ecos por muito tempo.

Vamos relembrar o turbulento ano da Nintendo? Acompanhem-me nessa viagem pelo passado e presente da empresa, repleta de momentos marcantes.

Um bom começo


O ano começou bem para a Nintendo. Logo em janeiro, tivemos o anúncio do próximo título da série Fire Emblem, Fates, que mudava a abordagem de fantasia medieval para uma mais voltada à estética oriental, com samurais e shoguns. Logo depois, em março, o lançamento do New Nintendo 3DS junto de Monster Hunter 4 Ultimate e The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D propiciaram ótimos resultados de venda; ambos entraram em várias listas de melhores jogos para o 3DS de diversos veículos.

O Wii U, depois de um 2014 repleto de titulos bem recebidos, teve um primeiro trimestre morno, mas ainda sim positivo. Kirby and the Rainbow Curse saiu em março, com uma ótima recepção. O segundo pacote de conteúdo por download de Mario Kart 8 saiu no mesmo mês, finalizando o jogo e introduzindo mais uma fase de F-Zero, consolidando-o como uma grande homenagem.

Em abril, durante uma Nintendo Direct, o já considerado morto projeto de crossover entre Shin Megami Tensei e Fire Emblem surpreendentemente foi apresentado ao público, mostrando um visual colorido e espalhafatoso que decepcionou quem esperava algo mais próximo de Shin Megami Tensei IV, mas, ao mesmo tempo, agradou a grande maioria de fãs de RPG. Nesse mesmo Direct, Super Smash Bros. entrou com tudo no mundo do conteúdo de download, como indicado pelo anúncio das roupas de Miis e o retorno de Lucas ao elenco de personagens jogáveis.

O começo foi promissor, principalmente para o 3DS, que cada vez mais contava com mais promessas para o futuro. O Wii U ainda estava ali, mas era inevitável notar que a atenção dada a ele era pequena. Existia, no entanto, uma nova IP logo ali no horizonte que prometia mudar as coisas…

Splatoon e a prova da criatividade da Nintendo


Splatoon foi lançado em maio, com uma tsunami de críticas positivas e a criação de uma comunidade ao seu redor, graças ao seu universo bem construído e multiplayer incrivelmente polido. Os eventos como Splatfest viraram grandes mobilizações, e o jogo, cada vez mais, foi se popularizando. Agora Splatoon é tido como uma das grandes marcas da Nintendo, sendo presença forte em grande parte das premiações de fim de ano. Mas, infelizmente, depois de Splatoon, as coisas não se mostraram tão boas.

O fiasco da E3


Com junho se aproximando, a Nintendo começou o seu processo de criar expectativas para a E3. Após o anúncio do Nintendo World Championship, uma competição envolvendo jogos clássicos e atuais que seria realizada no domingo anterior ao evento, todos estavam curiosos em como a empresa parecia estar transformando a E3 em algo maior do que só apresentações, pelo menos no que dizia respeito a si mesma.

No World Tournament, todos foram surpreendidos quando Shigesato Itoi apareceu em vídeo e anunciou que Earthbound Beginnings, o lendário Mother 1 de NES, jamais saído do Japão, estaria vindo para o Virtual Console americano. Com uma notícia desse calibre, as expectativas para a apresentação da E3 aumentaram ainda mais. E, assim, chegou o fatídico dia.

E que dia terrível. Metroid Prime: Federation Forces era um Metroid que não parecia Metroid, Mario & Luigi: Paper Jam era uma ofensa a fãs de Paper Mario, The Legend of Zelda: Tri Force Heroes estava longe de saciar quem aguardava Zelda U e Star Fox Zero, cujo desenvolvimento contava com a colaboração da Platinum Games, apresentava gráficos horríveis.

A E3 deixou uma marca amarga demais. Todos esperavam que logo surgisse algo que compensasse o fiasco. Poucos esperavam o que aconteceria no mês seguinte.

Iwata


Satoru Iwata, o presidente da Nintendo responsável pelo DS, Wii, 3DS e Wii U, um gênio da programação e, nos últimos anos, um ícone da Nintendo para o público, faleceu em julho. Sua morte ocasionou uma grande gama de comoção de todos os setores da indústria de jogos, além da própria Nintendo.

Com uma carreira marcada por grandes decisões e, acima de tudo, por sua reputação como um presidente extremamente humano (ao ponto de, não querendo que funcionários fossem despedidos, ter cortado seu salário pela metade), Iwata deixava um legado enorme para a Nintendo e para a indústria como um todo. Em uma mídia tão nova quanto a dos games, a morte de Iwata pode ser vista como sua primeira grande perda. Seu legado, porém, será permanente para todo o futuro dos jogos.

E, por hora, a Nintendo aparentemente ainda está funcionando sobre as políticas de Iwata. Com o passar do tempo é bem possível que se distancie de sua lembrança; mas, por hora, vê-se um grande respeito às transformações que ele operou na empresa.

O resto do ano


O resto do ano da Nintendo contou com muitos lançamentos, mas muitas decepções. Os principais destaques foram Super Mario Maker, Yoshi Woolly World e Xenoblade Chronicles X. Com boas recepções, estes jogos mostraram que ainda existem muitas cartas na manga da Nintendo. Entre as decepções, por outro lado, o novo título da série Mario Tennis e Animal Crossing Amiibo Festival se destacam por terem sido massacrados pela crítica.

Não há muito o que comentar da reta final de 2015 da Nintendo; o ano acabou sendo muito mais fraco que o esperado. Mas o futuro ainda pode ser brilhante, já que Zelda U e muitos outros jogos estão para chegar em 2016. Resta-nos esperar e torcer.

 Revisão:Luigi Santana
Dácio Augusto é estudante de Gestão Financeira na Fatec e redator no Nintendo Blast. Cercado de jogos desde pequeno, foi crescendo e aprendendo a fazer avaliações mais lúdicas do que objetivas.

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