NES Classic Edition #03: Donkey Kong Jr.

Aproveitamos o lançamento do NES Classic Edition em novembro para relembrar os jogos que virão na edição.




Até os bondosos heróis têm seus dias de maldade, não é mesmo, Mario? O encanador mais querido do mundo já andou aprontando e sua segunda aparição na série Donkey Kong foi como vilão. Para se vingar do sequestro de Pauline, o bigodudo resolve aprisionar o gorilão em uma apertada jaula, e cabe ao filho do primata evitar esses maus tratos com os animais. Neste terceiro texto sobre os 30 jogos que farão parte do NES Classic Edition iremos relembrar a batalha de Donkey Kong Jr. contra um incomum Mario (ou Jumpman) integrando o time dos malvados.

Donkey Kong Jr. é a sequência direta de Donkey Kong e, assim como seu antecessor, foi lançado primeiro nos arcades, em 1982. O título chegou ao console japonês Famicom somente um ano mais tarde; já a versão norte-americana para o NES demorou um pouco mais, sendo disponibilizada ao público em 1986. A aventura mantém as mecânicas do primeiro capítulo da série: devemos atravessar um cenário cheio de plataformas e inimigos até alcançar o ponto mais alto do mapa, onde Mario e o DK enjaulado estão. Os controles continuam simples, apenas existindo os comandos para se movimentar e mais um botão usado para saltar.

Se o primeiro Donkey Kong se resumia aos pulos precisos, em Donkey Kong Jr. a grande maioria dos obstáculos encontrados nas quatro fases que compõem o jogo envolve a subida ou descida de cipós. Inclusive, esse conceito de balançar-se na vegetação deu tão certo que continuou aparecendo de maneira bem semelhante em todos os Donkey Kong Country e demais jogos estrelados pelos símios da Big N. A dificuldade é outro ponto que diferencia DK Jr. e seu antecessor, já que o segundo episódio da série é bem mais complicado e exige que o jogador tenha reflexos apurados para conseguir evoluir na jornada. O desafio elevado e as seções curtas de jogo fizeram com que os arcades de Donkey Kong Jr. fossem verdadeiros papa-fichas.
São bem semelhantes as mecânicas de escaladas


Como praticamente todos os jogos da época, o objetivo principal era atingir a maior pontuação. Ao resgatar o gorilão, o jogador volta para primeira fase e recomeça a saga até ser derrotado por alguma das armadilhas preparadas por Mario. Falando no encanador, ele sofria punições diferentes no final das versões de arcade e Famicon/NES. Enquanto nos fliperamas o bigodudo despencava do topo do cenário e era atirado para longe, nos consoles ele acabava caindo no chão e morrendo, com direito a ganhar uma auréola na cabeça. Alguns dos inimigos clássicos da série Donkey Kong também fizeram sua estreia em DK Jr., como o jacaré Klaptrap.
Klaptrap já atormentava a vida da macacada
Donkey Kong Jr. não fez tanto sucesso quanto o seu antecessor, mas foi bem recebido pelo público e crítica, tanto que em 1983 ganhou mais uma continuação, o Donkey Kong 3. A maior lição que o jogo deixa para o mercado de videogames é que é, sim, possível criar uma sequência de qualidade, aproveitando grande parte dos conceitos já apresentados anteriormente e incluindo somente algumas novas mecânicas e/ou desafios. Esse conhecimento, por exemplo, foi muito bem explorado pela Nintendo anos mais tarde, com Super Mario Bros. 2, que, basicamente, era um Super Mario Bros. mais difícil.

Donkey Kong Jr. está entre nós

Os menos atentos podem imaginar que a única aparição de Donkey Kong Jr. aconteceu somente no jogo que leva seu nome. Entretanto, o gorila, que é pai do carismático DK atual que usa a gravata vermelha, não foi esquecido e continua a dar as caras de vez em quando. O primata foi protagonista em um jogo educativo do NES, o Donkey Kong Jr. Math, e também está entre os personagens selecionáveis de Super Mario Kart (SNES) e Mario Tennis (N64).

DK Jr. aparece ainda como easter egg em outros jogos. Em Super Mario All-Stars (SNES) ele é a forma amaldiçoada do rei do Mushroom World; em Super Mario Maker (Wii U) o encanador pode vestir uma roupa inspirada no macacão; em Super Smash Bros. Melee (GC) ele é um dos troféus; e em Punch-Out!! (NES) ele pode ser encontrado na plateia assistindo às lutas de boxe.

Outra curiosidade é que Donkey Kong Jr. estava nos planos iniciais da Nintendo para estrelar o primeiro DK Country ao lado de seu filho. Entretanto, acabou sendo substituído por Diddy Kong. Apesar de não estar fisicamente presente no clássico do Super Nintendo, Donkey Kong Jr. tem sua parcela de importância no surgimento da família de símios mais famosa dos videogames.
Olha eu aqui!



Neste especial já falamos de Donkey Kong e Pac-Man. Amanhã será dia de relembrarmos o incrível Super Mario Bros.

Revisão: Vitor Tibério
Vinicius Veloso é jornalista e obcecado por games (não necessariamente nessa ordem). Seu vício começou com uma primeira dose de Super Mario World e, desde então, não consegue mais ficar muito tempo sem se aventurar em um bom jogo. Está no Facebook ou Twitter.

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